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Lançamento da obra “Gentes de Paz em Tempos de Guerra: Mortágua, 1721-1810”

2018-09-25
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

 

 

Decorreu no passado dia 22, no Centro de Animação Cultural, o lançamento da obra “Gentes de Paz em Tempos de Guerra: Mortágua, 1721-1810”, da autoria da Professora Doutora Maria Alegria Fernandes Marques. O lançamento desta obra constituiu um dos eventos com que o Município quis assinalar os 208 anos da Batalha do Bussaco.

Numa edição promovida pelo Município de Mortágua, e com uma tiragem de 2000 exemplares, esta obra representa mais um valioso contributo para o conhecimento do passado de Mortágua, trazendo à luz do dia dados sobre uma época relativamente à qual havia um grande desconhecimento.

A apresentação da obra esteve a cargo da Professora Doutora Manuela Mendonça, Presidente da Academia Portuguesa de História, que destacou o trabalho exaustivo de pesquisa e rigor da autora, “uma brilhante historiadora”, que não olhou a cansaço para “escavar” numa imensidão de documentos que conseguiu descobrir, tudo o que pudesse recuperar esse tempo histórico que catapultou Mortágua para muitas páginas ilustres da história, não só local, mas também da história de Portugal”.

Esta obra, acrescentou, “é uma homenagem ao povo, e no caso concreto, ao povo de Mortágua”, fazendo uma abordagem perspicaz à realidade do quotidiano na dura labuta dos nossos antepassados no século XVIII, o que permite adivinhar o sobressalto trazido a esta e outras terras, em tempos de paz, quando se anunciava a guerra (3ª Invasão Francesa a Portugal”.

A Professora Doutora Manuela Mendonça destacou ainda o repositório de informação sobre cada uma das freguesias do concelho, as suas populações, os locais de culto, os oráculos, além da relação sobre violências, estragos e prejuízos provocados pelos franceses durante a campanha da 3ª Invasão. Estes dados tiveram como fonte de informação, principalmente, os inquéritos e memórias paroquiais, onde os arciprestes anotavam os nascimentos, batizados, casamentos e óbitos, e forneciam informações sobre cada freguesia. Exemplo disso são os inquéritos solicitados pelo Reino  após o terramoto de 1755. No relatório enviado pelo prior André Bernardes Freire, pároco da freguesia de Nossa Senhora da Assunção (coincidiria com os atuais núcleos da Vila de Mortágua e de Vale de Açores), dá a seguinte informação: “Seriam nove oras e meya da manhã do dito dia se persebeo hum subterrâneo estrondo e logo imediato a elle moverem se os edeficios para huma e outra parte com repetissois sucessivas em que também se percebeo commoverem se alfayas como saltando e duraria sete athe des minutos de espasso de tempo. (…) Nesta freguesia não houve ruina alguma de cazas nem há nella edificios notáveis que todos são bachos, nem moreo pessoa alguma”.

Pelo seu conteúdo, pelo seu carácter científico, a Professora Doutora Manuela Mendonça referiu que se trata de “uma obra que urge ser lida por todos”.

Maria Alegria Fernandes Marques é Professora Catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e Doutorada em História da Idade Média, com várias obras já publicadas.

No livro, a autora faz uma dedicatória especial “às gentes sofridas e laboriosas de Mortágua, vítimas da enorme catástrofe dos incêndios de 7 e 15 de outubro de 2017”. Este livro surge na sequência de uma comunicação apresentada em 24 de setembro de 2016, no colóquio “A 3ª invasão: Mortágua, uma encruzilhada na Batalha do Bussaco”, organizado pela Câmara Municipal de Mortágua, em que a autora foi palestrante convidada.

Conhecedora da escassez de textos sobre a história das terras do concelho, bem assim do interesse do Município no conhecimento do passado das terras e gentes que o compõem, e ainda levada por um elo afetivo com estas terras (tem ligações familiares a Mortágua), a autora decidiu aprofundar no estudo do concelho. A obra apresenta-se organizada em duas partes bem distintas: uma primeira, de caracterização da terra, nos seus aspetos geo-económicos, sociais e mentais, patentes, estes, nas questões do sentimento religioso das populações, e uma segunda, sobre os reflexos da 3ª invasão francesa e da batalha do Bussaco na vida dessas populações.

“Foram essas gentes, de paz, isoladas do mundo, por vezes no peso próprio da literalidade da palavra, vergadas ao trabalho da terra, que num momento, foram sacudidas por um acontecimento de consequências devastadoras, que as fez confrontarem-se com um mundo que não era o seu e que, por certo, para muitos dos seus, os fez pensar além dele”, refere a autora na nota introdutória do livro.

O Presidente da Câmara Municipal, Júlio Norte, agradeceu o trabalho exaustivo, a dádiva de sabedoria, estudo, empenho e mestria concedida por “uma distinta, amiga e dedicada Mortaguense, filha da terra e que à terra devolve o seu maior espólio…o conhecimento”, referindo-se às ligações familiares da autora, cujo avô materno era de Mortágua. Júlio Norte afirmou que tal dedicação, entrega e empenho por parte da autora, que resulta na obra agora publicada, é a demonstração de “uma enorme afeição por esta terra e esta gente”.

Salientou, por outro lado, que esta obra colmata e elucida sobre um período da história do concelho relativamente ao qual são escassos os relatos e as recordações que remanesceram, que se desvaneceu da lembrança coletiva, talvez por ser um tempo de má memória, referindo-se aos tempos de medo e terror vividos pelas populações locais, pelas “gentes de paz”, que viram a sua pacata vida abruptamente em sobressalto com as Invasões Francesas.

Além do lançamento do livro, o programa comemorativo contou com a palestra “A importância do Turismo Militar no desenvolvimento do território”, em que foi orador o Dr. João Pinto Coelho, da Associação de Turismo Militar Português, e uma Visita ao Centro de Interpretação “Mortágua na Batalha do Bussaco”.

Este ano o Centro de Interpretação recebeu um dos prémios anuais atribuídos pela Associação Portuguesa de Museologia, na categoria de “Filme de Divulgação”, que pôde ser visionado pelo público presente na sessão de lançamento desta obra sobre o concelho de Mortágua.

O programa encerrou com um magnífico concerto, no Largo 5 de Outubro, pela Orquestra Ligeira do Exército, a que assistiram centenas de pessoas.


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