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VIII Colóquio “ Inovação Pedagógica e Criatividade na Sala de Aula: novos desafios/novas práticas”

2018-04-24
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

Teve inicio no passado dia 21 o VIII Colóquio “Inovação Pedagógica e Criatividade na Sala de Aula: novos desafios/novas práticas”, organizado pelo Centro de Formação de Associação de Escolas do Planalto Beirão (CFAE).

Esta é a primeira de duas jornadas, a próxima realiza-se no próximo dia 24, sábado, em que serão debatidos novos painéis relacionados com a temática do Colóquio, com mais conferencistas convidados.

Na Mesa de Honra que presidiu ao Colóquio marcaram presença a Diretora do Centro de Formação do AE de Escolas do Planalto Beirão, Drª.Rosa Carvalho, a Delegada Regional da DGEST Centro, Drª. Cristina Oliveira, o Chefe de Gabinete do Senhor Secretário de Estado da Educação, Dr. Jorge Morais, o Presidente da Câmara Municipal de Mortágua, Engº. Júlio Norte, e o Diretor do Agrupamento de Escolas de Mortágua, Dr. Rui Parada. Na plateia, além dos professores inscritos (218), encontravam-se Diretores dos Agrupamentos associados do CFAE e responsáveis da Rede de Bibliotecas Escolares.

Na sessão de abertura, a Diretora do Centro de Formação do AE do Planalto Beirão, Rosa Carvalho, agradeceu a presença dos Participantes, Entidades Oficiais, Diretores dos Agrupamentos de Escolas, Entidades parceiras (Bibliotecas Escolares) e Conferencistas. Agradeceu ainda o apoio do Município e do Agrupamento de Escolas de Mortágua na organização do evento.

Aproveitou para reconhecer e louvar publicamente a aposta que a Câmara Municipal de Mortágua coloca na educação e formação de recursos humanos, apoiando incondicionalmente este Colóquio. Agradeceu ainda o apoio inexcedível do Agrupamento de Escolas de Mortágua, anfitrião desta iniciativa, para a concretização deste evento.

Rosa Carvalho referiu que este Colóquio procura ser “um espaço de conhecimento e debate sobre o projeto de autonomia e flexibilidade curricular, de reflexão sobre as competências a desenvolver nos alunos no século XXI, e de partilha de boas práticas organizacionais, pedagógicas e tecnológicas inovadoras, que estimulem a criatividade, promovendo o verdadeiro sucesso educativo, que todos ambicionamos”.

A elevada adesão ao Colóquio, enfatizou, é uma desmonstração da vitalidade das escolas, do interesse dos professores no seu desenvolvimento profissional, na melhoria contínua das praxis pedagógicas e na qualidade do serviço público de educação.

Segundo aquela responsável, a sociedade tem os olhos postos nas escolas e nos professores, esperando a sua capacitação para reconstruirem a escola e mudarem praxis (práticas), de modo a enfrentarem os novos desafios educacionais e sociais da era pós-moderna em que estamos.

“Todos nós, que diariamente vivemos a escola, reconhecemos que a sociedade evoluiu a um ritmo vertiginoso e, nem sempre, a escola conseguiu acompanhar essa velocidade. Não nos podemos esquecer, que estamos perante a revolução industrial 4.0”. E lembrou que o Fórum Mundial aponta para o facto de 65% das crianças que hoje entram na escola, vão ter profissões que, hoje, ainda não existem”.

Perante este cenário, urge criar espaços como este para partilhar olhares e de uma forma sistémica (re)pensar a educação, (re)pensar a escola, (re)pensar a sala de aula.

Nessa linha, “todos são unânimes em reconhecer que é fundamental encontrar estratégias inovadoras que promovam a criatividade e preparem para o futuro as novas gerações de nativos digitais, e urge, então, refletir sobre escola que temos e aceitar os desafios para uma educação do futuro, porque o futuro é hoje”, afirmou.

A escola é hoje um espaço de aprendizagem em que a criança, além de um forte domínio dos conteúdos, deve desenvolver quatro competências essenciais, que enumerou: a criatividade, a comunicação, a colaboração e o pensamento crítico. Segundo aquela responsável, os professores são uma peça central de qualquer processo de mudança em Educação, onde emerge o papel crucial da formação contínua na capacitação dos docentes para a utilização de estratégias pedagógicas criativas e inovadoras. “Todos os que estamos aqui acreditamos que Mudar é possível, visando uma escola onde mora a inovação, a criatividade, o sucesso”.

A Delegada Regional, Cristina Oliveira, deu os parabéns ao Centro de Formação do AE Planalto Beirão, afirmando que se trata de um centro “muito ativo”. Aquela responsável referiu que a inovação pedagógica e criatividade na sala de aula é algo que se aprende naturalmente, mas que não surge de um dia para o outro. Referiu que há sempre algum desassossego, que é normal nos processos de mudança, mas há também uma grande vontade de aprender, de aperfeiçoar as práticas diárias e de autotransformação. “Chega uma altura em que é importante olharmos para as nossas práticas, pensarmos o que podemos fazer melhor e sobretudo não ter medo de fazer. Nós temos muito medo de errar, de fazer mal, de sermos culpados, não só na Educação como em todo os domínios da nossa vida. Mas é preciso perder esse receio, ter confiança nesse passo em frente, pois trata-se de um processo irreversível”.

A Delegada Regional louvou que o tema central do Colóquio seja a inovação e a criatividade e que todos estejam comprometidos a debater o futuro. “As nossas escolas precisam de se transformadas porque os nossos alunos já não são os alunos de há 10 ou 20 anos, eles fazem o seu percurso num mundo que é diferente do passado. Mas nós muitas vezes continuamos a trabalhar como trabalhávamos há 10 ou 20 anos atrás. E este progresso, este olhar para dentro, esta reflexão, deve ser feita em prol dos alunos, para que de facto possam agarrar os desafios do século XXI com outra confiança e capacidade. Para que sejam cidadãos de pleno direito e o nosso País tenha também todas as oportunidades de crescimento que queremos e precisamos, até porque um dia iremos precisar que os nossos jovens façam também de Portugal um país economicamente desenvolvido”, disse.

Jorge Morais, em representação do Ministério da Educação, salientou que um dos desafios da educação nos próximos tempos “é trabalhar em rede e quebrar o isolamento, da escola, da sala de aula e até da carteira do aluno”. Às escolas e aos professores está colocado o desafio de “dar ferramentas para problemas que ainda desconhecemos e para profissões que também ainda desconhecemos”. Aquele responsável afirmou que é preciso olhar para estes processos de mudança com um grande sentido de confiança e lembrou todos os progressos na Educação que foram conseguidos desde o 25 de abril de 1974. E para testemunhá-lo, colocou uma questão à plateia, perguntando quem tinha menos habilitações literárias do que os seus Pais. A resposta foi clara, ninguém, afirmando que tal é um motivo de orgulho para a escola portuguesa e para os professores portugueses.

O Presidente da Câmara Municipal de Mortágua, Júlio Norte, na qualidade de anfitrião da iniciativa, saudou todos os que vieram até “terras do Juiz de Fora” para participar neste colóquio e felicitou o Centro de Formação pelo trabalho que vem desenvolvendo na sua área territorial de atuação. Referiu que a presença de mais de duas centenas de inscritos, revela o interesse dos professores e a pertinência dos temas em debate.

Júlio Norte afirmou que a escola tem de estar preparada para os novos desafios, e que o Município de Mortágua está empenhado nesse processo de mudança para uma escola nova, uma escola do futuro. Para além de todas as salas do Centro Educativo já possuírem quadros interativos, “brevemente será instalada uma “sala do futuro”, uma pelo menos, numa primeira fase, no âmbito de um projeto da CIM-Região de Coimbra”.

E salientou que esses desafios, que têm de ser agarrados e acompanhados, permitirão aos jovens ser mais capazes, mais competentes, e melhor preparados para um mundo muito diferente do que viveram as gerações anteriores. Segundo Júlio Norte, é fundamental envolver nesse processo de mudança todos os agentes educativos, Professores, Autarquia, Alunos, Funcionários, Pais e Comunidade envolvente.

Abordou também um tema na ordem do dia, a descentralização de competências na área de educação para os Municípios, a chamada municipalização da educação, deixando palavras de serenidade e tranquilidade relativamente a esse processo, caso venha a concretizar-se.

Adiantou que essa descentralização pode ser vantajosa em termos de proximidade, de resolução de problemas, e desde que esse processo de transferência de competências seja acompanhado dos necessários meios financeiros.

Dirigindo-se diretamente aos docentes, encorajou-os a não serem céticos à mudança, e lembrou que a inovação é hoje uma realidade transversal a todos os domínios da sociedade. Referiu que a inovação, o empreendedorismo, a promoção do sucesso educativo, fazem parte do programa de ação do Município e também da CIM Região de Coimbra, na área da Educação. No final, deixou uma palavra de esperança a todos os presentes e aproveitou para evocar uma das grandes conquistas do 25 de abril, que foi justamente a universalidade e democratização da Educação.

Neste primeiro dia do Colóquio estiveram em debate a “Autonomia e Flexibilidade Curricular”, em que foi orador o Chefe de Gabinete do Senhor Secretário de Estado da Educação, Jorge Morais, e “Estratégias Organizacionais e Pedagógicas promotoras de sucesso”, em que foi orador o Dr. Paulo Pereira, da Universidade Católica de Viseu. No período da tarde, e após o almoço servido na cantina da Escola Secundária, debateu-se “O papel da Biblioteca Escolar na flexibilidade e inovação pedagógica”, que teve como oradora a Dra. Manuela Pargana da Silva, Coordenadora Nacional da Rede de Bibliotecas Escolares, seguido do painel sobre “Boas Práticas de dinâmicas inovadoras e criativas”, em que foram apresentados dois projetos pilotos de inovação pedagógica (AE Marinha Grande Poente e AE Cristelo .

Como já referimos, o Colóquio tem continuidade no próximo sábado, em que irão ser debatidos os temas “Projetos Inovadores com TIC na Educação”, “Criatividade em Educação – Utopia ou Realidade?”. Na parte da tarde terão lugar vários workshops relacionados com a inovação e a criatividade nas aprendizagens.


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