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“Os Mortaguenses são fortes e solidários. Vamos conseguir vencer este momento difícil e renascer das cinzas”.

2017-10-19
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

O violento incêndio que se abateu sobre Mortágua e toda a região no passado dia 15 causou elevados danos, desde logo uma considerável área florestal ardida, ainda não contabilizada. Há a lamentar algumas habitações destruídas, nomeadamente em Almaça, Freixo, Barril, Chão Miúdo, Riomilheiro, outras que ficaram gravemente danificadas, além de numerosos anexos e barracões. Contabiliza-se ainda a destruição completa de várias viaturas, armazéns, tratores, alfaias agrícolas. Muitas pessoas perderam animais, produtos e culturas agrícolas.

Na zona industrial várias empresas foram afetadas, outras estiveram em sério perigo. No Pólo Industrial do Freixo, a Central Termoelétrica sofreu graves danos, superiores a 1,5 milhões de euros, e a Pelets Power ficou totalmente destruída, cujo prejuízo só na fábrica atinge os 15 milhões de euros. A Morpneus, junto ao Barril, também ficou completamente destruída. Outras empresas sofreram danos avultados em equipamentos.

Ao longo de uma vasta área contínua do concelho, de dezenas de quilómetros, o cenário é negro, uma enorme extensão de cinza, onde antes dominava o verde. Em quase todas as casas são visíveis os vestígios de que o fogo esteve ali ao pé, mas foi possível dominá-lo com enorme coragem e determinação. O fogo, oriundo da zona da Lousã e Vila Nova de Poiares, propagou-se pelo concelho de Penacova, entrou no concelho de Mortágua pelo lado do IP3, junto a Almaça, e daí não mais parou até Mortágua, estendendo-se até à zona nascente e à confluência com os concelhos vizinhos de Santa Comba Dão e Tondela. As localidades afetadas foram Almaça, Almacinha, Freixo, Barril, Coval, Chão do Vento, Vila Nova, Chão Miúdo, Felgueira, Riomilheiro, Vale de Paredes, Caparrosinha, Caparrosa, Ferradosa, Pinheiro, Cercosa, Vale de Ana Justa.

O Presidente da Câmara Municipal de Mortágua, Júlio Norte, fala de um cenário de horror, um verdadeiro inferno de chamas, algo que nunca viu na sua vida e nas quase três décadas que leva de autarca. “Era humanamente impossível dominar este fogo. Era um verdadeiro furacão de fogo, com ventos fortes gerados por correntes de convecção do próprio fogo, as faúlhas caíam aos milhares e provocavam focos de incêndio por todo o lado. O fogo andou a rondar praticamente todas as habitações nesta zona do concelho. Havia um sentimento de impotência, de frustração enorme, de que estávamos perante algo para além das nossas forças e capacidades humanas. Mas resistimos”.

Algumas dezenas de pessoas tiveram de ser evacuadas, por medida de segurança.

Nos seus relatos, as populações falam num cenário de terror e muitos confessam que temeram pela sua vida e dos seus familiares. Em muitas casas o fogo chamuscou paredes ou chegou aos jardins, sebes, vedações, quintais, valendo a atuação dos bombeiros, moradores, vizinhos, amigos.

A agravar a situação estava o facto de haver incêndios por todos os concelhos do distrito, nomeadamente nos concelhos vizinhos. “Os bombeiros fizeram tudo o que estava ao seu alcance, não podiam estar em todo o lado. Eles próprios correram muitos riscos. Este foi o maior incêndio até hoje registado no concelho, em propagação e violência, atingiu muitas zonas urbanas, e colocou em perigo centenas de pessoas. Vai levar algum tempo para as pessoas recuperarem das imagens que viram e do medo que sentiram”, refere.

Apesar de toda a violência do incêndio, felizmente não houve a registar vítimas mortais, apenas algumas situações de pessoas que sofreram queimaduras e tiveram de ser assistidas.

Júlio Norte salienta “a coragem e luta incansável dos nossos bombeiros, que tiveram de enfrentar um gigante de fogo, indomável, avassalador”, a ação e o espírito de entreajuda da população, combatendo o fogo, protegendo casas, auxiliando pessoas, que permitiu minimizar outras consequências mais gravosas. Mas também a ação da GNR, equipas de vigilância florestal, Associação de Produtores Florestais, Associações Locais, particulares que disponibilizaram meios de apoio ao combate, além da colaboração do Exército nas ações de rescaldo e vigilância.

Segundo Júlio Norte, “a prioridade neste momento é ajudar as pessoas que foram afetadas em termos de primeira habitação e bens essenciais de subsistência. Criámos um gabinete de crise e uma linha de apoio para apoiar as pessoas e famílias que no imediato precisam da nossa ajuda, porque perderam tudo ou quase tudo”.

Ao mesmo tempo o Município já está a trabalhar no terreno, a fazer o levantamento integral das situações, no sentido de identificar prejuízos e acionar os mecanismos de apoio que sejam disponibilizados pelo Estado.

No passado dia 17, o Primeiro-Ministro reuniu-se em Oliveira do Hospital com os autarcas dos concelhos da região afetados pelos incêndios. Na mesma reunião estiveram presentes o Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, o Secretário de Estado da Administração Interna e a Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC). A esta entidade caberá coordenar o processo de apoio e recuperação de habitações, indústrias e infraestruturas que foram afetados pelos incêndios. E ficou também já agendada para a próxima semana uma reunião com o Secretário de Estado das Florestas.

Júlio Norte mostra-se particularmente preocupado com as empresas que ficaram destruídas ou sofreram danos consideráveis, não só pelo impacto direto e indireto na economia local, mas também pelos postos de trabalho que estão em causa. “É fundamental que o Estado não demore a intervir, que não haja burocracia, e apoie estas empresas, para que possam voltar a operar o mais breve possível e as pessoas recuperem o seu posto de trabalho”.

Júlio Norte refere que a extensa área ardida, além dos prejuízos económicos para os proprietários, atinge também muitas empresas que operam na floresta, a montante e a jusante, na produção e comercialização da madeira, na recolha de biomassa, e que veem também a sua atividade afetada.

Júlio Norte deixa palavras de coragem, força, solidariedade e esperança, a todos os mortaguenses que foram afetados pela tragédia. “Temos de ser fortes e solidários neste momento particularmente difícil e doloroso. Há um enorme espírito de solidariedade, pessoas a dizer que querem ajudar, sejam residentes ou emigrantes. O povo de Mortágua é muito solidário, sabe unir-se nestas situações, e havemos de vencer mais este momento difícil, como já o fizemos no passado”.

 


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