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Lenda do Juiz de Fora já tem livro em Banda Desenhada

2016-12-19
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

 

 

Decorreu no passado dia 16, na Biblioteca Municipal, a apresentação do livro “Mortágua, o Juiz de Fora. Entre a história e a lenda”. Trata-se de uma edição escrita em formato Banda Desenhada, promovida pelo Município, que retrata um episódio de justiça popular ocorrido em Mortágua, na Idade Média, e cuja lenda atravessou séculos até aos nossos dias. Com a chancela da Quartzo Editora e ilustrações de Pedro Emanuel dos Santos, esta obra conta a história que está por detrás da lenda.

Antes da apresentação do livro, alunos da Academia Saber+ interpretaram o tema "Cantiga de Amigo", que faz parte do repertório do Auto do Juiz de Fora.

Quem não ouviu tantas vezes a famosa pergunta feita por forasteiros aos mortaguenses, “Quem matou o Juiz?”. Diz a lenda que: “Uma vez veio um Juiz de Fora que não respeitou os usos da terra. Tantas maldades cometeu que o povo se reuniu, deslocou-se para lá da ponte do rio Criz, esperou e matou-o com forquilhas, farpões e roçadouras. O oficial do Rei chegou para descobrir e punir os culpados. Parece que à pergunta sobre quem tinha morto o juiz, o povo dava sempre a mesma resposta: “Foi Mortágua”. O oficial nunca conseguiu descobrir o culpado porque a resposta implicava uma responsabilidade coletiva.”

Deve-se dizer que há um elemento a favor da ocorrência de tal facto. É que na Carta de Foral atribuída a Mortágua pela mulher do Rei D. Sancho I, a rainha D. Dulce, em 1192, aparece expressamente uma penalidade para quem matar um juiz, o que não é comum noutros forais atribuídos na mesma época a outros concelhos, nomeadamente concelhos vizinhos. O que supostamente quererá indicar que algo de grave terá ocorrido neste concelho para o legislador consignar essa norma especial.

O argumento da obra baseia-se na primeira Carta de Foral atribuída a Mortágua (1192) e nos estudos que o Dr. José Assis e Santos fez sobre o concelho de Mortágua, publicados nos livros “Pelourinho de Mortágua” e “Mortalacum (Terra de Lagoas)”. O guião esteve a cargo de António José Coelho (editor) e de Pedro Emanuel (o ilustrador) e contou ainda com a colaboração de dois consultores/historiadores, Luís da Silva Fernandes e João Ferreira da Fonseca. Neste livro foi incluída uma outra versão mais antiga e menos conhecida, mas semelhante nos seus contornos, que remonta ao domínio do Império Romano no território de Mortágua (então designado de Lama) e para a presença da figura do judex romanus.

O Presidente da Câmara Municipal, Júlio Norte, refere que desde há muito que os mortaguenses assumem essa história sem quaisquer complexos, que afinal retrata “o sentido de justiça coletiva, liberdade, união e solidariedade de um povo, que à época era vítima de uma justiça discricionária que servia apenas os poderosos”.

O resultado final da obra surpreenderá muitos dos que da história e da lenda do Juiz de Fora em Mortágua, só lhes conhecem mais de lenda, do que da história, contribuindo para que os leitores tenham um enquadramento mais real e verdadeiro naquilo que é a história e mais aprofundado de como a lenda se desenvolveu. E fixar para o futuro, não só a lenda, mas também os factos históricos a ela associados.

Desde há seculos que Mortágua e a história do Juiz de Fora se interligam, passando de gerações em gerações, e ainda hoje se mantem viva, como comprovam algumas referências locais: Campo Juiz de Fora, Pensão Juiz de Fora, Escola de Condução “Juiz de Fora”, jornal escolar Juiz de Fora. No ano passado o Município lançou concurso para a criação de um doce típico de Mortágua, a que foi dado o nome de Juiz de Fora.

E já este ano realizou-se a 1ª Feira do Juiz de Fora, promovida pelo Município e Associações Locais, que incluiu a reconstituição histórica, ainda que parcial, da famosa lenda.

O Presidente da Câmara refere que a presente edição, sendo escrita em formato BD e de fácil leitura, “vai dar a conhecer às novas gerações, de uma forma leve, lúdica e ao mesmo tempo didática, uma história que está indissociavelmente ligada a Mortágua, que faz parte integrante da identidade e do património cultural e imaterial do concelho”. Todas as crianças do 1º Ciclo do Agrupamento de Escolas de Mortágua receberam um exemplar nesta quadra natalícia. “Já é habitual, na quadra natalícia, o Município oferecer um livro infantil às crianças do 1º Ciclo, a diferença é que agora receberam um livro que fala da história do concelho”, explicou Júlio Norte.

Júlio Norte refere que as novas gerações vivem num mundo dominado pelas novas tecnologias digitais e pela globalização, existindo um risco maior de perderem o contacto com as suas raízes, com a cultura, a história e as tradições locais.

“O Município está muito focado nas questões do desenvolvimento, da criação de emprego e oportunidades para os nossos jovens, e por isso mesmo, estamos neste momento a executar a ampliação do Parque Industrial, que representa um grande investimento no futuro e nas novas gerações”. “Mas isso não significa que vamos esquecer o passado”, explica.

Este livro contribui para que os mortaguenses possam redescobrir a história e a lenda que há mais de 800 anos está ligada a Mortágua; para os leitores em geral e nomeadamente para àqueles que visitam o concelho, o livro proporciona uma melhor compreensão da história que está associada à lenda, ficando a saber, como remata o livro, que “Mortágua e os mortaguenses honram valores como a justiça, a solidariedade e a liberdade”.

 


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