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Marchas Populares. Praça do Município “vestiu-se” de colorido e brilho!

2016-07-05
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

 

A Praça do Município foi palco, no passado dia 1, do tradicional desfile das Marchas Populares.

Este ano foram cinco as Associações que responderam ao desafio lançado pelo Município: Cercosa, Vale de Paredes, Felgueira, Pomares e Vila Moinhos.  O acompanhamento musical esteve a cargo da Filarmónica de Mortágua, sendo o Coro de vozes composto por elementos do Rancho Folclórico e Etnográfico de Vale de Açores.

A tradição de celebrar festivamente os Santos Populares está bem enraizada no nosso concelho, sendo disso exemplo os festejos de Santo António em Vale de Açores, de São João na Gândara e de São Pedro em Vila Gosendo, entre outros.

Os grupos concentraram-se junto ao Teatro Club, e percorreram a Rua Dr. João Lopes de Morais até à Praça do Município, que se encontrava decorada a preceito, e onde decorreu a apresentação perante a presença de centenas de pessoas.

O primeiro Grupo a abrir o desfile foi Cercosa, com cerca de 30 elementos.

A letra da Marcha prestava uma homenagem à localidade, terra-mãe protetora e abençoada, que criou e acolheu os seus filhos, terra cheia de encantos e que tem nas suas gentes a sua maior riqueza.

Cercosa és para nós grandeza/ tua humanidade é uma riqueza/ entre pinhais cheios de vigor/ encantos infindos de Nosso Senhor”, dizia a letra.

Os trajes estavam decorados com motivos florais, simbolizando a beleza dos campos e searas.

A segunda Marcha a dar entrada na Praça representou Vale de Paredes. O tema da sua Marcha recordou as antigas fontes, que outrora constituíam a principal e única fonte de abastecimento da população. Mas eram também locais de namoricos. Os encontros na fonte permitiam aos namorados conversar e trocar uns beijinhos longe dos olhares dos pais.
Conta-se que as raparigas costumavam encher o cântaro de água e despejá-lo logo de seguida, um estratagema para dar tempo que o namorado chegasse e dar menos nas vistas, ou então para poderem estar mais tempo com o seu amado, chegavam ao meio do caminho com o cântaro à cabeça, e despejavam-no, para o poderem voltar a ir encher à fonte. “Ai, que linda és/De cantarinha na mão/Tens o mundo aos pés/E nele o meu coração; Nas fontes da nossa aldeia/Vamos os dois namorar/O teu olhar incendeia/Pela noite ao luar”, rezava o refrão.

Seguiu-se a Marcha da Felgueira, cuja apresentação teve como mote “As Ruas da Felgueira”. Como a Rua da Fonte, onde outrora as lavadeiras lavavam a roupa à mão, o Largo da Quintã, onde os menos jovens colocam a conversa em dia e vêm o tempo a passar, ou a Rua Principal, rua de encruzilhada de tantas outras ruas. A letra não esqueceu a sua gente dinâmica e ativa, que preserva a sua cultura e se orgulha do seu passado, e que tem na sua juventude a riqueza de um povo.

À semelhança de anos anteriores, a Marcha abriu com o desfile do grupo infantil, composto por 16 crianças, que encantou com a sua graciosidade. Seguiu-se a classe adulta, com 30 marchantes, acompanhados pelo grupo musical Flora do Mondego e as cantadeiras da Felgueira. O grupo surpreendeu com vistosas coreografias, que incluíram até efeitos pirotécnicos.

O quarto grupo a desfilar foi Pomares, com 25 elementos. A sua Marcha era uma dedicatória a Mortágua, às suas gentes, às suas freguesias, às suas riquezas e belezas naturais, às suas tradições, não esquecendo a sua história, com alusão à lenda do Juiz de Fora. Povo justo e unido nas suas lutas/Povo humilde que lutou e venceu/Com a bravura nas suas conquistas/Conta a lenda, que assim o juiz morreu”, dizia a letra.

Encerrou a apresentação a Marcha de Vila Moinhos, com cerca de 50 elementos. A letra da Marcha exaltava um povo de gente unida, bairrista, trabalhadora e hospitaleira, que luta pelo engrandecimento da sua terra. Fazia também referência aos moinhos de rodízio situados ao longo da Ribeira da Fraga, os quais deram nome à terra. A letra fazia aliás apelo à recuperação desses moinhos, símbolos de memórias e vivências do passado. Na frente do grupo, um grupo de crianças transportava taleigas e espigas, entre outros objetos, relacionados com essa atividade ancestral.

A letra aludia ainda à Ribeira da Fraga, que irriga os campos e onde outrora as mulheres lavavam a roupa nas suas águas cristalinas. A coreografia incluiu a recriação de um baile de rua, um momento que animou toda a assistência.

Após a apresentação individual, os grupos deram uma volta final ao recinto, despedindo-se do público, que retribuiu uma noite maravilhosa com uma calorosa salva de palmas.

O Presidente da Câmara Municipal, Júlio Norte, dirigiu palavras de agradecimento às associações participantes, enaltecendo o seu bairrismo, a sua dedicação e o seu esforço, lembrando que antes da apresentação há todo um trabalho de preparação por trás, desde os ensaios, a confeção/decoração das roupas e dos arcos, que é feito depois do dia normal de trabalho e aos fins-de-semana.

Realçou a forma como as pessoas se envolvem e participam, “com enorme gosto, carolice e entusiamo”, afirmando que só assim é possível ter este resultado final, um grande espetáculo de cor e alegria.

Por outro lado, destacou a presença de localidades, que sendo pequenas em população, como Pomares e Vale de Paredes, vêm participando anos após ano, sendo um exemplo de que tudo se consegue quando há união de vontades e de esforços.

“Estão todos de parabéns. As Marchas Populares é um evento que as pessoas gostam de ver e as deixa animadas, e a prova disso é a moldura humana que esteve aqui a assistir” referiu. Agradeceu ainda a colaboração especial da Filarmónica de Mortágua e do Rancho Folclórico e Etnográfico de Vale de Açores.

Finalmente agradeceu a presença do numeroso público ali presente, centenas de pessoas que estiveram a apoiar a marcha da sua localidade e ao mesmo tempo a assistir ao desfile das restantes, e contribuíram para dar maior brilhantismo ao evento.


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