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“No Trilho de Tomaz da Fonseca”. Passeio literário deu a conhecer o Homem e a Obra

2016-06-08
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

 

Promovido pelo Município de Mortágua, realizou-se no passado dia 5 um passeio denominado “No Trilho de Tomaz da Fonseca”, que ligou Mortágua a Marmeleira. O objetivo da iniciativa foi dar a conhecer, de uma forma diferente, através de um passeio literário, Tomaz da Fonseca, o Homem e a Obra. O programa foi organizado pela Biblioteca Municipal, no âmbito das suas atividades de divulgação dos escritores mortaguenses e promoção da leitura.

A iniciativa contou com cerca de 100 participantes, incluindo os convidados e elementos que colaboraram na representação de alguns quadros cénicos. Entre os participantes contaram-se o Presidente da Câmara Municipal, Júlio Norte, os Vereadores Paulo Oliveira, Emília Matos, Acácio Fonseca, e o Prof.Dr. Luís Torgal, que se tem dedicado ao estudo da figura e obra literária de Tomaz da Fonseca.

O percurso teve concentração na Biblioteca Municipal, onde foi servido o pequeno-almoço denominado “ Toma`z chá & café”, e estava patente uma exposição constituída por objetos que pertenceram ao escritor, destacando-se alguma correspondência trocada, nomeadamente com o seu filho Branquinho da Fonseca, que se veio a notabilizar também na literatura.

O percurso teve passagem por locais emblemáticos e diretamente relacionados com Tomaz da Fonseca, ao longo dos quais registaram-se momentos de interação com os participantes, como leituras, exposições, testemunhos, representação, jogos, música e dança.

O primeiro desse momento aconteceu em frente à Casa Lobo, onde foi lida o conteúdo de uma carta, com data de 6/10/1910, que faz eco dos festejos ocorridos em Mortágua vitoriando a implantação da República. Nessa carta é referido que o evento foi assinalado de forma efusiva, com champanhe, discursos e vivas à República, nas lojas do Albano (Albano Lobo).

O mortaguense Tino Lobo surpreendeu os presentes ao exibir a bandeira da República que foi hasteada na Casa Lobo no dia 5 de outubro de1910. No local estavam expostas pinturas alusivas à República e aos republicanos de Mortágua, da autoria de pintores mortaguenses. Estes trabalhos foram apresentados pela primeira vez, por ocasião do centenário da implantação da República.

Um segundo momento importante decorreu Junto ao busto situado na Praça do Município, foi realizada uma pequena palestra em que usaram a palavra Fernanda Tomás, sobrinha-neta do escritor. Esta familiar falou do lado mais pessoal e intimista do escritor, com quem privou. O Prof.Dr. Luís Torgal doutorou-se recentemente com uma tese sobre Tomaz da Fonseca, intitulada: “Tomás da Fonseca (1877-1968) -Educador do Povo". O docente, com formação académica em História, traçou o carácter de Tomaz da Fonseca, a sua ação em vários domínios da sociedade, como pedagogo, escritor, defensor dos ideais republicanos, opositor ao regime do Estado Novo, o que lhe valeu a prisão no Campo de Concentração do Tarrafal. Além disso viu inúmeros livros (17) serem censurados e proibidos. Tomaz da Fonseca, lembrou, perpassou por três regimes políticos diferentes: a Monarquia, a República e o Estado Novo.

Outro ponto de paragem foi o Cemitério Municipal, ondese encontra sepultado o escritor, tendo o Presidente da Câmara depositado um ramo de flores na sua campa, num gesto simbólico de homenagem.

Ao longo do percurso sucederam vários quadros, alguns deles ao vivo, que representavam os três grandes temas das obras de Tomaz da Fonseca: a Religião, a Politica e a Educação. Na zona de Caparrosinha foram plantados alguns pinheiros, numa evocação da obra “O Pinheiro”, na qual o autor incentiva os agricultores da serra a semear penisco, explicando-lhes numa linguagem simples, as vantagens da florestação. Noutro ponto do percurso estavam expostas, em tamanho grande, capas de vários livros escritos por Tomaz da Fonseca. Em Caparrosinha, antes de se atravessar a Ribeira da Saudade (como é conhecida a ribeira que passa neste local), foi servido um reforço alimentar e o Rancho Folclórico “Os Camponeses do Freixo” fez uma breve atuação.

Na zona de Caparrosa foi entregue a cada participante um salvo-conduto, aludindo ao documento assinado por Tomaz da Fonseca que autorizava, em nome do comité republicano, a transitar livremente pela região da Irmânia.

O percurso terminou na Marmeleira, mais propriamente no Núcleo Museológico “Raízes e Memórias da Irmânia” Aqui foi servido o almoço que constou de uma ementa tradicional, composta por sardinha frita com capa, feijoada de feijoca, rojões, salada de feijão-frade, favas com carne, azeitonas, pão caseiro a sair do forno, e bebidas variadas. Para sobremesa havia arroz doce, tigelada e outros bolos caseiros. Após o almoço ainda teve lugar uma visita guiada pelo Núcleo Museológico, que é como fazer uma viagem no tempo.

No final todos os participantes estavam visivelmente agradados com este roteiro, cheio de referências históricas e literárias e que constituiu uma forma diferente de dar a conhecer este vulto da cultura e da cidadania de Mortágua, além de ter proporcionado um dia de salutar convívio.

O Presidente da Câmara considerou que a iniciativa constituiu uma excelente ideia no sentido de dar a conhecer uma personalidade marcante da história do concelho e do país, e despertar o interesse das pessoas, nomeadamente dos jovens, destacando ao mesmo tempo a grande adesão à iniciativa, que só não foi maior devido ao facto das inscrições terem sido limitadas por razões logísticas. Por isso mesmo, deixa em aberto a possibilidade da iniciativa poder vir a repetir-se, com este ou outro trilho, sendo intenção do Município desenvolver outras iniciativas centradas na figura e obra literária de Tomaz da Fonseca.

E destaca outras iniciativas já tomadas, como a recente reedição do livro “O Pinheiro”, promovida pelo Município, adiantando que outras reedições poderão seguir-se, com o objetivo de reavivar e preservar a memória e o legado de uma figura que durante muito tempo esteve injustamente esquecida. Finalmente, refere que a iniciativa constituiu ainda, para muitos dos participantes, a oportunidade de conhecerem o Núcleo Museológico da Marmeleira, “um local rico de história, património e tradições que merece ser divulgado e visitado”.

 

 


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