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Palestra “A Invasão de Massena” teve como orador convidado o Coronel Luís Albuquerque

2016-03-18
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

Integrada no programa da Semana da leitura, realizou-se no passado dia 15 uma palestra com o título “A Invasão de Massena”, em que o orador convidado foi o Coronel Luís Albuquerque, Diretor dos Museus Militares de Lisboa e Bussaco.

A palestra, promovida pela Biblioteca Municipal de Mortágua, teve duas sessões, tendo a primeira decorrido de manhã, no auditório da EB 2.3, dirigida aos alunos do 8º e 11º ano, e a segunda, à tarde, na Biblioteca Municipal, para o público em geral.

A sessão realizada na Biblioteca Municipal contou com a presença de alguns formandos que estão a frequentar a Academia Saber +, um projeto do Município vocacionado para quem quieira aprender mais num contexto não-formal.

Na sua preleção, o Coronel Luís Albuquerque referiu-se ao contexto histórico que antecedeu as Invasões Francesas à Península Ibérica, lembrando a Revolução Francesa de 1789, a chegada ao poder de Napoleão, o bloqueio continental aos ingleses, a aliança secular que havia entre Portugal e Inglaterra, entre outros fatores.

Explicitou as três invasões francesas e de uma forma particular debruçou-se sobre a última invasão de 1810, a qual teve entrada pela Beira Alta e passagem por terras de Mortágua, tendo sido nos limites deste concelho e do vizinho concelho de Penacova que se deu propriamente o confronto de exércitos, a famosa “Batalha do Buçaco”, como ficou conhecida. E salientou que esta foi a maior batalha de todos os tempos travada em solo português, tendo envolvido cerca de 120 mil homens no total, ainda que nem todos tenham entrado em combate.

O confronto constituiu um revés para o invasor, tendo causado muitas baixas no lado francês, perto de 5 mil, e um grande desgaste (físico e moral) nas tropas.

Segundo o Coronel Luís Albuquerque, o ataque francês constituiu um tremendo erro tático, sendo difícil de explicar que os generais tenham decidido atacar uma montanha inclinadíssima, no topo da qual estavam as tropas aliadas, “em que as tropas tinham que marinhar montanha acima”, usando a expressão dos próprios, carregados de armas e sem o poder da artilharia. Um das explicações que encontra será de natureza psicológica. Os exércitos franceses estavam habituados a ganhar batalhas por toda a Europa, a ser temerários, e achavam que não era agora que iriam ser derrotados. “Foi um ato de sobranceria que lhes saiu caro”, opinou.

O Coronel Luís Albuquerque referiu também as muitas dificuldades que as tropas francesas encontraram na sua progressão, nomeadamente a falta de mantimentos, uma vez que as populações tinham escondido os seus principais haveres e a maioria dos habitantes fugiu para zonas mais seguras. Uma política de “terra queimada” que aliás havia sido imposta pelo General Wellington, obrigando a que os habitantes locais escondessem ou destruíssem os mantimentos. Outra dificuldade acrescida foram as vias de comunicação, que na altura eram das piores da Europa.

O Coronel Luís Albuquerque explicou a movimentação dos três Corpos de Exército comandados pelos generais Ney, Reinier e Junot, e sob o superior comando de Massena, um general admirado e protegido por Napoleão.

É de salientar que Mortágua foi, a seguir à batalha da Linha de Torres, a localidade onde as tropas francesas permaneceram mais tempo, sete dias, entre 23 e 30 de setembro, tendo depois retirado “sem honra nem glória” pelos lados de Pala, em direção ao Boialvo e Coimbra. O Coronel Luís Albuquerque referiu que este foi um conflito de certo modo atípico, pois o Exército anglo-luso, vencedor da batalha, acaba por retirar de imediato em direção a Coimbra, enquanto o Exército francês permanece no concelho por mais alguns dias, preparando a sua retirada estratégica.

A Invasão Francesa deixou marcas no concelho, como atestam os Moinhos de Moura e de Sula, que serviram de posto de comando das tropas francesas e anglo-lusas, respetivamente, bem como na toponímia e na gastronomia (Lampantana).

O Município de Mortágua está envolvido num ambicioso projeto, denominado “Os Caminhos das Invasões” , em parceria com vários concelhos da região, que visa divulgar e promover, a nível nacional e internacional, este acontecimento histórico que marcou a região, e a sua integração nas chamadas Rotas Napoleónicas.

Por outro lado, o Município de Mortágua pretende criar um Centro Interpretativo das Invasões, que possa reunir um acervo documental, material e doutro género relacionado com o tema, e dessa forma, contribuir para uma melhor perceção do papel decisivo que Mortágua teve no curso desta 3ª Invasão e transmitir às gerações vindouras a importância desse acontecimento na identidade histórica local.

Além disso, está previsto, ainda no corrente ano, provavelmente no mês de setembro (mês da Batalha do Bussaco) o lançamento de um livro, de iniciativa particular, precisamente sobre a temática da passagem das tropas francesas no concelho de Mortágua.

 


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