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Liliana Luz apresentou o seu primeiro trabalho discográfico em Mortágua. Fadista tem raízes familiares no concelho.

2015-12-10
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

O fado fez –se ouvir no passado sábado à noite, no Centro de Animação Cultural. Liliana Luz regressou às suas origens para apresentar o seu primeiro trabalho discográfico, “Espelho da Saudade”, a convite da Câmara Municipal.

“É com muito gosto que estou aqui nesta noite, que é um voltar às minhas origens. Afinal Mortágua faz parte da minha coluna vertebral. A minha mãe é do concelho de Mortágua e eu tenho Mortágua no coração”, referiu Liliana Luz, antes de dar início à sua atuação.

Nesta apresentação ao público de Mortágua, Liliana Luz fez-se acompanhar por Guilherme Banza, na guitarra, e Rogério Ferreira, na viola. Começou a sua atuação interpretando um excerto do “Fadinho Serrano” e o tema “Rosa Vermelha”, letra de Ary dos Santos, que serviram de aperitivo para a apresentação dos temas originais que integram o seu primeiro disco, composto por 11 temas.

Depois de desfiar os temas do seu disco, despediu-se do público com um “encore”, interpretando mais três temas: “Chuva” (letra e música de Jorge Fernando), “Maria Lisboa”, “Havemos de ir a Viana”, estes dois últimos celebrizados por Amália Rodrigues. O público aplaudiu de pé, rendido à voz, interpretação e ao encanto de Liliana Luz, que mostrou no palco toda a cumplicidade entre ela e o fado, que como diz, “não se explica, sente-se”.

Detentora de uma singular capacidade vocal e interpretativa, Liliana Luz é um nome consolidado no panorama do fado, tendo já atuado em grandes salas nacionais e no estrangeiro, nomeadamente nos Estados Unidos, Alemanha e França, partilhando o palco com grandes nomes do fado como Maria da Fé, Rodrigo, Katia Guerreiro, António Pinto Basto, Anita Guerreiro, Gonçalo Salgueiro, entre outros.

Liliana Luz começou a cantar fado por volta dos 17 anos, após uma passagem pela música tradicional portuguesa, tendo integrado o grupo Oragora. “Aconteceu um dia que estava num sítio a cantar umas Marchas, e houve alguém que me disse: olhe, nunca cantou fado, devia experimentar...” Experimentou e gostou tanto, que a partir daí nunca mais largou o fado na sua vida. Aprofundou a sua técnica vocal ingressando no Conservatório de Música de Aveiro, mas foi no fado que encontrou a sua verdadeira vocação e paixão. “É onde me sinto bem e realizada. Não quer dizer que não cante outras coisas, porque já fiz outras participações com outros géneros musicais”. Entre 2005 e 2007 participou na produção musical “Cantigas da Rua”, espetáculo itinerante no qual se recriavam os êxitos que serviram de banda sonora a filmes portugueses dos anos 30/40.

A produção do disco foi a realização de um sonho, um marco na sua carreira, o resultado de um trabalho de cerca de dois anos, a planear, a reunir letras e repertórios, a gravar, no que contou com a preciosa ajuda de alguns colaboradores, músicos e letristas.

Há sete anos para cá dedica-se de corpo e alma ao fado e não se vê a fazer outra coisa nos próximos tempos. “Neste momento sinto-me fadista e quero continuar, assim a vida mo permita”, diz.

Liliana Luz vive em Lisboa e desde 2008 é fadista residente na afamada casa de fados “Sr. Vinho”, propriedade da conhecida fadista Maria da Fé e do poeta José Luís Gordo, tendo também já passado pelo Marquês da Sé. Encontra-se atualmente a promover o disco “Espelho da Saudade”, na Televisão, nas Rádios, Fnac`s e salas de espetáculo.

Nesta apresentação em Mortágua a artista viveu muitas emoções, como o reencontro com familiares, amigos e conhecidos. “Algumas pessoas já não via há muito tempo, mas estavam na minha memória”, confidenciou Liliana Luz, que tem fortes ligações a Mortágua. A sua mãe é natural de Vale das Éguas, freguesia de Cercosa, tendo outros familiares radicados no concelho.

No final da apresentação, Liliana Luz conversou com as pessoas, trocou cumprimentos, autografou CD´s (disponíveis no local), partilhou memórias. E a todos encantou com a sua simpatia e simplicidade.

O Vereador da Cultura, Paulo Oliveira, subiu ao palco para agradecer a presença da artista conterrânea, felicitando-a pelo maravilhoso espetáculo e pelo disco de estreia. E afirmou: “ É uma enorme honra para Mortágua ter uma artista desta dimensão, com uma voz tão maravilhosa”. E formulou votos de que este disco seja “o primeiro de muitos e grandes sucessos”.

O Presidente da Câmara, que não pôde assistir ao espetáculo, por já ter outros compromissos assumidos, marcou no entanto presença na parte final (sessão de autógrafos). Felicitou a artista conterrânea e pediu desculpa pelo facto de não ter podido assistir ao espetáculo, como era sua intenção. E desejou-lhe os maiores sucessos a nível pessoal e profissional, deixando ainda a porta aberta para novas apresentações em Mortágua.

 


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