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Exposição “Presépios de Portugal” no Centro de Animação Cultural.

2015-12-09
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

Para ver até ao dia 10 de janeiro.

Abriu ao público, no passado dia 4, no Centro de Animação Cultural, a exposição “Presépios de Portugal”, que constitui uma mostra da vasta coleção particular de Filomena Xavier. Ao todo são 125 presépios, de origem portuguesa, construídos com os mais diferentes materiais e técnicas.

A abertura da exposição contou com a presença de Filomena Xavier, residente atualmente na Figueira da Foz mas com raízes familiares em Mortágua. O Município fez-se representar pelo Presidente da Câmara Municipal, José Júlio Norte, e pelos Vereadores do Executivo Municipal, Paulo Oliveira, Emilia Matos e Serafim Oliveira. A abrilhantar a abertura esteve o Coral Juvenil Silvia Marques, que entoou canções de Natal, adequadas ao evento e à quadra festiva que atravessamos.

O Presidente da Câmara agradeceu a presença de Filomena Xavier e a sua disponibilidade para trazer até ao público de Mortágua uma exposição “tão agradável e interessante”. E referiu que era “um motivo de alegria e de orgulho” saber que Filomena Xavier tem raízes familiares em Mortágua. Agradeceu também a presença do Coral Juvenil Silvia Marques, que deu ainda mais realce à abertura da exposição. Júlio Norte referiu-se ao programa de atividades que decorrem durante esta quadra, afirmando que em Mortágua vive-se o Natal de uma forma bastantes intensa.

Filomena Xavier agradeceu o convite para estar presente e afirmou que era “com muito gosto que estava numa terra à qual me ligam fortes sentimentos”. E manifestou a sua disponibilidade par voltar a expor em Mortágua, nomeadamente a sua coleção de presépios estrangeiros.

Nesta exposição há presépios para todos os gostos, estilos e tamanhos, construídos em terracota, madeira, tecidos, pedra, vidro, cortiça, cera, grés, pasta de papel, escama de peixe, casca de ovo, ou conjugando diversos materiais.

Numa das vitrinas destacam-se alguns presépios minúsculos, construídos a partir de uma casca de avelã, casca de caracol, concha do mar, bagos de arroz, rolhas, tampas, ou como adorno de colares, alfinetes, brincos, anéis, entre outras preciosidades.

Um trabalho meticuloso e paciente, que exige um olhar cirúrgico por parte do observador para conseguir discernir as figuras ou o seu simbolismo.

Há também presépios bordados a linho, seda, e em renda de bilros; outros pintados em acrílico sobre tela ou aguarela sobre papel. Alguns dos presépios são representativos de regiões do pais, dos seus costumes, como os pescadores da Nazaré, os lavradores do Alentejo.

Perto de mil presépios

Filomena Xavier nasceu em Boticas, Trás-os-Montes, reside atualmente na Figueira da Foz mas tem ligações familiares em Mortágua. “A família do meu pai é toda de Mortágua, o meu avô viveu e teve um consultório na casa antiga do Barril. Além disso, a minha mãe foi fundadora e professora do antigo Colégio Infante Sagres de Mortágua”, conta

Começou a colecionar presépios em 2004, quando uma das filhas lhe perguntou que presente queria receber e ela sugeriu um presépio. “Sempre houve uma certa paixão pelo presépio, talvez porque eu nasci numa noite de Natal, em Trás-os-Montes, com muita neve. A minha mãe sempre cultivou muito o presépio, e portanto ficou sempre essa ideia”, diz.

A partir daí nunca mais parou. Os filhos, os amigos, traziam pelo Natal ou quando iam de viagem, ela própria foi comprando. “Atualmente tenho 920 presépios, de perto de 70 países, está tudo catalogado”. Cerca de 300 são estrangeiros, os restantes são portugueses. O facto de fazer anos no dia de Natal alimentou o hábito familiar de lhe oferecerem presépios como prenda de Natal.

Com tantos presépios, coloca-se a questão do espaço: “Tenho alguns expostos em vitrinas numa sala, outros estão espalhados pela casa e outros arrumados, apenas saem quando há assim uma exposição”.

Há cerca de cinco anos começou também a construir ou a pintar os seus próprios presépios, alguns dos quais estão presentes nesta exposição. “A minha formação académica é Físico-Química, sempre gostei muito de mexer em materiais, de transformar”.

Filomena Xavier costuma convidar pessoas amigas a irem lá a casa para verem a sua coleção. “ Ficam muito surpreendidas e acham ao mesmo tempo muito giro”.

Depois de ter começado a colecionar, confessa, abandonou o hábito de fazer o presépio. “Antes de começar a colecionar fazia o presépio dentro da lareira, hoje não preciso, porque tenho presépios por todo o lado”.

Mais do que uma tradição cristã, Filomena Xavier sente-se sobretudo fascinada “pela cultura, pela vivência, de cada povo e local, retratada no presépio”, com as figuras, os animais, os trajes, as fisionomias, características de cada região ou país.

Além desta exposição, Filomena Xavier tem a decorrer uma outra em Cantanhede, constituída por presépios estrangeiros. Em 2013 expôs 650 presépios no Casino da Figueira da Foz.

A presente exposição pode ser visitada ate ao próximo dia 10 de janeiro, no horário de funcionamento do Centro de Animação Cultural.


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