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Exposição “Memórias das Invasões Francesas – a Batalha do Bussaco”, no Centro de Animação Cultural

2015-10-13
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

 

Abriu ao público, no passado dia 9, no Centro de Animação Cultural, a Exposição “Memórias das Invasões Francesas – a Batalha do Bussaco”. A exposição é promovida pelo Município e conta com a colaboração do Exército Português.

As Invasões Francesas foram o episódio da Guerra Peninsular mais diretamente ligado a Portugal, e em que a Batalha do Buçaco avulta por ser um dos momentos mais emblemáticos. Foi a batalha da nossa História, em solo português, em que estiveram envolvidos mais efetivos (mais de 100.000, embora só tivessem entrado em combate uma fração deste total ), e foi a primeira ação de combate importante em que o novo Exército Português, reconstituído com o apoio dos ingleses após a dissolução do Exército na Primeira Invasão Francesa, em 1807, pelo General francês Andoche Junot, tomou parte e conquistou a confiança do Comandante do Exército Luso-Britânico, Tenente General Arthur Wellesley, Visconde de Wellington, na altura.

Coube ao Presidente da Câmara Municipal, José Júlio Norte, e ao Coronel Luís Albuquerque, Diretor dos Museus Militares de Lisboa e do Bussaco, proceder à abertura oficial da exposição. Antes da apresentação, o Presidente da Câmara dirige algumas palavras de circunstância, tendo agradecido a presença do Coronel Luís Albuquerque, do Dr. João Paulo Almeida e Sousa e de todos os presentes. Agradeceu, de uma forma especial, o contributo que o Dr. João Paulo de Almeida e Sousa tem dado no estudo das Invasões Napoleónicas no concelho de Mortágua, e adiantou que poderão surgir algumas novidades num futuro próximo.

Referiu que o Município está interessado em que se faça um estudo mais aprofundado do papel que Mortágua teve no contexto da 3ª Invasão, nomeadamente em termos do levantamento dos locais onde estiveram estacionadas as tropas e trilhos por onde passaram, de recolha de informação e documentação, tendo como objetivo final a criação de um Centro Interpretativo das Invasões, em Mortágua.

O Presidente da Câmara afirmou que as iniciativas levadas a efeito para comemorar os 205 anos da Batalha do Bussaco, para além desta exposição, são um contributo para que as pessoas tenham hoje uma melhor perceção e compreensão do papel geoestratégico que Mortágua desempenhou no contexto da 3ª Invasão Napoleónica, que até agora era pouco conhecido.

Projeto “Caminhos da Batalha do Bussaco” vai ter dimensão internacional

O projeto “Caminhos da Batalha do Bussaco”, lançado este ano, numa iniciativa conjunta e pioneira, pelos Municípios de Mealhada, Mortágua e Penacova, vai ter um âmbito territorial mais alargado e integrar-se nas rotas napoleónicas a nível internacional. O IEBA - Centro de Iniciativas Empresariais e Sociais, sediado em Mortágua, é a entidade que tem a responsabilidade da candidatura à internacionalização do projeto, o qual vai juntar os Municípios de Coimbra, Mealhada, Mortágua, Penacova e Santa Comba Dão, contando ainda com a participação da Fundação Mata do Bussaco, Região de Turismo do Centro e Adices, como entidades parceiras.

Uma das maiores batalhas ocorridas em Portugal

Na apresentação da exposição, o Coronel Luís Albuquerque fez referência detalhada aos objetos ali representados e à sua utilização no campo de batalha. Além disso, teceu algumas considerações sobre a Batalha do Bussaco e a sua importância no contexto da 3ª Invasão Napoleónica. Lembrou que a Batalha do Bussaco (juntamente com a Batalha do Vimeiro) foi dos maiores combates registados em solo português, considerando o conjunto das três Invasões Napoleónicas. Nesta batalha, pela primeira vez, o Exército Português (reconstituído) entra em ação, correspondendo a cerca de metade das tropas anglo-lusas no terreno.

A Batalha do Bussaco teve sobretudo um efeito de retardamento e de desgaste das tropas francesas, tendo-se registado cerca de 4500 baixas nas forças francesas contra cerca de 1200 no lado anglo-luso.

Falando propriamente da exposição, é constituída por objetos da época das Invasões Napoleónicas, réplicas de artigos contemporâneos e material evocativo do mesmo conflito. O destaque é dado às peças de fardamento e às miniaturas das peças de artilharia (além da peça autêntica presente nesta mostra).

Nas peças de fardamento e equipamento, e além dos manequins fardados, temos várias barretinas do Exército Português, um dólman da Leal Legião Lusitana (corpo de tropas formado em Inglaterra, com emigrados portugueses e que foi, mais tarde, transformado em Batalhões de Caçadores), miniaturas da Fábrica de Louça de Sacavém que reproduzem as fardas da época, um tambor original de um Batalhão de Caçadores, uma patrona e uma pasta de correspondência usada na Cavalaria.

As miniaturas de peças de Artilharia da época pertencem à coleção Engenheiro António Campelo, adquirida pelo Museu Militar de Lisboa nos anos cinquenta do século passado, e representam atrelagens completas (arma e carro de munições) e peças individualizadas. Estão presentes dois tipos de boca de fogo (peça e obús) e vários tipos de reparo (nome dado ao dispositivo em que é montada a peça para se poder deslocar).

Exposta ainda uma peça de acompanhamento de 3 libras, montada num reparo dito de varais. Esta peça destinava-se a acompanhar e apoiar diretamente os deslocamentos da infantaria, sendo uma peça ligeira, dotada de um reparo igualmente ligeiro e manejável.

Finalmente, e com uma vertente mais memorialista, temos uma ponta da estrela de cristal que encimava o primitivo monumento à batalha do Buçaco (obelisco), e que foi destruído por um raio em 20 de dezembro de 1876, miniaturas antigas da Capela de Nossa Senhora do Encarnadouro, ou Encarradouro, atualmente Capela de Nossa Senhora da Vitória e Almas, junto ao Museu Militar do Buçaco e que serviu de hospital de sangue durante a batalha, e do obelisco evocativo, erigido em 1873, mediante proposta de Joaquim da Costa Cascais, destruído em 1876, e reconstruído em 1879.

A abertura da exposição contou ainda com um momento musical, a cargo do pequeno Fernando Meireles, de 9 anos de idade, que interpretou vários temas clássicos com o seu violino, deixando todos encantados com o seu talento precoce e a sua postura.

A exposição poderá ser visitada até ao dia 9 de novembro, no seguinte horário:Segunda a Sexta: 09h30 - 12h30 e 14h00 - 17h30; Sábados: 10h30 - 13h00 e 20h00- 21h30; Domingos:20h00-21h30.

 

 

 

 

 

 

 


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