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Câmara Municipal e Infraestruturas de Portugal assinaram protocolo para a remodelação do Nó do Barril e dos acessos à Zona Industrial, à Central Termoelétrica e à Pellets Power

2015-09-15
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

 

A Câmara Municipal de Mortágua e as Infraestruras de Portugal (IP) assinaram, no passado dia 11, um protocolo de colaboração que tem por finalidade a reformulação do nó do Barril (cruzamento da EN234 com a EN228), bem como a reformulação dos acessos à Zona Industrial, à Central Termoeléctrica e à Pellets Power.

O protocolo foi assinado pelo Presidente da Câmara Municipal, Júlio Norte, e pelo Presidente das Infraestruturas de Portugal (IP), António Ramalho, numa cerimónia realizada nos Paços do Concelho e presidida pelo Secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro.

Na sua intervenção, o Presidente da Câmara Municipal referiu que a intervenção no Nó do Barril representa a concretização de um “velho anseio”, mas destacou o significado do conjunto de obras a realizar, dizendo, “é uma intervenção levada a efeito desde a EN234 até praticamente ao Nó do IP3”.

Júlio Norte salientou também a intervenção no acesso ao Parque Industrial, dado que a Câmara Municipal está a investir na ampliação do mesmo, tendo já investido 400 mil euros na aquisição de terrenos numa 1ª fase, havendo já vários pedidos para instalação e ampliação de empresas que representam um investimento global na ordem dos 40 milhões de euros e potencialmente a criação de 150 a 200 postos de trabalho. “Esta intervenção servirá também de complemento a essa obra de ampliação, até porque naturalmente vai aumentar muito o volume de tráfego a partir desse momento”.

Relativamente ao acesso à Central Termoelétrica e Pellets Power, referiu que o tráfego nesse cruzamento tem vindo a aumentar nos últimos tempos, sendo um acesso utilizado por muitos veículos pesados que fazem o abastecimento de matéria-prima florestal aquelas duas unidades.

Em síntese, disse, “é um conjunto de três intervenções que no fundo acabam por resolver os problemas de segurança na EN228 e na principal entrada em Mortágua”.

O Presidente da Câmara manifestou a sua satisfação por estas intervenções e agradeceu o empenho do Secretário de Estado, do Presidente da IP e da sua equipa técnica em todo o processo. Mas aproveitou também o momento para dar conta ao Secretário de Estado doutras preocupações do Município em termos de acessibilidades.

A começar pela situação das duas pontes do Criz, deixando o apelo no sentido destas obras avançarem em definitivo. Uma situação que prejudica o concelho em termos económicos, lembrando que é um concelho florestal, em que uma grande percentagem de matéria-prima da floresta tem de passar naquelas pontes. Mas as limitações impostas em termos de tonelagem obrigam os veículos de transporte a fazer um trajeto complementar para chegar ao seu destino.

Manifestou ainda a sua satisfação pelas recentes intervenções efetuadas na Linha da Beira Alta, na área do concelho (pontes ferroviárias de Trezoi e Meligioso), e referiu que estas intervenções só reforçam a necessidade de requalificar e valorizar esta via.

Como não podia deixar de ser, outro dos temas abordados na sua intervenção foi a Autoestrada Viseu-Coimbra, havendo já uma proposta do governo para um cenário possível de traçado, que está em discussão pública.

Júlio Norte referiu que a região não pode ser competitiva com uma via como o atual IP3 e que é fundamental uma autoestrada que dê resposta às necessidades da região, nomeadamente das empresas exportadoras. “Espero que entre as 11 propostas de estudo haja alguma que seja adequada e que sem bairrismos possamos ter uma ligação em autoestrada entre Viseu e Coimbra, mesmo que seja portajada”.

 

O Presidente Executivo das Infraestruturas de Portugal, António Ramalho, referiu que estas intervenções enquadram-se em políticas de proximidade e de reforço da segurança rodoviária, que são consideradas prioritárias no contexto atual.

E deu o exemplo da construção da Ponte da Foz do Dão, recentemente concluída e já ao serviço, que veio permitir normalizar a circulação do trânsito, nomeadamente a passagem dos veículos com peso bruto igual ou superior a 20 toneladas.

Relativamente às pontes do Criz, informou que houve rescisão de contrato com o anterior empreiteiro e foi lançado um novo concurso. “As propostas já estão avaliadas e no último Conselho de Administração da IP foi aprovado o relatório preliminar da Comissão de Avaliação que já escolheu as três propostas donde sairá o adjudicatário da obra”. E adiantou: “Vamos entrar em obra rapidamente para concluir este processo de intervenção em múltiplas pontes que foram afetadas a nível estrutural”.

Aproveitou para informar que a intervenção nas pontes ferroviárias (Trezoi, Meligioso) já foi terminada há cerca de duas semanas e que a Linha está a operar dentro dos horários normais. Alguns atrasos que ainda possam existir estão dentro do índice de tolerância com que a empresa já trabalha, explicou.

António Ramalho afirmou que estas intervenções de proximidade, não sendo grandes intervenções, “fazem toda a diferença”. “A melhoria das acessibilidades a Mortágua são bem o exemplo do que são intervenções partilhadas, cofinanciadas e participadas por ambas as instituições, Autarquia e IP, com o objetivo claro de resolver pequenos problemas”, disse.

E considerou importante esta estratégia de intervenção na rede, através de pequenas intervenções, porque potenciam a atividade económica e possibilitam o estabelecimento de parcerias, e nesse sentido destacou a “colaboração exemplar” da Câmara Municipal de Mortágua em todo este processo.

 

As soluções técnicas a implementar no terreno

 

Coube ao Presidente da IP apresentar as alterações da malha viária que vão ser realizadas.

Quanto ao Nó do Barril, a situação atual caracteriza-se por uma geometria de cruzamento que potencia a prática de altas velocidades e a inserção em troço com duas vias (via de lentos).

Não sendo uma área com muitos acidentes graves, este cruzamento regista muitos incidentes de trânsito e a formação de longas filas em determinados períodos. Segundo dados revelados pelo Presidente da IP, este cruzamento regista um volume de tráfego significativo, cerca de 4300 veículos por dia, sendo a percentagem de pesados na ordem dos 10%.

“Existem neste momento 4 autoestradas em Portugal que têm menos volume de veículos por dia do que tem este cruzamento”, elucidou.

A solução preconizada para o Nó do Barril prevê a reformulação da interseção, tendo como objetivos reduzir as velocidades de circulação no local, e portanto os riscos de sinistralidade; garantir a articulação entre os dois eixos com maior segurança e potenciar a gradual transferência de tráfego da EN234 para a EN228, permitindo o aumento dos níveis de serviço.

A solução técnica passa pela construção de um rotunda de grande dimensão, naquela zona.

A solução para o acesso à Zona Industrial passa pela construção de uma rotunda, de menor dimensão que a do Barril, que visa reduzir as velocidades de circulação no local; garantir a acessibilidade dos pesados ao Parque Indústrial com maior segurança; potenciar a expansão do Parque Indústrial e sinalizar a aproximação ao acesso convenientemente.

Finalmente com a reformulação do acesso à Central Termoelétrica e à Pellets Power pretende-se resolver um problema de segurança existente naquele entroncamento, desde logo a pouca visibilidade para quem acede à via EN228, além da dificuldade de acesso aquelas duas unidades por parte de veículos pesados

Aqui a solução técnica passa pela implementação de uma banqueta de visibilidade e sinalização adequada ao local e características de tráfego, aumentando assim os níveis de segurança.

 

No uso da palavra, o Secretário de Estado referiu que estas intervenções fazem parte de um plano de proximidade que vem sendo desenvolvido pela IP há mais de um ano e que consiste em intervenções em pequena escala. “São mais de 400 obras que estão previstas realizar nos próximos cinco anos”.

Sérgio Monteiro fez um balanço da área que tutela e destacou as preocupações de rigor e racionalidade económica nas decisões de investimento e de combate ao despesismo. Sérgio Monteiro referiu que no passado foram anunciadas e prometidas muitas obras mesmo sendo impossíveis de serem pagas.

E sublinhou a racionalidade e o realismo dos autarcas, que souberam compreender que determinadas obras eram impossíveis, não eram sustentáveis, e por isso, decidiram interromper alguns projetos de grande dimensão.

Ao mesmo tempo destacou o bom trabalho feito pela IP: “Esta empresa é gerida sem ter em conta que o seu acionista é o Estado, é gerida por critérios de rigor e racionalidade, de fazer as contas antes de se comprometer com qualquer intervenção ou qualquer obra. Não se fazem anúncios de obras se não se tem dinheiro para as pagar”.

Sérgio Monteiro afirmou ainda que é necessário simplificar a discussão política e pensar sobretudo na resolução dos problemas das pessoas, e apostar na iniciativa privada porque é ela que gera emprego e cria riqueza. “Temos que criar condições para que ao nível dos concelhos haja cada vez mais autonomia para decidir e que ao nível do País haja condições de atratividade, porque nós estamos em concorrência com o mundo. Temos de potenciar todos juntos, num esforço coletivo, aquilo que de melhor Portugal tem”, frisou.

 

 


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