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Exposição Internacional reúne artistas da Galiza e de Timor

2015-06-24
Fonte: Defesa da Beira

Foi inaugurada no passado dia 19, no Centro de Animação Cultural, uma Exposição Internacional de Pintura e Escultura que reúne trabalhos de quatro conceituados artistas.

Armando Martinez e Eduardo Ortún (Galiza -Espanha), Gabriela Carrascalão e Tchum Nhu Lien (timor), dão vida às telas e desenham formas no espaço, numa exposição pluricultural que alia a pintura e a escultura.

A exposição foi organizada pelo Município, no âmbito do programa de exposições temporárias que aquele espaço acolhe regulamente. O evento contou com a presença da Embaixadora de Timor-Leste em Portugal, Maria Paixão da Costa, além do conhecido compositor, músico e cantor José Cid, que é casado com a pintora Gabriela Carrascalão, e do Dr. Machado Lopes, que foi o mediador responsável pela vinda desta exposição até Mortágua.

Na inauguração, a Embaixadora de Timor agradeceu o convite da Câmara Municipal para estar presente no evento e por ter escolhido duas pintoras timorenses para integrarem a coletiva. Manifestou o seu apreço a todos os artistas presentes na Exposição, mas de uma forma especial para as duas artistas e amigas timorenses. E afirmou que a presença destas artistas é uma forma de promover a cultura timorense junto dos portugueses.

O Presidente da Câmara Municipal, Júlio Norte, agradeceu a presença da Sr.a Embaixador de Timor, que se deslocou cerca de 500 km para estar presente no evento, e desejou que tivesse uma estadia agradável nesta curta visita a Mortágua. De seguida, dirigiu agradecimentos aos artistas “por terem escolhido Mortágua para mostrar as suas qualidades artísticas” e afirmou que “os mortaguenses sabem apreciar o trabalho dos artistas”.

Armando Martínez, comissário desta exposição, agradeceu o interesse manifestado pela Câmara municipal, bem como a presença dos artistas, que juntamente com ele, compõem esta coletiva de artes.

Natural da Galiza, escultor, Armando Martínez tem a sua obra espalhada por diversos países, nomeadamente Espanha, Portugal e Noruega. No nosso país as suas obras podem ser encontradas em 45 concelhos, embelezando jardins e praças, destacando-se os monumento de homenagem a figuras da nossa literatura e história, como Eça de Queirós, Florbela Espanca, Soeiro Pereira Gomes ou Inês de Castro.

Eduardo José Ortún, de origem riojana e residente na Galiza, utiliza a técnica de óleo sobre tela. Começou por pintar paisagens hiperrealistas, natureza-morta, mas evoluiu para um estilo que diz ser próprio e único, que não sabe definir. “Nada do que está pintado existe. É tudo fruto da imaginação”, refere. Eduardo Ortún tem as suas obras espalhadas por coleções particulares, em diversos países, nomeadamente Espanha, Estados Unidos e América Latina. Algumas obras podem também ser encontradas em museus e instituições da Galiza.  

Maria Gabriela Guterres Viegas Carrascalão nasceu em Timor-Leste, sendo filha de pai português e mãe timorense. Reside há vários anos em Portugal, em Mogofores, concelho de Anadia. Cedo começou a pintar como autodidata, tendo depois ingressado na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Quando se refugiou na Austrália, desenvolveu a atividade de Jornalismo, mas paralelamente dedicou-se à pintura. “A pintura ajudou-me a refletir, a transmitir, a criticar, o que não podia fazer através das noticias”, conta.

O contacto com as comunidades indígenas das Austrália, os aborígines, influenciou o seu estilo de pintura, um estilo muito próprio entre o impressionismo étnico e a mestiçagem, o que lhe confere um traço característico, peculiar e único.

Sobre Timor –Leste, Gabriela Carrascalão mostra-se confiante no seu futuro. “ Estive lá no ano passado, é um pais em franco desenvolvimento. E acrescenta: “a melhor coisa que aconteceu em Timor foi o fim da guerra civil e dos antagonismos, os Timorenses começaram a falar uns com os outros. Hoje sentamo-nos à mesma mesa, isso é muito importante”. Relativamente à presença de Portugal em Timor (antiga colónia portuguesa), lembra que o português é a Língua oficial do país, mas é preciso mais apoio para preservar esse património. “Timor é o único país do Hemisfério Sul onde a Língua oficial é o Português. Foi um dos principais fatores que nos conseguiu convencer que nós éramos diferentes dos nossos vizinhos. Foi a raiz cultural portuguesa”, vinca.

Tchum Nhu Lien de Gouvêa Falcão nasceu em Bobonaro, Timor. Criada no seio de uma família tradicional chinesa, oriunda de Cantão, foi privilegiada por uma educação de princípios fundamentalmente chineses, a par com as culturas portuguesa e timorense.

 Aos cinco anos iniciou-se em aulas de caligrafia chinesa e aos oito na aprendizagem de pintura artística (aguarela e pintura tradicional chinesa). Nas suas obras utiliza predominantemente a técnica da pintura tradicional chinesa, a qual consiste exclusivamente no uso de materiais importados diretamente da China (pincéis e tintas) sobre papel de arroz.

Em 1975 fixou residência definitiva em Lamas, Miranda do Corvo. A convivência com as três culturas (chinesa, timorense e portuguesa) reflete-se nas suas obras. Nesta exposição, por exemplo, há um quadro que descreve a paisagem do Alentejo e outro que retrata uma vendedora de castanhas na baixa de Coimbra.

A exposição estará patente até ao dia 19 de julho, no seguinte horário: segunda a sexta-feira das 09h30 às 12h30 e das 14h00 às 17h30; Sábado das 10h30 às 13h00.

Após a inauguração teve lugar um espetáculo com o Grupo “Cancioneiro de Coimbra”, que interpretou alguns dos temas (Fados e Baladas) mais conhecidos da canção coimbrã. O Grupo apresentou-se nesta atuação com cinco elementos (o grupo completo é no entanto constituído por 8 elementos): na Viola, Fernando Mendes e Vítor Marques; Guitarras, António Gameiro Lopes, Fernando Monteiro; Voz, Amândio Ferreira e Fernando Mendes. Entre os temas interpretados contaram-se “Coimbra Menina e Moça”, “Canção de Embalar”, “Fado dos Olhos Claros”, “Samaritana”, “Capa Negra, Rosa Negra”, além de vários temas instrumentais (“Balada do Mondego”, “Balada de Coimbra”, “Desfolhada”, “Canção do Alcipe” e “Verdes Anos”).

Entre os elementos do grupo estava um conhecido mortaguense, Dr. Fernando Mendes, que acompanhou e interpretou alguns dos temas. O grupo Cancioneiro de Coimbra é dos mais antigos grupos da canção de Coimbra no ativo, tendo sido formado em 1978, vindo já na tradição de um grupo anterior.

 

 

 


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