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Índice > Cultura 



Graça Bordalo Pinheiro expõe “Metamorfoses” no Centro de Animação Cultural

2014-10-14
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

 

 

Abriu ao público no passado dia 11, no Centro de Animação Cultural de Mortágua, uma exposição da autoria da artista plástica Graça Bordalo Pinheiro, intitulada “Metamorfoses”. A iniciativa é promovida pela Câmara Municipal, no âmbito da programação de exposições temporárias.

A família Bordalo Pinheiro é uma referência no panorama artístico português, de onde se destacaram nos finais do séc. XIX e início do séc XX: Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) cujo nome está intimamente ligado à caricatura portuguesa e à cerâmica ou Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929) um dos mais importantes pintores modernos portugueses.

Seguindo a vocação familiar, agora é a vez de Graça Bordalo Pinheiro nos brindar com a sua criatividade e imaginação ímpares, com o prazer e a liberdade que imprime às suas obras.

O Vereador Municipal, Paulo Oliveira, deu as boas vindas à autora, afirmando que era uma “honra e uma satisfação” receber a visita de uma nobre artista descendente de uma família que foi uma referência em Portugal pela sua qualidade artística. E destacou o trabalho da artista com crianças portadoras de deficiência, nomeadamente visual, que caracteriza a sua forma de viver. Referiu ainda que a presença de tanto público logo no dia da abertura é a manifestação de que em Mortágua as pessoas apreciam a cultura e a diversidade cultural.

A autora agradeceu o convite para expor e disse que o Município é que estava de parabéns, pela forma como está organizada a exposição, denotando cuidado e primor.

Na vida de Graça Bordalo Pinheiro, sempre houve um enorme prazer e uma profunda preocupação. O prazer é a arte, que descobriu na tradição familiar e aprofundou na licenciatura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. A preocupação são as crianças deficientes e a forma como podem, através da arte, integrar-se melhor no mundo que as rodeia.

A artista afirma que desenha com sentimento, porque tem de sentir o que está a fazer. “Temos que falar com o próprio desenho”. E faz questão de não dar nomes ou títulos às suas obras, “porque cada um interpreta à sua maneira”.

Os seus trabalhos tem influências dos pintores surrealistas do século XV e XVI, como Bruegel e Bosh, mas também com autores modernos, a que acrescenta depois a sua imaginação e criatividade.

Sobrinha-neta de Rafael e de Columbano (Bordalo Pinheiro), a autora reconhece que as pessoas fazem inevitavelmente essa associação familiar, mas confessa que não gosta que façam comparações, porque a sua arte é diferente.

Ao longo de toda a sua carreira, Graça Bordalo Pinheiro investigou os melhores métodos para despertar os sentidos em crianças com deficiência visual, paralisia cerebral ou trissomia 21. Tirou o curso do Instituto Aurélio C. Ferreira para trabalhar com alunos deficientes visuais; foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian e do Swedish Institute; especializou-se em Técnicas de Ensino para Invisuais na Tomtebodaskolan, em Estocolmo e Uppsala; e trabalhou no Ensino Integrado (Divisão do Ensino Especial) do Ministério da Educação.

No início dos anos 80, foi responsável pela Oficina de Apoio Didático, da direção dos serviços de Educação de Macau, e fez a adaptação dos programas de Educação Visual para alunos cegos e amblíopes.

Organizou vários workshops sobre artes plásticas e crianças deficientes, e deu inúmeras ações de formação para professores e alunos. Trabalhou com o conceituado pedagogo Calvet de Magalhães nas salas de apoio do ensino integrado (pioneiras de um projeto modelo) e como professora de Desenho e Educação Visual. Foi bolseira da Secretaria de Estado da Cultura e fez um estágio no Atelier de Arte du Verre e na Soluver S.A., em Leudelange, Luxemburgo. Já realizou exposições de pintura e escultura em vários países, como Angola, Itália e Espanha.

A Exposição pode ser visitada até ao dia 9 de novembro.

 


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