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Inauguração do Lar Residencial e Centro de Atividades Ocupacionais da Santa Casa da Misericórdia

2014-07-07
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

O Secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social, presidiu, no passado dia 4, à inauguração do Lar Residencial e Centro de Atividades Ocupacionais Para Pessoas Portadoras de Deficiência, da Santa Casa da Misericórdia de Mortágua. Antes da inauguração, o Secretário de Estado visitou outras valências da instituição, Creche e ATL, Unidade de Cuidados Continuados, Lar de Idosos e Centro de Dia.

A cerimónia teve início com a bênção das instalações, presidida pelo Pároco local, Padre Correia Alves. Seguidamente, o Secretário de Estado, Dr. Agostinho Branquinho, o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Mortágua, Dr. Vítor Fernandes, o Presidente da Câmara, Eng. José Júlio Norte, e o Presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Dr. Manuel de Lemos, descerraram uma placa no interior do edifício que ficará a assinalar simbolicamente, este dia e acontecimento.

 

 

Estavam ainda presentes na cerimónia o Presidente da Assembleia Municipal, Vereadores, Deputados do Circulo de Viseu, Diretor do Centro Distrital de Viseu do Instituto da Segurança Social, Presidente da ARS Centro, Entidades Civis, Religiosas e Militares, bem como antigos Provedores, elementos dos Corpos Sociais e Funcionários da instituição, associados e público em geral. É de referir ainda a presença de vários Provedores de instituições congéneres da nossa região.

Decorreu depois uma visita guiada às instalações, que se distribuem por dois pisos: no rés do chão estão situados os gabinetes de direção e reunião, sala de estar, refeitório, sala de fisioterapia, sala de relaxamento, duas salas de atividades ocupacionais. O andar superior destina-se exclusivamente ao alojamento, possuindo os quartos excelentes vistas para a várzea do Reguengo. O Lar Residencial tem capacidade para 22 utentes, em regime de internamento, a mesma capacidade do Centro de Atividades Ocupacionais (CAO).

Este equipamento social, que já se encontra em funcionamento, está vocacionado para dar apoio especializado a pessoas portadoras de deficiência, contribuindo para a sua inclusão social e melhoria da qualidade de vida.

Para a concretização deste projeto, a Instituição contou com o apoio do Ministério do Trabalho e da Segurança Social no âmbito de uma candidatura apresentada ao Programa Operacional Potencial Humano (POPH). A obra foi adjudicada pelo valor de 1.280.250,00 euros, sem contar com o apetrechamento.

O Município de Mortágua, parceiro desde a primeira hora neste projeto, atribuiu uma comparticipação financeirade 8% sobre o valor da adjudicação da obra.

A construção deste equipamento resultou do levantamento de situações feito no Diagnóstico Social, que serviu de base à elaboração do Plano de Desenvolvimento Social do concelho, o qual identificou a necessidade de dar respostas específicas às pessoas portadoras de deficiência, definindo como prioridade a criação de uma estrutura de apoio com esse objetivo.

No uso da palavra, o Provedor da Instituição, Dr. Vítor Fernandes, começou por fazer um breve historial do percurso da instituição, desde a sua fundação em 1948, destacando nomeadamente a construção do antigo Hospital da Misericórdia.

Referiu-se depois à mais recente valência da instituição, agora inaugurada, dizendo: “É bom estar aqui, hoje, a inaugurar este Lar Residencial/CAO. Lar, este, que, além de ser casa de abrigo, queremos, ainda, que seja também um espaço de trabalho, espaço de imaginação, espaço de lazer e acima de tudo espaço de amor. Lar que seja o alívio para a angústia dos pais, pois sabem que quando partirem desta vida, alguém vai tomar conta dos seus descendentes”.

 “Casa que não pode ser nunca um mero depósito de Deficientes. Mas antes, a casa que lhes dá razão de viver. A integração social, a motivação profissional devem estar entre os nossos objetivos”, enfatizou.

E afirmou que as pessoas portadoras de deficiência são “Seres Humanos que têm os mesmos direitos a uma vida digna, como qualquer um de nós; Seres Humanos a quem devemos dar oportunidade de demonstrar as suas capacidades físicas e intelectuais; Seres Humanos que têm o mesmo direito ao sonho e à felicidade, como qualquer um de nós; Seres Humanos úteis, ao contrário do que, por vezes, esta Sociedade de Consumo quer fazer crer; Seres Humanos com muita criatividade e altamente responsáveis; Seres Humanos que continuam a enfrentar barreiras de todas as espécies”.

O Dr. Vítor Fernandes realçou o entusiasmo, a força de vontade e o humanismo, do Provedor e da Mesa que antecederam a atual Direção, que permitiram erguer uma obra com esta grandeza, bem como todo o empenho, entrega e dedicação do Presidente da União das Misericórdias, que nunca baixou os braços, não poupando esforços para levar a bom porto este sonho hoje tornado realidade.

 Na sua intervenção, o Presidente da Câmara, que foi ex-Provedor da Instituição e esteve diretamente envolvido na concretização do projeto, afirmou que este era um dos dias mais marcantes na sua passagem pelas Misericórdias e pela Câmara Municipal. “Hoje é, para todos nós, um dia de especial importância, por finalmente concretizarmos um sonho. Por vezes, cheguei a pensar que se tratava de um pesadelo, mas a nossa persistência e tenacidade fez com que o sonho se tornasse mesmo realidade”.

O Presidente da Câmara destacou a persistência da Santa Casa da Misericórdia, que apesar da crise, não baixou os braços e apostou no crescimento, concretizando mais um objetivo com a criação deste projeto de construção de um novo equipamento social, “que vai dar resposta a uma população desprotegida e, por vezes, esquecida, porque não tem a capacidade de reivindicar como outros grupos”, afirmou.

 “Este foi, assim, mais um desafio que vencemos, graças a toda uma equipa que não regateou esforços para atingir o objetivo, difícil, sem dúvida, porque envolve novas áreas de intervenção, nomeadamente as pessoas portadoras de deficiência. Trata-se de uma resposta social que é nova para a generalidade da equipa, a que cabe a responsabilidade de integrar os novos utentes, de proporcionar uma maior qualidade de vida e, simultaneamente, tornarem-nos mais felizes”, disse.

 Referiu ainda o trabalho de excelência desenvolvido pelas equipas da Instituição e pelos parceiros, nomeadamente a Câmara Municipal de Mortágua, que contribuíram para que esta obra “seja hoje uma realidade e o orgulho de todos”.

E aproveitou para homenagear publicamente o Dr. Manuel de Lemos, Presidente do Secretariado Nacional da União das Misericórdias de Portugal, corresponsável por muitos dos projetos concretizados pela Santa Casa da Misericórdia.

 O Presidente da Câmara referiu-se, por outro lado, aos desafios que as Autarquias e as IPSS´S têm pela frente no atual contexto de crise económica e social. “São cada vez maiores as expetativas dos cidadãos quanto às respostas sociais, esperando, por isso, dos autarcas e das instituições locais, uma nova visão dos problemas sociais e uma resposta pró-ativa às suas necessidades. Hoje, mais do que nunca, somos convocados a unir vontades, esforços a nível institucional na comunidade, na proteção dos mais desprotegidos e vulneráveis da sociedade, não deixando que a palavra “crise” seja sinónimo de abandono e esquecimento”.

 No sentido de dar resposta aos novos problemas sociais, solicitou o apoio do Secretário de Estado: “Somos ambiciosos, nunca nos damos por satisfeitos, não baixaremos os braços enquanto os nossos concidadãos não atingirem uma qualidade de vida digna. Por isso, contamos consigo para os novos desafios que pretendemos ganhar, nomeadamente o desenvolvimento de um “Contrato Local de Desenvolvimento Social”.

O Presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Dr. Manuel de Lemos, felicitou a Santa Casa da Misericórdia de Mortágua por ter demonstrado que está atenta à realidade social do concelho e ao futuro. E enalteceu o trabalho de cooperação e articulação que tem havido a nível local, entre Município e Santa Casa, no sentido de suprir as necessidades e dar resposta aos problemas e carências na área social. “Nós só conseguimos fazer as coisas articulados e ligados uns aos outros. Só somos capazes de fazer se em cada instante formos capazes de somar, de acrescentar valor às coisas e ás pessoas”.

E felicitou a Santa Casa e o Município por, ano após ano, terem sabido avaliar as necessidades e construir em cooperação as respostas necessárias aos problemas sociais identificados localmente.

O Presidente da União das Misericórdias afirmou que este era sobretudo “um dia de festa” e recordou as palavras do seu antecessor no cargo, Padre Melícias, quando dizia, “alegremo-nos com os que se alegram”.

 O Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Santa Casa da Misericórdia de Mortágua, Dr.Afonso Abrantes, deixou o seu testemunho pessoal do que foi o trabalho social desenvolvido no concelho nos últimos 24 anos, período em que esteve à frente dos destinos da Autarquia.

Nesse percurso destacou o ano de 1995, que marcou o arranque do projeto concelhio de luta contra a pobreza “Ao Encontro De...”, promovido pelo Município, em parceria com a Santa Casa, que se traduziu numa verdadeira “revolução” no concelho no que respeita à área social, numa nova dinâmica e nova metodologia de ação por parte da Santa Casa.

Fez ainda referência ao espírito de cooperação que sempre existiu entre Município e a Santa Casa da Misericórdia de Mortágua no sentido de resolver os problemas sociais e as dificuldades que iam surgindo. “O Município quis sempre ser parte da solução, nunca deixou de participar e de cooperar. Foi sempre este espírito que se viveu neste concelho”.

“Vamos continuar a ter uma instituição forte, que não sendo rica financeiramente, é rica de valores e sobretudo rica na capacidade que tem de inventar, reinventar, criar, sempre a pensar nos cidadãos, naqueles a quem serve e acima de tudo no bem estar dos mais desprotegidos”, afirmou, a finalizar a sua intervenção.

 Na sua intervenção, o Secretário de Estado salientou a importância do trabalho em parceria, em rede, apontando o exemplo do concelho de Mortágua.e da construção deste equipamento.

“Trabalhando em rede podemos ter mais sucesso, poupar recursos financeiros e obter melhores resultados. Aquilo que eu vi no Centro Escolar, na maneira como a Santa Casa está a funcionar na sua relação direta e profícua com a Autarquia Local, é um exemplo paradigmático daquilo que devem ser as relações entre as instituições. Uma relação em que cada um perceba que tem de ajudar o outro, que há uns que estão mais vocacionados para fazer determinado tipo de tarefas e outros que podem fazer outro tipo de tarefas”, referiu.

Segundo aquele responsável governamental, o aprofundamento do Estado Social e a melhoria das respostas do Estado Social, seja a nível da Segurança Social e da Solidariedade, da Educação, da Saúde, “passa por gastar melhor os recursos financeiros disponíveis, perceber quais são as prioridades em cada parte do território do País e as perspetivas de evolução da sociedade”. E vincou: “O Estado Social não é o Governo, o Estado Social somos todos nós”.

Nesse sentido, sublinhou, mais do que construir novos equipamentos de raiz, é fundamental qualificar e melhorar as respostas sociais do ponto de vista qualitativo. E apontou como bom exemplo o projeto da Santa Casa para a requalificação do Lar de Idosos. Aproveitou para esclarecer que o novo Quadro Comunitário de Apoio não disponibiliza fundos para construção de infraestruturas de raiz, mas apenas para requalificações, estando por isso o projeto da Santa Casa em condições de poder ser elegível e apoiado.

E defendeu o reforço de competências nas instituições do setor solidário, porque estão mais próximas das pessoas, conhecem as necessidades e podem ajudar a resolver os problemas.

 Falando dos desafios do futuro, referiu que o envelhecimento da população tem um lado positivo, que é o aumento da esperança de vida, mas, por outro lado, traz novos problemas que exigem novas respostas e novas formas de atuação.

A área da deficiência é uma das prioridades do Governo na área social, afirmou, frisando que nas restantes respostas sociais o país possui rácios que estão ao nível dos países mais avançados da União Europeia. “Mas na área da deficiência há ainda um trabalho a fazer”, reconheceu.

 No final da sua intervenção, o Secretário de Estado agradeceu o convite e saudou a Santa Casa, os seus Corpos Gerentes, pelo seu empenho, pela sua dedicação, resistência e persistência.

Dirigiu ainda palavras aos funcionários do Lar Residencial/CAO, “porque são eles que no dia dia fazem estas pessoas ter uma nova perspetiva de vida, e muitas vezes dão sentido à vida destas pessoas".

“Ver estas pessoas com um sorriso nos lábios, os olhos brilhantes, com vontade de querer interagir, é a melhor retribuição que podemos ter. Elas são diferentes e na sua diferença merecem todo o vosso carinho, todo o vosso empenho, toda a vossa dedicação”.

No final das intervenções, os utentes do Lar Residencial e Centro de Atividades Ocupacionais tinham preparado uma surpresa para os convidados. Com recurso a alguns instrumentos musicais básicos e sob a orientação da Animadora Marisa Silva, proporcionaram um momento musical, recebendo uma forte salva de palmas.

 

 

 


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