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Lançamento do livro EsPASSOS, da autoria de Paulo Costa, na Biblioteca Municipal

2014-06-16
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

Decorreu no passado dia 13, na Biblioteca Municipal, o lançamento do livro “EsPASSOS” da autoria do mortaguense Paulo Costa. O ato de lançamento contou com a presença de familiares e muitos amigos que quiseram partilhar este momento especial e marco na vida do autor.

Em representação da Chiado Editora, Maria Davim referiu que era um privilégio e um orgulho ter esta obra com a chancela da editora e que a mesma não hesitou quando analisou pela primeira vez a obra.

Coube à Prof. Célia Abreu fazer a apresentação da obra e do autor, começando por referir que “é sempre com orgulho que registamos novos valores que vão brotando no nosso concelho”.

Célia Abreu, que foi professora de Português de Paulo Costa no Ensino Secundário, lembrou as qualidades de “um aluno de resposta e humor prontos, sempre à coca do outro ângulo das coisas e que gostava de uma boa discussão”. E já na escola primária, segundo vários testemunhos, as suas composições eram lidas em voz alta na sala de aula.

Falando já sobre a coletânea de poemas, caracterizou: “Há poema naives, há poemas lunares, há poemas em linguagem torrencial, poemas-novelo de ponta perdida...há poemas! Bocas. Beijos, bocas que beijam, olhos, muitos olhos, luas que raramente são cheias porque estas descobrem os silêncios que são também muitos. A noite espessa e as lagrimas incontidas... Os odores-cheiros, os olhares-vistas, os sabores-azul-depende, as flores, os animais, todos se vestem de cores. Há muita cor na poesia. E há o mar, e há as ondas e há a praia de areias douradas e há céus arco -iris. E há euforias e disforias que tangem nesta poesia que é um desafio para cada um de nós, leitores”.

O Presidente da Câmara Municipal, José Júlio Norte, esteve presente na sessão de lançamento, e saudou o autor, dizendo que “é mais uma esperança na literatura produzida no nosso concelho”, lembrando outros mortaguenses que recentemente deram livros à estampa.

Ocorrendo o lançamento numa sexta-feira, dia 13, afirmou que este não era um dia supersticioso, mas um dia de bom augúrio e para recordar, que representa o começo de um percurso literário e de um marco na vida de Paulo Costa, que certamente terá continuidade.

José Júlio Norte enalteceu as qualidades humanas de Paulo Costa. “Tenho o prazer de o conhecer há muitos anos e ser amigo dele, vi-o crescer e fazer o seu percurso de vida. É um lutador nato, que não desiste, mesmo quando a vida por vezes foi madrasta para com ele. É um homem de virtudes e de causas, um cidadão exemplar, que demostra na prática o que deve ser a verdadeira cidadania. E uma pessoa solidária, que sempre se habituou a dar um pouco de si aos outros, à comunidade”, destacando a sua ligação ao associativismo.

O Presidente da Câmara, que leu um excerto do poema intitulado “Felicidade”, referiu, no final, que o Município está sempre aberto e disponível para apoiar iniciativas deste género, e formulou votos das maiores felicidades e que este livro seja o primeiro de muitos.

Paulo Costa, agradeceu a presença de todos os que quiserem partilhar este momento de felicidade, este “passo” na sua vida, e agradeceu em especial o apoio da família.

Agradecimentos extensivos à Chiado Editora, que publicou o livro, à Dra. Célia Abreu, por ter aceite o desafio da apresentação da obra, e à Câmara Municipal e Biblioteca Municipal, pelo apoio e disponibilidade manifestados desde a primeira hora.

 O autor afirmou que não se considera um escritor mas sim um “escrevedor de poesia”. O gosto pela escrita (e pela leitura) acompanha-o desde criança: “Sempre me dei melhor com as palavras escritas do que com aquelas que são sopradas ao vento”.

A maior parte dos textos agora publicados foram escritos há muitos anos, estavam no “mofo e no silêncio da gaveta”, e viram agora a luz do dia. Ao longo deste tempo, a escrita funcionou como uma forma de desabafo, de escape, mas também de encontrar o equilíbrio na vida. Nalguns textos transparece alguma escrita mais “ácida” que reflete essa fase mais jovem da vida: “Era uma altura em que eu tinha sangue mais novo e vivia na revolta de certas coisas”.

O desejo de despertar sentimentos nos outros, foi o impulso necessário para que os textos deixassem o comodismo da gaveta, como um tesouro escondido, e fossem agora partilhados com o leitor.

Os poemas não se explicam, por isso mesmo, o autor apenas adianta que neste livro o leitor “tem a possibilidade de beber das suas páginas palavras, por vezes, escuras e amargas, mas também coloridas e doces. Pode ainda viajar, página a página, passo a passo, por lugares, por vezes, frios e sombrios, mas também por lugares cheios de sol e céu azul, porque é assim o nosso mundo, porque são assim os nossos EsPASSOS”. O autor contou que tem mais poemas escritos, mais recentes, que provavelmente ficarão para um segunda obra.

Na ocasião foram lidos dois poemas inseridos na coletânea,  "Cães Raivosos" e "Amanhã", cuja leitura esteve a cargo de Margarida Lourenço, também uma amiga do autor.

Paulo Costa, 42 anos, é natural de Vila Moinhos, tendo formação superior na área da Comunicação Institucional e Mestrado em Gestão e Desenvolvimento em Turismo. É ainda Presidente da Direção do Académico de Vila Moinhos.

 

A felicidade é um campo imenso

De flores de todas as cores

Sob o azul do céu;

É um fio de água

Que murmura, entre as pedras, serena e sem pressa...!

 

Excerto do Poema “Felicidade”, in EsPASSOS


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