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TEM estreou nova peça com casa cheia

2014-03-03
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

O TEM - Teatro Experimental de Mortágua estreou no passado dia 1 de março a sua nova peça – “A Fábrica de Nada”, uma comédia baseada na obra da escritora e dramaturga Judith Hezberg, de origem holandesa.

A peça subiu ao palco do Centro de Animação Cultural, pelas 21h30, com casa cheia, o que já é habitual em dias de estreia do TEM.

Quanto à narrativa da peça, conta a história de uma empresa de cinzeiros que de um momento para o outro fecha, surgindo o desemprego, a insegurança, e a procura de um novo sentido para a vida.

É um texto marcado pelo humor, o absurdo, a ironia, com ritmo e energia do princípio ao fim, e num registo diferente daquele a que o TEM nos habituou nos seus últimos trabalhos.

Numa fábrica onde nada se faz, nada se vende, nada se cria, nada se inventa, nem pensamentos, ideias, interesses ou sugestões. Estudam-se soluções, nascem castelos no ar e procura-se um novo sentido para a vida. Numa fábrica onde se fabrica o Nada há mais espaço para se fabricar o mundo. Espaço para as pessoas, para os sonhos; um espaço que não é vazio. Enchermo-nos do Nada dá-nos hipótese para sermos alguém. Mesmo que os prémios de produtividade não sejam fáceis de conciliar com a imaginação. Judith Heerberg dá-nos humor e tempo para pensar.

Numa sociedade fast-food seremos todos inevitavelmente despedidos da nossa humanidade, a não ser que encontremos outros objetivos de vida. Porque a existência também se (pre)enche de Nada.

Segundo a encenadora Rafaela Santos, este espetáculo pretende ser uma festa. “Uma festa sobre o trabalho, a união que faz a força! É sobre os valores que atribuímos aos pequenos nadas da nossa vida”. E deixa perguntas para refletirmos: “Trabalhamos para viver, ou vivemos para trabalhar? O que é o nada nos nossos dias? O que fazemos desses nadas? O que podemos fazer? O que podemos criar do Nada?”

A resposta é que temos que criar, nem que seja a ilusão de algo! Sem isso o homem enlouquece. “Esta divertida metáfora à criação de algo, a partir do nada, pode ser muito sã”, diz.

De uma forma metafórica, a peça chama a atenção para a relativização das coisas e para a necessidade de questionarmos o que é importante na vida, se são os bens materiais, os valores, os ideais, os conhecimentos, e para a necessidade de nos reinventarmos, de sermos criativos, quando tudo parece que desabou ou acabou.

“Há pequenas coisas que para algumas pessoas é tudo e para outras é nada. A valorização dos bens materiais ou a sua hipervalorização fez-me sempre uma grande impressão. É verdade que precisamos de ter algumas coisas materiais, mas será que precisamos tanto? Pessoalmente, acho que o menos às vezes é mais”, conta Rafaela Santos.

Em palco estiveram 11 atores: Toni Nobre, São Garcia, José Carlos, Anabela Jorge, Luís Coelho, Rita Nobre, Cristovão Fernandes, Patrícia Lobo, Beatriz Lourenço, Ana Tomás e Gabriela Ferreira.

Nesta peça o TEM integrou cinco novos atores, Ana, Patricia, Gabriela, Beatriz e Cristovão, tendo alguns deles passado pelo teatro infantil. No caso da Beatriz e da Gabriela foi mesmo a estreia absoluta no palco.

A peça tem encenação e cenografia de Rafaela Santos, com direção de cena e luz/som de António João Lobo, música a cargo de Ana Bento e Bruno Pinto. A peça “Fábrica do Nada” é já a 53ª produção teatral do TEM nos seus 44 anos de existência oficial.

No final do espetáculo, todos os atores perfilaram-se à frente do palco, recebendo uma forte ovação do público, agradecido pelos momentos de boa disposição passados e por uma excelente noite de teatro.

Foram também chamados ao palco a encenadora e todos os colaboradores que ajudaram a montar mais um espetáculo com a chancela do TEM.

O Presidente da Direção do TEM, António João Lobo, agradeceu a presença do público e a dedicação e esforço de todos aqueles que ajudaram a materializar mais uma produção teatral do TEM, atores, técnicos, colegas de Direção, dirigindo ainda um agradecimento especial a Rafaela Santos, a encenadora, a Fernando Giestas, que fez a adaptação do texto, a Ana Bento e Bruno Pinto, que criaram a banda sonora original para este trabalho.

A outro nível, agradeceu ao Município de Mortágua o apoio que tem dado, sem o qual não seria possível continuar na senda dos êxitos, à União de Freguesias de Mortágua, Cortegaça, Vale de Remígio e Almaça, pelos apoios concedidos, bem como o apoio de outras entidades e empresas locais.

Entre o público encontrava-se o Presidente da Câmara, que foi chamado ao palco para proferir algumas palavras, tendo agradecido ao TEM por ter proporcionado ao público o desfrutar de uma bela noite de teatro, e pegando no tema central da peça, mostrar como do Nada surge ou se pode fazer um grande espetáculo, usando a imaginação e a criatividade.

Deixou ainda palavras de reconhecimento ao TEM pela sua longa carreira, pela sua persistência e capacidade de resistir às dificuldades, trilhando novos desafios, afirmando que podem contar sempre com o apoio do Município.

No final do espetáculo procedeu-se ainda à entrega de diplomas aos atores e técnicos que completaram 100, 200, 400, 500 e 600 espetáculos, a saber: Anabela Jorge e João Carlos Cardoso (100), Hugo Melo (200), José Carlos, Céu Melo e São Garcia (400), Toni Nobre (500) e António João (600).

A nova peça do TEM vai começar a andar pelo país, tendo já a sua próxima apresentação agendada para o próximo sábado, dia 8, no Festival Internacional de Teatro de Gaia (CALE-SE, 8º edição).

Fazemos votos que tenha tanto sucesso como a anterior peça (É Urgente o Amor), que arrecadou vários prémios a nível nacional.

 

 


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