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Fórum Florestal de Mortágua reuniu 200 participantes

2013-05-27
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

Aumentar a produtividade, apostar no conhecimento e na certificação, são caminhos a seguir

Realizou-se no passado dia 25 a quinta edição do Fórum Florestal de Mortágua, promovido pelo Município. O evento contou com a presença de duas centenas de participantes, entre produtores, técnicos e gestores florestais, representantes dos vários setores associados à indústria florestal (pasta de papel, biomassa e energia).
Na abertura dos trabalhos, o Presidente da Câmara saudou a adesão significativa dos participantes, uma participação que demonstra bem o interesse dos produtores pelas temáticas em discussão e a importância que a floresta representa para a região e para o concelho de Mortágua em particular.

Neste Fórum debateram-se dois grandes painéis. No primeiro falou-se das “Necessidades e tendências do mercado da pasta e papel”, que teve como orador o Eng. João Lé, Administrador da Área Forestal do Grupo Portucel Soporcel, e as “Necessidades e tendências do mercado da biomassa e energia”, que teve como orador o Eng. Miguel Silveira, Gestor de Abastecimento do Grupo ALTRI. O segundo painel foi dedicado ao tema da certificação florestal, tendo como oradores a Eng. Paula Salazar, do PEFC Portugal e a Eng. Vera Santos do FSC.


No primeiro painel o Eng. João Lé referiu a situação de défice da produção da pasta de papel face às necessidades e tendências de consumo a nível mundial, havendo consequentemente o desafio de aumentar a produtividade dos povoamentos. A produção de madeira é insuficiente, o mesmo se diga da madeira certificada. Apenas 10% da madeira que se produz em Portugal é certificada, o que significa que há muito trabalho para fazer neste domínio, se o país quiser ser competitivo e os produtores vejam valorizado o rendimento da propriedade florestal.

Segundo este especialista, temos solos e clima muito favoráveis ao eucalyptus globulus, que é uma espécie mais produtiva que as outras, e portanto temos aí uma vantagem competitiva que devemos aproveitar.Mas é preciso ultrapassar o problema dos custos de contexto (operacionais, logísticos) que são superiores aos verificados noutros países que nos são concorrentes.

Relativamente ao mercado da biomassa florestal, o Eng. Miguel Silveira referiu que atualmente são necessárias 1.200 mil toneladas/ano para abastecer as centrais dedicadas à biomassa, sendo a disponibilidade de matéria-prima uma questão essencial.
O mercado das pellets está a crescer e apresenta grandes potencialidades, tendo em conta a política europeia dos 20-20-20 para o ano de 2020, ou seja, de redução de 20% dos gases emitidos, de produzir 20% de energias renováveis e de redução de 20% no consumo de energia. A produção nacional de pellets é praticamente toda exportada para a Europa e a tendência é para aumentar o consumo.
O Eng. Gil Patrão, que moderou este primeiro painel, referiu-se precisamente às enormes potencialidades da biomassa florestal para a economia nacional e desenvolvimento das regiões, destacando a cadeia de valor que consegue gerar ao longo de todo o processo e defendendo uma maior aposta nacional nesta área.


E referiu-se ao projeto de construção de uma nova Central a biomassa florestal em Mortágua, que estava previsto há alguns anos atrás, mas que entretanto não avançou. Na opinião de Gil Patrão, justifica-se plenamente a construção de uma nova Central, mais atual e com maior capacidade de produção instalada, uma vez que existe muita biomassa no terreno e as potencialidades da região nesta área são enormes.
A propósito deste assunto, o Presidente da Câmara também lamentou a suspensão ou adiamento do projeto, que previa um investimento estimado de 70 a 90 milhões de euros, que entretanto foi prejudicado pelo contexto de crise dos últimos anos, mas que está dependente sobretudo das opções do grupo industrial que lidera a Central de Mortágua. E lembrou que Mortágua foi pioneiro nas centrais termoelétricas a biomassa florestal em Portugal, um processo que foi difícil e teve até riscos políticos a nível local. “A Central cumpriu e está a cumprir a sua missão, mas carece de ser feito aqui investimento na sua ampliação e modernização, e tudo faremos no sentido de fazer avançar esse projeto”, disse.


Certificação florestal valoriza a matéria-prima e rendimento dos produtores florestais


O segundo painel foi dedicado à Certificação Florestal, um tema que está cada vez mais na ordem do dia. A Eng. Paula Salazar abordou a certificação florestal de nível regional, através do chamado sistema PEFC, enquanto a Eng. Vera Santos abordou a certificação florestal individual ou de grupo, através do sistema FSC.

Em ambos os casos estamos a falar de sistemas de certificação internacional, com ligeiras diferenças ao nível de escala de certificação (num caso abrangendo uma região, noutro caso um grupo de produtores agregados ou mesmo um só produtor) mas que têm um objetivo comum, que é produzir madeira certificada, um selo de garantia de valorização económica do produto.

Os oradores foram taxativos ao afirmar que a certificação florestal está para ficar e é um caminho inevitável, adiantando que neste momento há já quem não consiga vender em determinados mercados e setores pelo facto da madeira não estar certificada. Uma tendência, avisaram, que se vai acentuar nos próximos anos, havendo necessidade de as pessoas se consciencializarem dessa realidade, se não quiserem perder valor e quota de mercado.

E deram o exemplo da fileira de eucalipto, que dá uma valorização de 4 euros por m3 em relação à madeira não certificada, proporcionando assim mais rendimento.


Miguel Freitas, deputado do Partido Socialista na Assembleia da República e membro da Comissão de Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, moderou este segundo painel. Este responsável afirmou que a questão florestal está em perigo, porque nas últimas duas décadas deixou-se de olhar para a floresta como um setor estratégico para a economia nacional e ao mesmo tempo assistiu-se a uma perda de valor em termos florestais, com a queda de preços no produtor. Por outro lado, referiu, há atualmente uma pressão sobre as questões do agroalimentar ou da suficiência alimentar, remetendo o setor florestal para um plano secundário.

Para que o setor da produção da madeira de eucalipto (e também de pinho) seja mais competitivo, destacou quatro fatores: em primeiro lugar, melhorar a produtividade, não esquecendo que 70% da área florestal portuguesa é hoje eucalipto, e reinvestir na fileira de eucalipto para repor os povoamentos que estão em terceiro corte e poder assim valorizar de novo essas áreas; em segundo lugar, reduzir os custos de contexto, “desburocratizar” o setor florestal; em terceiro lugar, investir mais na prevenção de incêndios florestais, invertendo a lógica dos últimos anos que é de investir sobretudo no combate, e ao mesmo tempo reduzir os riscos das pragas e doenças; finalmente, em quarto lugar, valorizar a nossa produção florestal, lembrando que havia um objetivo fixado de 500 mil hectares certificados em Portugal e estamos muito aquém dessa área. A certificação tem um custo mas é também um fator de competitividade, sendo uma questão de ponderar os custos e as vantagens, referiu.


No encerramento do Fórum e como balanço final, o Presidente da Câmara afirmou que os dados atuais e as estimativas de futuro mostram que “há necessidade de produzir mais e produzir com mais qualidade. É com esse objetivo que temos promovido estes fóruns, no sentido de sensibilizar e incentivar os produtores para essa realidade, sendo importante que se continue a refletir e a discutir estes temas, para estarmos preparados”.
No entanto, enfatizou, há que alterar a legislação com vista a simplificar procedimentos de licenciamento, ao mesmo tempo preconizou o reforço de competências dos municípios na área florestal. Lembrou a propósito que Mortágua vai integrar uma nova Comunidade Intermunicipal que junta os municípios do Baixo Mondego e do Pinhal Interior, o que vai trazer mais força e peso à região em termos de floresta.

Sendo este o último Fórum Florestal a que presidiu, fez votos de que a nível local se continue a olhar para a floresta como uma mais-valia, um setor estratégico para a economia local e bem-estar das pessoas, investindo na sua preservação e valorização.

E aproveitou também o momento para fazer um agradecimento público aos produtores florestais do concelho, pela cooperação e colaboração dadas ao nível da prevenção, preservação e valorização da floresta, nomeadamente na construção da rede de caminhos florestais e pontos de água.
Palavras de agradecimento que foram também dirigidas às empresas que operam no concelho, pela cooperação e entendimento que tem havido ao longo dos anos, salientando que estas empresas foram muitas vezes uma verdadeira “escola” em termos de transmissão da sua experiência aos produtores.

E deixou aos presentes palavras de incentivo e ânimo, para não esmorecerem ou deixarem-se vencer pelas dificuldades: “O nosso território e as nossas gentes devem contar cada vez mais com este recurso que nós temos, que é esta floresta plantada. Há que valorizá-la e rentabilizá-la cada vez mais, introduzindo as mais-valias, como a certificação”.

No final do Fórum, os participantes rumaram à Quinta Cancela de Abreu, que gentilmente abriu as portas ao público neste dia, para um almoço ligeiro oferecido pelo Município, sendo também uma oportunidade para promover outro dos produtos endógenos do concelho, os vinhos.




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