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Manuel Lourenço Ferreira


Industrial e Benemérito
(1908-1978)

Filho de António Lourenço e Maria Ferreira Lourenço, nasceu a 20 de Janeiro de 1908 e faleceu em 14 de Julho de 1978. Foi um dinâmico industrial do sector da fiação, tendo começado a trabalhar nesta actividade muito cedo, com apenas 15 anos. Principiou com uma pequena oficina rudimentar situada no Bairro da Estação, ao lado da serração do seu pai. Dos pinhais de Mortágua e da região saía madeira que era transportada para Espanha, via caminho de ferro. Começou a negociar em lãs, que comprava a pessoas do concelho e arredores que tinham rebanhos. Chegava às vezes a deslocar-se de bicicleta até Aveiro para fazer encomendas. A lã era fiada numa máquina que ele próprio tinha inventado e que fiava mais depressa que as existentes à época. Em 1930 empregava já 10 trabalhadores, conforme documenta uma foto tirada com os operários, naquela data. A actividade foi crescendo, em meados dos anos 30 foram construídas novas instalações (já em pedra e tijolo), as quais conheceram sucessivas ampliações nas décadas de 40, 50 e 60. É nos anos 60 que se dá uma profunda reconversão tecnológica na empresa, com a entrada em funcionamento de novas máquinas. Ele próprio desenhava e construía os protótipos em madeira, que depois mandava fabricar em ferro. Estão entre essas máquinas, originais e únicas no país, a esse tempo, um sortido de cardas (utilizada na cardação das lãs), inaugurado em 1956, e um lavadouro de lãs.

Na fábrica produziam-se fios para tricot manual e para a indústria de malhas. Para o mercado interno e Espanha. Chegou a ter 180 empregados, mas nos últimos anos da sua vida, com a introdução de novas tecnologias nos lanifícios e a concorrência oriental, esse número baixou para cerca de 120.
Era não só a mais importante unidade industrial de Mortágua, como a mais importante unidade de fiação e tinturaria de lã do distrito e uma das melhores do país no seu género. O progresso e o desenvolvimento industrial de Mortágua na segunda metade do século passado, está indissociavelmente ligado à sua acção empreendedora. O seu carácter generoso e solidário traduzia-se também nas regalias sociais que dava aos seus trabalhadores e absolutamente excepcionais no meio empresarial, de que são exemplos o pagamento dos 14º e 15º mês e a criação de um fundo de pensões como complemento de reforma. Em sua homenagem o actual Parque Industrial de Mortágua ostenta o seu nome.

Para além desta faceta empresarial, Manuel Lourenço Ferreira distinguiu-se também como benemérito, contribuindo numerosas vezes para obras sociais e estando sempre pronto a auxiliar em todos os sectores de interesse para a comunidade. Dedicou-se sobretudo à Humanitária Associação dos Bombeiros Voluntários de Mortágua, da qual foi Presidente da Direcção durante vários anos, bem como presidente da Assembleia Geral.
Em 6 de Novembro de 1955, na qualidade de Presidente da Direcção dos Bombeiros, inaugura o novo Pronto Socorro e Moto - Bomba da Corporação, para os quais deu uma forte contribuição. Nesse dia choveu copiosamente, mas mesmo assim uma grande multidão assistiu às cerimónias, que decorreram no terreiro frente ao Quartel, situado ao pé do Adro da Igreja. A nova viatura recebeu o nome de “Maria Amélia, em homenagem à madrinha de baptismo, D. Maria Amélia Ferreira Afonso, filha do Presidente da Direcção.

Também a ele se fica a dever a construção do novo Quartel dos Bombeiros - obra de grande vulto para os Bombeiros da Vila - mandado construir a expensas suas e de sua esposa. Situava-se no local onde hoje está implantado o edifício da Biblioteca Municipal e foi inaugurado em 8 de Novembro de 1964. O terreno foi oferecido pelo Sr. Polibio Baptista dos Reis. Ao acto presidiram várias entidades locais e nacionais, entre elas o Inspector de Incêndios da Zona Norte, Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Presidente da Câmara Municipal, Fundador da Associação, contando ainda com a presença dos membros dos Órgãos Sociais dos Bombeiros, corporações vizinhas e outras personalidades. Após a inauguração simbólica do novo Quartel, realizou-se uma sessão solene, na qual usaram da palavra as principais entidades, tendo o casal benemérito sido homenageado com medalha de ouro de duas estrelas. Além da Humanitária Associação dos Bombeiros, Manuel Lourenço Ferreira, esteve ligado praticamente a tudo quanto de vulto se fez na vila de Mortágua, nesse tempo, como por exemplo o Jardim-Escola, Hospital da Misericórdia, Colégio Infante Sagres, Café Juiz de Fora, Confeitaria Lanche, etc. Foi igualmente Mesário da Santa Casa da Misericórdia de Mortágua.

A simplicidade, modéstia, generosidade e capacidade empreendedora foram traços do seu carácter, evidenciando sempre uma grande preocupação com o seu semelhante e o desenvolvimento da sua terra.

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