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Basílio Lopes Pereira


Advogado, Político, Republicano.
(1894 - 1959)
 

Nasceu na Marmeleira em Dezembro de 1893 e faleceu a 25 de Maio de 1959. Filho de Joaquim Lopes Pereira e Maria da Encarnação Araújo.
Foi membro, no início do século passado, do grupo de teatro amador existente na aldeia da Marmeleira.
Para comemorar o 2º aniversário da implantação da República, fundou na Marmeleira, enquanto estudante, em 1912, com Alfredo Fernandes Martins, um pequeno jornal, o “ Sol Nascente”. O produto líquido da venda reverte a favor da criação de uma Biblioteca Popular naquela localidade, donde eram naturais. Criada em 1913, com a finalidade de elevar a cultura e o nível de instrução das populações, deram-lhe o nome de Centro Democrático de Educação Popular. A festa de inauguração do Centro teve lugar no mês de Setembro de 1913. A sessão inaugural foi presidida pelo Visconde do Alto Dande e secretariada pela professora primária da Cercosa, F.Eliza de Souza Narciso. Usaram da palavra o deputado da Nação, Tomás da Fonseca, o administrador do concelho, Eduardo de Magalhães, e ainda Martins Abreu.
O Centro tinha associados e uma boa parte dos livros eram provenientes de donativos. Organizava também conferências diversas, a primeira das quais teve lugar a 9 de Fevereiro de 1913, portanto, ainda antes da inauguração oficial.

Foi administrador do concelho de Mortágua.

Em 1919, sendo estudante de Direito da universidade de Coimbra, foi um dos responsáveis pela formação do Batalhão Académico que combateu a “Monarquia do Norte”.
Fixou residência em Oliveira de Azeméis onde foi administrador de concelho, notário, e fundou em 1923 a Escola Livre local. Curiosamente, ao contrário da Escola Livre da Marmeleira, esta associação continuou a existir durante o Estado Novo, só que agora dirigida por pessoas que nada tinham a ver com o pensamento do seu fundador: eram membros da Legião Portuguesa.
Uma das ruas (onde fica localizada a Escola Livre) da cidade de Oliveira de Azeméis ostenta o seu nome.
Foi advogado em Barcelos e Angra do Heroísmo.
Esteve preso em Cabo Verde e nas cadeias de Aljube e Caxias, por ser um firme opositor à ditadura.
Fez parte da Associação de Escuteiros de Portugal.
Foi membro da direcção dos Bombeiros Voluntários de Mortágua.

Na década de 30 formou-se contra a Ditadura a Frente Popular Portuguesa. Uma das componentes desta organização anti-fascista tinha como cérebro o Dr.Basílio Lopes Pereira. Era a Acção Anticlerical e Antifascista (AAA). Para fugir às perseguições usava os pseudónimos de A. Madeira e Manuel J.Luz Afonso.
Na mesma década dirigiu a Conjunção Republicana Pró-Democracia e apoiou refugiados republicanos espanhóis em Portugal.
Pela oposição candidatou-se em 1956 a deputado pelo círculo de Aveiro.
Faleceu em Lisboa, e foi a enterrar no cemitério da Marmeleira. Devido a ser um opositor ao regime do Estado Novo, o seu funeral foi observado por agentes da PIDE que elaboraram um relatório circunstanciado das pessoas presentes, entre as quais se encontravam o Dr.Carlos Cal Brandão, Dr. Vasco da Gama Fernandes, Dr.Mário Gomes da Silva, Tomás da Fonseca, entre muitos outros.

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