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Trezoi


 

FREGUESIA DE TREZOI:

                                                              

Área: 17,5 km2

Total de população residente em 2011: 377 Habitantes

 

Localidades que constituem a freguesia:

Trezoi, Meligioso, Cerdeira, Cerdeirinha Sula, Moura e

Vale de Ovelha.

 

Orago: São Tomé

 

Locais de visita:

Igreja Matriz.

Moinho da Moura e Moinho de Sula – monumentos militares.

Parque de Merendas do Alto do Buçaco;

Cerdeira – confeção de pão artesanal e do Bolo de Cornos ou Bolo 24 horas.

 

Trezói, sede de freguesia, situa-se no extremo ocidental do município. Delimitada pelas freguesias de Espinho, Marmeleira, Cercosa e União de Fre, a sua história remonta à ocupação dos mouros pela região. A própria toponímia revela a presença dos mouros neste grande vale, Trezói resulta de “trezô” que significa “três mouros”.

A presença dos mouros está também presente na toponímia de outras localidades da freguesia, Moura, aponta no mesmo sentido lendário e histórico. A própria tradição oral diz que “nas proximidades da Ribeira da Moura, existe um penedo que, segundo a lenda, servia a uma Moura para, em dias de nevoeiro, estender o seu ouro, procedendo de seguida à sua lavagem. Após esta operação regressava às entranhas da terra.”[1]

Um documento datado de 1064, comprova que a freguesia de Trezói esteve sob a jurisdição do Mosteiro da Vacariça, o documento refere que o mosteiro terá sido fundado por um abade de Trezói, “Monasterium de Trasoi quod fuit de abba trasoi” e terá sido doado ao Mosteiro da Vacariça no séc. XI. Em 1093 o Mosteiro da Vacariça é extinto por o Conde Raimundo, e seus bens revertem para a Sé Episcopal Coimbra. Outro documento datado de 1098 refere que um grupo de clérigos, terá deslocado a Coimbra, junto do Bispo Crescónio, no intuito de pedir permissão para repovoá-lo, “trasoi venissemus ad episcopum dommum cresconium petere monasterium quod dicitur trasoi (…)” [2].

Os lavradores de Trezói estavam sobre a jurisdição dos bispos da Sé Episcopal de Coimbra, “ao Bispo de Coimbra pertencia o domínio directo dos terrenos, o direito de aflorá-los, a autoridade plena, civil, religiosa, e em certos casos até judiciária, sobre arrendatários; e bem assim o direito a uma renda anual representativa de uma décima parte das colheitas.”[3]

Da existência deste Mosteiro apenas restam as memórias escritas, pois em finais do séc. XVI e inícios do séc. XVII, já não existia qualquer vestígio do mosteiro, simplesmente se sabe que a atual Igreja Matriz de Trezói se localiza nos alicerces do antigo Mosteiro.

A freguesia de Trezói teve um papel fundamental na 3ª Invasão Francesa, as aldeias Moura e Sula albergaram as forças militares de ambas as frentes, “decorria o ano de 1810 quando as tropas francesas, comandadas por Massena e constituídas por 3 corpos do exército e um corpo de cavalaria de reserva, invadem Portugal. Era a terceira invasão francesa no nosso país, depois das anteriores, em 1807 e 1809 (...) Em 26 de Setembro, todas as forças do exército francês (…) estavam reunidas na base da Serra do Buçaco em cujas alturas, dominando a mata - para um e outro lado – encontravam-se as tropas anglo-lusas (…)”[4]. A 27 de setembro de 1810 deu-se a Batalha do Buçaco, travada entre as tropas francesas e as tropas anglo-lusas, as tropas napoleónicas viriam a sofrer uma derrota. As ruínas do moinho da Moura, monumento militar, aquartelaram o posto de comando do Marechal André Massena, chefe das forças francesas. A escassos quilómetros encontra-se o moinho de Sula, local onde esteve instalado o quartel-general das tropas anglo-lusas comandadas pelo general inglês Craufurd.

Em 1882 é inaugurada a linha férrea da Beira Alta, Trezói é municiada de mais uma via de comunicação, a ponte férrea projetada por Gustave Eiffel, que passa por cima da aldeia permitiu à freguesia maior facilidade de deslocação à sede do concelho.

[1] In Aguieira – Dão e Caramulo, Literatura Oral da Nossa Região, Lendas – Volume I; ADICES; págs. 73; 1995

[2] In Contributos para a Monografia de Mortágua; Câmara Municipal de Mortágua; pág. 53; 2001

[3] In O Pelourinho de Mortágua; José Assis e Santos; págs. 146; 1969

[4] In A Batalha do Buçaco, Museu e Monumentos Militares do Buçaco, pag.14; 1999

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