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Marmeleira

 

FREGUESIA DE MARMELEIRA:

 

Área: 18,5 km

Total de população residente em 2011: 503 Habitantes

 

Localidades que constituem a freguesia:

Marmeleira, Caparrosa, Caparrosinha, Ferradosa,

Lourinha de Baixo, Pinheiro e Vale de Borregão.

 

Orago: São Miguel

 

Locais de visita:

Igreja Matriz (o culto a São Miguel remonta aos finais do séc. IX).

Santuário/Moinho da Nossa Senhora da Ribeira.

Ruinas da Nossa Senhora do Carmo.

Espaço Museológico Zé do Pereiro.

Moinho de Caparrosinha.

Ribeira da Marmeleira/Mortágua.

 

Marmeleira, sede de freguesia, localizada a sul do concelho e delimitada pelaUnião de Freguesias, Cercosa e Trezoi, aparece pela primeira vez referenciada num documento datado de 973, “illa karraria wadit ad illa marmeleira”.

A freguesia da Marmeleira pertencia ao pleno domínio dos donatários dos direitos reais na vila, onde detinham a plena posse definitiva e hereditária, das terras cultas e incultas e soberania plena sobre os moradores. Segundo José Assis e Santos, “um pároco da Marmeleira, P. Sebastião do Monte Calvário, quis fundar, no fim do século XVI, um mosteiro na sede da sua freguesia natal. Gastou toda a sua fortuna na edificação das casas que ainda hoje se vêem, em parte pelo menos a noroeste do povoado. Para a sustentação do mosteiro pretendeu aplicar as rendas da igreja matriz, ao que se opôs terminantemente o donatário da vila, D. Sancho de Noronha, que tinha o padroado da igreja.”[1]Assim para subvencionar as despesas do mosteiro “o padre Sebastião instituiu irmandade que em pouco tempo reuniu grande número de irmãos. (…) Poderá ter sido a partir da existência da irmandade, cujos objectivos eram os da caridade, associação de socorro mútuo, serviços piedosos que poderá explicar o outro nome da povoação da Marmeleira, Vila da Irmânia.”[2]

Na sede de freguesia existem duas capelas dignas de menção:as ruinas do Santuário da Nossa Srª do Carmo, que terá sido construído por volta de 1600, e destinava-se a um convento para religiosas carmelitas e o Santuário da Nossa Srª. da Ribeira construído em 1645 e reconstruido em 1747.

A “Vila da Irmânia” é conhecida pelas suas iniciativas criadas no século XX em prol da cultura e instrução do povo da região. Em 1908 é criada na Marmeleira a Escola Livre da Irmânia, as escolas livres são do tipo de escola e de ensino que se procurou estabelecer em Portugal a partir de 1907 com base na Escola Moderna que Francisco Ferrer criara em Barcelona (Espanha). Os irmânicos Basílio Lopes Pereira, Alfredo Fernandes Martins, António Pereira de Sousa, João Pereira Sousa, Júlio Batista dos Reis, José de Matos e David Araújo, foram alguns dos responsáveis pela génese da Biblioteca Popular, em 1913, a quem deram o nome de Centro Democrático de Educação Popular. Entre as motivações subjacentes ao aparecimento deste centro, estava o desejo de fomentar o processo material e moral das populações. Daí que não seja de estranhar um conjunto de conferências realizadas na Vila da Irmânia. Terra de republicanos, aproveitavam a ocasião para abordar as leis da República, com o intuito de desenvolver o país e separar o Estado da Igreja.

Após dois anos depois da implantação da República, é fundado na aldeia o jornal “O Sol Nascente” pelos estudantes Basílio Lopes Pereira e Alfredo Fernandes Martins, o dinheiro da venda do jornal revertia a favor da Biblioteca Popular. Em 1931 a Biblioteca era bastante frequentada, a direção procurava angariar mais sócios e donativos para manutenção das atividades relacionadas com a cultura física e intelectual. Na vasta biblioteca encontrámos obras de Eça de Queirós, Tomás da Fonseca, Camilo Castelo Branco, Júlio Verne, entre outros, e em 1933 a biblioteca foi enriquecida com livros oferecidos pela livraria Atlântica de Coimbra.

A freguesia da Marmeleira viu nascer muitas figuras ilustres, fazemos destaque para Manuel Ferreira Martins e Abreu, Republicano e Administrador do Concelho defendeu e lutou sempre a favor dos mais necessitados e oprimidos, segundo dizia, “o seu ideal não permitia tolerar roubos, vigarices e injustiças”.

 

[1] In O Pelourinho de Mortágua; José Assis e Santos; págs. 160 e 161; 1969

[2] In Contributos para a Monografia de Mortágua; Câmara Municipal de Mortágua; págs. 48 e 49; 2001

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