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março de 2017


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Cortegaça

"O Refúgio dos Mouros"

CortegaçaÁrea (km2): 11,6
Densidade Populacional (Hab/Km2) 2001: 40,5
Total da População Residente 2001: 468
Total da População Residente 1991: 444
N.º Total de Famílias Clássicas Residentes 2000: 184
N.º Total de Famílias Clássicas Residentes1991: 157
N.º Total de Alojamentos Familiares 2001: 228
N.º Total de Alojamentos Familiares 1991: 220


Estrutura Etária da População Residente
População Residente 0-14 anos em 2001: 56 ( 12,0% )
População Residente 15-24 anos em 2001: 64 ( 13,7% )
População Residente 25-64 em 2001: 249 ( 53,2% )
População residente 65 + em 2001: 99 ( 21,2 %)


A freguesia de Cortegaça, na formação do Reino, pertencia ao Priorado do Crato.
A esse senhorio eram pagas as rendas anuais e dele tinham os moradores os privilégios usufruídos pelos caseiros da Ordem de Malta. A Ordem de Malta teve a sua origem num hospital fundado em Jerusalém para socorrer os peregrinos à Terra Santa. O seu emblema era uma Cruz branca de oito pontas sobre fundo vermelho.
A Ordem de Malta ou os Cavaleiros de Malta, como se passaram a chamar, estabeleceram–se no nosso país em tempo de D. Teresa que doou ao Sprital (Ordem de Malta), Cortegaça. Revelam registos que a Ordem tinha “quatro cazales, que dedit regina dona Teresia”. Também se conhece uma doação à Ordem, dessa mesma Cortegaça, com um domínio que partia “pelo val da Çore atáá Pena Cova “.
O superior dos Cavaleiros de Malta chamava–se Prior e estava subordinado ao Comendador da Ordem que residia em Castela. Quando no séc. XV cessou a subordinação ao prelado castelhano, o superior dos Cavaleiros de Malta, passou a intitular–se Prior do Crato, assim ficou a Ordem com um território extenso que abrangia, pelo menos, a actual freguesia da Marmeleira e também toda a de Cortegaça.

CortegaçaCortegaça, sede de freguesia com o mesmo nome, já existia no séc. X, pois o testamento de Oveco Garseanes em 985 refere–se à fonte da povoação (Fontano de Cortegaza). Também nesta freguesia são fortes os vestígios da dominação militar romana, a começar pelo nome Cortegaça. Este era o nome de unidade militar e empregava–se para designar tenda ou barraca de campanha, Cohortis Casa. Este era um local estratégico para um aquartelamento militar, dado ficar a um dia de marcha de Coimbra. A estrada romana de Eminio (Coimbra) para a Beira Alta passava dentro da actual povoação onde hoje existe uma carreira, facto denunciador da carraria imperial.
Mais uma vez não podemos deixar de referir a importância que Mortágua teve durante as invasões Francesas, por ser um nó de comunicações, para Norte e Sul do país.
Concretamente, no que diz respeito à freguesia de Cortegaça, é a mais rica nestes vestígios, pois era atravessada por duas vias importantes e por isso em 1810 as tropas francesas efectuaram muitos movimentos estratégicos nas suas aldeias e antigas estradas. De referir que no dia 25 de Setembro, o 6º exército seguiu pela estrada da Moira, (ligação com o litoral que passava em terras desta freguesia, mais propriamente na localidade do Barracão), a caminho da passagem de Sula onde o general Massena pretendia cercar o exército inglês.
No dia 25, os 15.000 homens do general Reynier avançaram pela estrada Real, (ligação com Coimbra ou Lisboa que passava na localidade de Cortegaça). Ao passar em Cortegaça, um fidalgo vianense, major Luís Rego, colocou o regimento n.º 4 de caçadores no alto da serra do Meiral e mandou fazer fogo sobre a vanguarda do 2º exército francês.
Este ataque causou muitas baixas nas fileiras francesas e ficou conhecido com o nome de Batalha de Mortágua.
São também muitas as lendas e histórias existentes na freguesia a propósito da presença dos Mouros.
Conta a tradição oral que o território correspondente a esta freguesia era conhecido por Cortegacinha, que quer dizer, “Refúgio dos Mouros“.


Segundo uma dessas lendas, perto de Cortegacinha terá existido uma aldeia que foi destruída por uma cheia, tendo a sua população desaparecido. As águas revoltas transportavam uma argola de ouro que acabou presa num salgueiro. O Salgueiro engrossou e a argola continuou presa, adaptando–se à medida da àrvore.
Conta-nos outra lenda, que existe em Cortegacinha uma pedra com uma ranhura, que pode ser aberta. Dentro dela encontra–se escondido um tesouro cuja propriedade é de quem adquirir o terreno onde se encontra a pedra. Junto desta há uma pedra onde os Mouros construíram um forno. Para além do forno tinham também uma maceira, que parecia uma banheira, onde amassavam o pão.

A freguesia de Cortegaça ocupa uma área de 11,6 Km e, segundo a tipologia de áreas urbanas, é classificada como área predominantemente rural.
As actividades económicas mais dominantes são a exploração florestal e a agricultura.

Esta é uma das freguesias do concelho que ganhou população face aos Censos de 1991, registando uma taxa de variação positiva de 5,4% entre os dois últimos Censos. É a freguesia com maior saldo populacional positivo.
Cortegaça é uma freguesia situada a 3,5 Km da sede do concelho, constituída actualmente por 6 localidades:

  • Cortegaça;
  • Carapinhal;
  • Benfeita;
  • Pereira;
  • Lourinha de Cima e;
  • Barracão (uma parte da localidade).

    Toas as aldeias da freguesia dispõem de abastecimento de água, arruamentos pavimentados e recolha de resíduos sólidos a 100%. Contudo, apenas a sede de freguesia dispõe de saneamento básico.

    Cortegaça, é a sede de freguesia com o mesmo nome, que comemora o seu Santo Padroeiro, São Tiago, no mês de Julho, (talvez) há mais de 1000 anos. S. Tiago terá sido o primeiro bispo de Jerusalém. Localidade actualmente com cerca de 106 pessoas, destacam–se no seu casario as construções antigas que apesar de restauradas mantiveram a traça antiga, sendo emblemático o edifício que impõe a sua presença logo à entrada da povoação, de porte austero e grande elegância arquitectónica. Sem sede própria, mas com um grande dinamismo na animação de festas religiosas e eucaristias dominicais, está o Grupo Coral de Cortegaça, colectividade que existe há cerca de 10 anos, composto por “coralistas” de várias localidades da freguesia, tais como Lourinha de Cima, Carapinhal, Benfeita e Cortegaça.
    Os amantes da prática do desporto, como futebol de cinco, andebol e basquetebol, podem fazê–lo junto à sede da Junta de Freguesia, no polidesportivo ao ar livre aí criado para animar os tempos livres das gentes da aldeia.

    Na direcção a sul do concelho, no limite com a freguesia vizinha, Marmeleira, encontramos a localidade de Benfeita. Situa–se na antiga linha da estrada para Coimbra e sul do País, a estrada real. Pequena localidade com cerca de 74 habitantes, celebra a sua festa religiosa, Sagrada Família, em Agosto. O espaço recentemente criado, sede da Associação Cultural e Recreativa da Benfeita, é o local de convívio das gentes da aldeia.

    Pereira e Carapinhal são duas das localidades que também pertencem à freguesia de Cortegaça, com respectivamente 27 e 51 habitantes.
    A localidade de Pereira adoptou o nome de uma árvore de fruto de clima temperado e muito vulgar na nossa região, pereira. Em 1139 já apresentava esta forma actual.
    A sua festa anual assinala-se em Janeiro, com a celebração do Santo Amaro.

    Carapinhal era uma pequenina localidade, mas actualmente em franco crescimento, a notar–se pelas várias habitações que têm vindo a aparecer na área envolvente ao centro da aldeia. Tem a sua festa anual em honra da Nossa Senhora dos Aflitos.

    Lourinha de Cima, actualmente com cerca de 70 habitantes, tem como padroeiro o santo casamenteiro, Santo António. O acrescento do nome “ Cima “ ao já existente Lourinha, tem a ver com a existência de uma povoação com o mesmo nome, Lourinha, situada perto e mais abaixo desta.

    Por último, temos a localidade do Barracão, povoação dividida pela estrada nacional. A parte sul, com cerca de 23 habitantes, pertence a esta freguesia e já foi chamado de “barracão do Capitorno“ . Capitorno era uma povoação situada no sopé da serra do Bussaco e não muito distante dali. Por esta localidade passava a estrada da Moira que ligava as Beiras, à Bairrada e Litoral. Também este um acesso importantíssimo na deslocação das tropas durante as invasões francesas. No dia 27 de manhã, o 8º exército avançou pela estrada da Moira e tomou posição a norte da estrada. Foi perto desta zona que o general Massena instalou o seu quartel.


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