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novembro de 2017


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União de Freguesias de Mortágua, Vale de Remigio, Cortegaça e Almaça

UNIÃO DE FREGUESIAS DE MORTÁGUA, VALE DE REMÍGIO, CORTEGAÇA E ALMAÇA:

 

Área: 52,1 Km2

Total de população residente em 2011: 3992 habitantes

 

A União de Freguesias de Mortágua, Vale de Remigio, Cortegaça e Almaça foi criada em 2013, com a entrada em vigor da Lei nº11-A/2013, de 28 de Janeiro, dando cumprimento à obrigação de reorganização administrativa do território das freguesias, de acordo com os princípios, critérios e parâmetros definidos na Lei 22/2012 de 30 de maio (Regime Jurídico da Reorganização Administrativa Territorial Autárquica). A determinação legal conduziu à agregação das 4 freguesias, que anteriormente tinham autonomia administrativa e financeira, e à criação de uma nova entidade territorial.

 

Localidades que constituem a freguesia:

Mortágua, Almacinha, Falgaroso do Maio, Freixo, Coval, Vale de Açores, Barril, Vale de Remígio, Gândara, Póvoa, Povoinha,Cortegaça, Carapinhal, Benfeita, Pereira, Lourinha de Cima, Barracão (parte da localidade) e Almaça.

 

Oragos:

Nossa Senhora da Assunção (Mortágua)

São Mamede (Vale de Remígio)

São Tiago (Cortegaça)

Santo Isidoro (Almaça)

 

Locais de visita:

Mortágua

Praça do Município/ Câmara Municipal de Mortágua.

Pelourinho de Mortágua.

Sociedade Agrícola Boas Quintas.

Biblioteca Municipal.

Centro de Animação Cultural/ Teatro Club.

Igreja Matriz (supõe-se que o culto a Nossa Srª. da Assunção remonte ao séc. X).

Santuário do Cabeço do Senhor do Mundo.

Parque Verde da Ponte.

Barragem e Albufeira da Aguieira.

Vale de Remígio

Igreja Matriz de Vale de Remígio, construída em 1774 o jardim que a envolve foi um primitivo cemitério. A paróquia de S. Mamede pertenceu às Terras do Vouga um inventário paroquial dos anos 1320 e 1321 cita que a igreja terá sido tributada em 26 libras para a guerra contra os mouros.

Casa Solarenga dos Viscondes de Vale de Remígio,

Casa da Quinta Agrícola da Gândara e seus terrenos férteis que se estendem até à freguesia vizinha do Sobral.

Cortegaça

Igreja Matriz (S. Tiago terá sido o primeiro bispo de Jerusalém)

Almaça

Situada nas proximidades da Albufeira da Aguieira e circundada pela Ribeira de Mortágua e com o Rio Mondego aos seus pés esta aldeia ribeirinha convida a um belo passeio junto às margens do imenso lençol de água.

Igreja Matriz construída em 1801.

 

A União de Freguesias de Mortágua, Vale de Remígio, Cortegaça e Almaça foi criada em 2013, com a entrada em vigor da Lei nº11-A/2013, de 28 de Janeiro, dando cumprimento à obrigação de reorganização administrativa do território das freguesias, de acordo com os princípios, critérios e parâmetros definidos na Lei 22/2012 de 30 de maio (Regime Jurídico da Reorganização Administrativa Territorial Autárquica). A determinação legal conduziu à agregação das 4 freguesias, que anteriormente tinham autonomia administrativa e financeira, e à criação de uma nova entidade territorial.

MORTÁGUA, sede de concelho, situada no extremo sudoeste do distrito de Viseu. Mortágua localiza-se no centro geográfico duma vasta várzea onde assentam sete freguesias com raízes tradicionais e históricas.

A explicação da evolução da denominação “Mortágua” poderá resultar da morfologia e da semântica comparativa de várias designações que auferiam, sucessivamente, lugares com uma grande cobertura de água. A explicação mais consensual que se encontra para a génese da palavra “Mortágua” é a de “Terra das lagoas; águas dormentes; lameiros: todas essas denominações pré-históricas evocam humidade estagnante destas extensas planuras – mas acentuando o pormenor da pluralidade, da dispersão em toalhas de água separadas"[1]. O vocábulo como se escreve atualmente resultou da reforma ortográfica de 1911.

Em 985, século X, um documento refere uma doação de Mortalago, o conde Ovecco Garseani e sua mulher doaram o que lhes pertencia de uma villa quos vocitant castrello ao Mosteiro de Lorvão. Século e meio depois constitui-se o reino de Portugal e a necessidade de organização do estado. A concessão dos forais determinou a autonomia, a liberdade e a responsabilidade dos habitantes.

O primeiro foral atribuído a Mortágua data de 1192, concedido pela rainha D. Dulce, mulher de D. Sancho I, diploma que pode considerar-se a verdadeira carta de fundação do município. A nossa vila constituiu, desde então, um verdadeiro município de direito português com magistratura privativa (judex), com funcionários locais e delegado do rei, dominus terrae, investido de poder civil e militar. O município foi organizado segundo o modelo de Salamanca, do qual o juiz era nomeado pelo rei (judex) e não um juiz de eleição popular/municipal (alvasis). Relacionada com o “Juiz de Fora”, tem perpetuado na memória do nosso concelho a Lenda do Juiz de Fora.

Em 1403, é atribuído por Gonçalo Anes de Sousa (senhor de Mortágua) o segundo foral a Mortágua e o terceiro foral seria atribuído a Mortágua no reinado de D. Manuel I, em 1514.

Na segunda metade do século XIX o concelho de Mortágua sofre alterações com a construção da estrada que viria a facilitar a deslocação entre Viseu e Mealhada. É também importante referir a construção da linha férrea da Beira Alta que ligava Mortágua ao Litoral Português, a Espanha e ao restante Continente Europeu.

Em 9 de abril de 1919, é fundada em Mortágua a Escola Livre de Mortágua, que segundo uma carta de Albano Morais Lobo (filho) redigida ao diretor do jornal Sul da Beira, esta escola pretendia com a sua biblioteca, ensino, conferências científicas e atividades formar homens cívicos, livres e conscientes sem qualquer persuasão religiosa ou política.

A ânsia de desenvolver culturalmente o concelho e o interesse de uma empresa particular querer instalar um cinematógrafo em Mortágua, surge em 1929 a primeira tentativa de introdução do cinema em Mortágua. Porém só após a instalação da luz elétrica, em 1933, foi possível dotar o concelho de um cinematógrafo.

No dia 1 de janeiro de 1933, e nas instalações do antigo Teatro Club, centro de atividades culturais do concelho, é realizada a primeira projeção com lotação esgotada.

O edifício também era utilizado para produzir espetáculos musicais e teatrais (de grupos concelhios mas também de companhias profissionais), e era para muitas coletividades, local de ensaios e reuniões de assembleia. Apesar do seu forte dinamismo cultural, nos anos 60, com o fim do cinema, o Teatro Club começou a cair em desuso, fechando as suas portas.

A Câmara Municipal, com a aprovação unânime dos associados e acionistas da associação “Teatro Club”, avançou com um projeto de construção de um novo edifício nos alicerces do antigo, permitindo assim dotar o concelho de um novo espaço para atividades culturais. Inaugurado em dezembro de 1999, o Centro de Animação Cultural /Teatro Club é um dos principais equipamentos culturais do concelho.

Mortágua é sede de freguesia e de concelho, onde se centram os principais equipamentos e serviços públicos e privados do concelho.

 

VALE DE REMÍGIO, aldeia situada a noroeste do concelho foi em tempos conhecida por freguesia de S. Mamede.

A origem da sua designação é difícil de explicar, “alguns historiadores afirmam que o topónimo Remígio encerra o nome muito antigo e de procedência germânica Remínio o que o torna dissemelhante do primitivo Ermígio, também da mesma procedência germânica (Airmanwigs) que se admite ter pertencido a algum proprietário de herdades no local, isto nos começos da nacionalidade portuguesa e que podia ter prevalecido até meados do século XII. (…) a palavra Remígio, do latim Remigiu, significa fila de remos, os remos, manobras de remos(…).[2]

Segundo a lenda, as terras onde atualmente se situam a vila de Mortágua e as aldeias em seu redor permaneceram imersas num enorme lago desde o princípio do mundo até ao tempo dos Mouros, que quando conquistaram esta região resolveram drenar a água do lago. O repouso das águas e a sedimentação daí resultante, favoreceu o nascimento das grandes jazidas argilosas que contribuíram para que o barro existisse em quantidade e qualidade.

A localidade da Gândara esteve sempre associada a este recurso natural, o barro. Perpetua na memória o toque da sirene das antigas cerâmicas, centradas na produção do tijolo e telha, na atualidade apenas uma conseguiu resistir à modernização e concorrência, produzindo desde 1957, a cerâmica do Vale da Gândara representa o que outrora foi a tão conhecida “terra de oleiros do barro vermelho”.

Perdura na memória dos habitantes de Vale de Remígio, que existiu um local habitado denominado “Lama”, povoação modesta e que no ano 100, terá havido uma revolta dos habitantes da Lusitânia, contra o imperador Trajano e esta povoação terá sido incendiada e destruída e posteriormente reconstruida.

Em 1886 quando se procedia aos trabalhos de abertura da passagem da linha férrea (Linha da Beira Alta) foi encontrada o bloco de pedra granítica com uma inscrição romana, encontra-se neste momento no Museu Machado Castro, em Coimbra.

Vale de Remígio, é conhecida por terra dos Viscondes, o primeiro Visconde de Vale de Remígio foi o Dr. José Inácio Homem de Gouveia, bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra e deputado da nação. O decreto publicado no Diário do Governo, nº 252 de 4 de Novembro de 1880, testemunha a nomeação. Aos viscondes de Vale de Remígio devem-se várias obras na freguesia, a fundação da “Sociedade Filantrópica Recreativa”, a edificação da antiga escola primária feminina de Vale de Remígio e a doação do terreno e construção do primeiro cemitério paroquial. A casa solarenga com capela e quinta anexa, apesar de se encontrar em estado de degradação mostram a magnificência da construção e do poder dos viscondes por estas terras.

Vale de Remígio, é também terra natal de uma figura ilustre do nosso concelho, Dr. José Assis e Santos, médico, escritor, historiador, cientista e investigador, aquele a quem o povo Mortaguense apelidou de “médico e amigo”. Formou-se em Medicina com alta classificação, tendo sido convidado, por várias vezes, a dar aulas na faculdade, o que recusou sempre, preferindo dedicar-se inteiramente aos seus doentes e aos mais necessitados. Começou por exercer clínica em Sazes. Radicou-se depois como médico municipal de Espinho, em 1936. Passados 10 anos foi chamado para exercer funções de subdelegado de Saúde em Mortágua.

Nunca deixou de atender qualquer caso, mesmo às horas mais tardias, andava por diversos lugares do concelho. Sempre praticou a sua profissão pensando nas pessoas que necessitavam dele.

 

CORTEGAÇA, aldeia, situada a sudoeste do Concelho de Mortágua, cujo nome filia-se na designação romana Cohortis Casa, nome de uma unidade militar e aplica-se para designar tenda ou barraca de campanha. Estrategicamente, a localização de Cortegaça era adequada para a existência de um aquartelamento militar romano, dado ficar a um dia de marcha de Coimbra (Emínio). Tudo aponta que Cortegaça terá sido um ponto escolhido para o repouso dos soldados da corte. São muitas as histórias e lendas existentes por estas paragens a propósito da presença dos Mouros. A tradição oral afirma que Cortegaça era conhecida por Cortegacinha que quer dizer “Refúgio dos Mouros”.

A primeira referência sobre a localidade remonta ao século X, no ano de 985 está presente no testamento de Oveco Garseanes referindo-se à fonte da povoação “Fontano de Cortegaza”.

Aquando da formação do reino Cortegaça pertenceu ao Priorado do Crato que por sua vez pertencia à Ordem de Malta. Revelam registos que D. Teresa doou à Ordem “quatro cazales, que dedit regina dona Teresia”. Também se conhece uma doação de Vermuyum Pááez e sua mulher à Ordem, dessa mesma Cortegaça, com um domínio que partia “pelo val da Çore atáá Pena Cova”. No século XV o Priorado do Crato tornou-se independente, e ficou com um território extenso que abrangia, pelo menos a atual freguesia da Marmeleira e as aldeias vizinhas, onde Cortegaça estava referida.

Em 1810, Cortegaça e toda aquela zona envolvente foi palco das movimentações das tropas napoleónicas, a freguesia era atravessada por duas vias importantes em que a tropas francesas efetuaram muitos movimentos estratégicos. De referir que no dia 25 de setembro, o 6º exército seguiu pela estrada da Moura, com passagem pela localidade do Barracão, a caminho de Sula onde o general Massena pretendia cercar o exército inglês. Ainda no mesmo dia os 15000 homens do General Reynier avançaram pela Estrada Real, aquando a passagem por Cortegaça, um nobre de Viana Major Luís Rego, colocou o regimento nº 4 de caçadores no alto da Serra do Meiral e mandou fazer fogo sobre a vanguarda do exército francês. Este ataque ao exército francês provocou muitas baixas nas fileiras francesas e ficou conhecido com o nome de “Batalha de Mortágua”.  

Conhecida, como Refúgio dos Mouros, Cortegaça é conhecida pelas suas lendas e histórias. Conta a tradição oral que “(…) perto de Cortegacinha, concelho de Mortágua, terá existido uma aldeia que foi destruída por uma cheia, tendo a sua população desaparecido. As águas revoltas transportavam uma argola de ouro que acabou presa num salgueiro. O salgueiro engrossou e a argola continuou presa, adaptando-se à medida da árvore.” Conta-nos outra lenda, “ … em Cortegacinha, existe uma pedra com uma ranhura. A pedra pode ser aberta. Dentro dela encontra-se escondido um tesouro cuja propriedade é de quem adquirir o terreno onde se encontra a pedra. Junto desta pedra há uma outra onde os Mouros construíram um forno. Para além do forno tinham também a maceira, que parecia uma banheira, onde amassavam o pão.”[3]             

 

ALMAÇA é uma povoação com nome de origem árabe, situada nas proximidades da Aguieira, tendo por vizinhas as terras do concelho de Penacova, esta aldeia ribeirinha com a Ribeira de Mortágua e o Rio Mondego aos seus pés foi em tempos terra de pescadores e lavadeiras…”fica este lugar entre o Mondego, e outra ribeira, que vem de Mortágua, e nesta terra acaba no Mondego. He caudalosa, e corre de norte a sul. Serve de divertimento aos moradores pelas pescarias, que nella fazem, principalmente no Verão, na qual pescão bordallos, bogas, ruivacos e barbos, que em todo o tempo he sua pescaria livre …”![4]

Como corolário das reformas administrativas de Mouzinho da Silveira, Almaça passa a fazer parte do concelho de Mortágua em 1833, até essa data pertencia ao concelho de Ovoa, hoje freguesia do concelho vizinho, Santa Comba Dão.

O povoamento da área em que hoje se integra Almaça remonta a períodos anteriores, embora seja difícil aceder a documentos, existe um documento escrito em hebraico, cópia do foral datado de 1165 que refere “Maria, filha de Martinho, do Tombo dos Serpas, doou ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra as suas terras de Papízios e Almaça”. Mais tarde, um outro documento, datado de 1375, um foral elaborado pelo prior do Mosteiro de Santa Cruz, D. Francisco, refere que o dito prior lega (para todo o sempre) a sete homens e suas mulheres (Vicente Martins, Domingos Domingues, João Aires, João Salgado, Gomes Martins, Domingo Gomes e João Francisco), o mosteiro que possui em Almaça e todas as suas terras, com montes, fontes, pasto e rotas. Em troca darão anualmente ao Mosteiro “diversas partes de grão produzido, de vinho, de linho, alho, cebolas e todos os legumes, capões, veados, outros animais e quem tiver besta faz a Coimbra uma carreira por ano para levar as rendas".[5]

Com a extensa manta de água que a rodeia, Almaça, em tempos teve um papel determinante para o transporte de pessoas e de bens alimentares para cidade de Coimbra. O rio era não só uma via de comunicação comum, como o peixe era a base da alimentação e da economia local. Com a construção da Barragem da Aguieira, modificaram-se os cursos de água e o modus vivendi das pessoas. Com as águas paradas da Albufeira, algumas das espécies piscícolas desapareceram.

Atualmente, o rio deixou de desempenhar o seu papel de via de comunicação, tendo sido substituído pela construção do Itinerário Principal nº3 (IP3 – atualmente uma das principais vias de comunicação do país), que divide a aldeia e marca a sua paisagem.

[1] In Mortálacvm (Terras das Lagoas) de José Assis e Santos; volume I, pág. 441; 1950

[2] In Vale de Remígio (Monografia) – Homenagem à Memória dos Viscondes de Vale de Remígio; Manuel Ayres Falcão Machado da Sociedade de Geografia; pág. 6; 1990.

[3] In Aguieira – Dão e Caramulo, Literatura Oral da Nossa Região, Lendas – Volume I; ADICES; págs. 57 e 79; 1995

[4] In Dicionário geografico, ou Noticia histórica de todas as cidades, villas… por Luiz Cardoso, Officina Sylviana da Academia Real (Lisboa), pág. 332

[5]In Diário das Beiras suplemento Sinais do Século, Concelho de Mortágua, 9 de Novembro de 2000

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