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Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos, presidiu à abertura da Expomortágua

2018-05-29
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

 

 

O Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos, presidiu à abertura da quinta edição da Expomortágua, que decorreu nos dias 25, 26 e 27 de maio, numa organização do Município de Mortágua.

A abertura do certame, que aconteceu pelas 14h00, contou ainda com a presença de várias entidades, nomeadamente Diretora Regional de Agricultura, Diretor Regional das Florestas, Presidente da Fundação Mata do Bussaco, Autarcas da região, Entidades Municipais, Entidades Civis e Militares.

Seguiu-se uma sessão de boas vindas, que teve lugar no Pavilhão do Conhecimento, um espaço que foi novidade na edição deste ano. O Presidente da Câmara Municipal, Júlio Norte, agradeceu a presença honrosa do membro do Governo, e lembrou que em anos anteriores já tinha sido dirigido convite ao Senhor Ministro para estar presente na Expomortágua, mas por questões de agenda tal nunca se concretizou.

Em nome do Município, Júlio Norte agradeceu o apoio que o Ministério da Agricultura prestou no período pós-incêndios de Outubro de 2017, nomeadamente na distribuição de alimentos para os animais. Relativamente aos apoios aos pequenos agricultores, destacou que as candidaturas apresentadas (334), até ao valor de 5 mil euros, foram aprovadas pelo Ministério e os respetivos apoios canalizados. Referiu que também na área industrial, os processos de apoio à recuperação estão em bom andamento, destacando aqui o papel do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas e da CCDRC.

Júlio Norte referiu que a floresta faz parte integrante do ADN de Mortágua, e que não obstante o rude golpe sofrido no ano passado, “o Município vai continuar a apostar na floresta”. No entanto, vincou que é preciso tirar ilações do que ocorreu, corrigir erros, desde logo promover um melhor ordenamento da floresta, mas sem radicalismos ou fundamentalismos. Frisou que a atividade florestal tem de ser economicamente viável, porque doutra forma as pessoas tenderão a abandonar os terrenos.

Por outro lado, sublinhou a importância de se integrar conhecimento na floresta e promover a troca de informação, de experiências, boas práticas, com o objetivo de “tornar a floresta ainda melhor e mais produtiva”. Nesse sentido, enumerou dois projetos que o Município está a desenvolver em parceria com o Instituto Politécnico de Viseu e com a Universidade de Coimbra. Referiu também o projeto intermunicipal de proteção e prevenção da serra do Bussaco, com a criação de equipas de sapadores, envolvendo os Municípios de Mealhada, Mortágua e Penacova.

O Presidente da Câmara sublinhou ainda que a elaboração do Cadastro Predial Simplificado, que faz parte do Plano de Atividades do Município, é fundamental para um futuro da floresta mais próspero, mas exige um esforço suplementar que é apenas suportado pelo Orçamento Municipal.

Júlio Norte voltou a lembrar a necessidade de requalificação da Barragem do Lapão e enalteceu o interesse e o empenho que o Ministro da Agricultura tem mostrado neste processo, no sentido de encontrar uma solução. Segundo Júlio Norte, esta barragem é fundamental para o desenvolvimento da várzea do Reguengo, e simultaneamente, pode funcionar “como reserva estratégica de água para outros fins, nomeadamente no apoio à floresta e abastecimento público em situações de seca extrema”.

Referiu ainda a necessidade de se concretizar o bloco de rega da Barragem de Macieira, que faz parte do Programa Nacional de Regadios (já aprovado), e afirmou que estes dois projetos de regadios (Lapão Macieira) representam “uma mais valia para as nossas várzeas e para a economia dos nossos agricultores”.

Júlio Norte deixou também um apelo ao Ministro para que faça “lóbi” pelo processo de requalificação do IP3, de modo a que o mesmo não tenha nenhuma “recaída” como já aconteceu no passado, e seja uma realidade.

Júlio Norte finalizou a sua intervenção com palavras de esperança no futuro e afirmou que a Expomortágua é também a demonstração da capacidade de fazer e de resistir às adversidades. “Estamos determinados em fazer renascer Mortágua, ainda com mais força e determinação”, afirmou.

Ministro garantiu que a obra de reconstrução da Barragem do Lapão deverá arrancar até ao final do ano, num investimento de 5 milhões de euros

O Ministro da Agricultura, das Florestas e Desenvolvimento Rural, agradeceu o convite e referiu que era com enorme satisfação que estava no concelho. E aproveitou para dar a boa notícia de que até ao final deste ano deverá arrancar a obra de reabilitação da Barragem do lapão, num investimento de 5 milhões de euros e com uma comparticipação de 85% de fundos comunitários. Capoulas Santos recordou que a Barragem foi uma obra lançada por si, há 15 anos, e lamentou que não fosse possível apurar os responsáveis pelo colapso da mesma. Quando regressou à tutela a ordem era para demolir a barragem, numa intervenção em que se gastaria tanto dinheiro como aquele que foi gasto para construir. “A opção que tomei foi não destruir. Mandámos avaliar as soluções técnicas possíveis e foi-nos demonstrado que é possível reconstruir em condições de segurança e é isso que vamos fazer”.

Capoulas Santos referiu que, além deste investimento, estão criadas todas as condições para que, em breve, ainda antes do final do ano, provavelmente em setembro ou outubro, seja aprovado o regadio da Barragem de Macieira, num investimento entre 4,5 a 5 milhões de euros. O que significa que nos próximos anos o Governo prevê investir um total de 10 milhões euros na agricultura do concelho. Quanto ao Bloco de Rega do Lapão, ficará para uma fase subsequente, uma vez que primeiro é necessário reabilitar a barragem, e depois preparar o projeto e candidatar a rede de rega.

Falando já da floresta, outra área da sua tutela, referiu que há cerca de um ano o Governo iniciou a chamada Reforma da Floresta, com o objetivo de tornar a floresta mais ordenada e resiliente. Segundo Capoulas Santos, os incêndios de outubro passado não puseram em causa essa reforma, antes pelo contrário, mostraram a necessidade imperiosa de se avançar para o ordenamento florestal, promovendo uma floresta mais ordenada, mais bem gerida e mais resistente aos incêndios. Capoulas Santos defendeu um consenso político o mais amplo possível em torno da reforma florestal, uma continuidade de políticas que vá para além das mudanças de governos, independentemente das cores politicas.

O Ministro sublinhou que a Floresta é um fator de riqueza nacional, de criação de emprego, e ao mesmo tempo um complemento do rendimento das famílias, no entanto é necessário criar condições para que esse rendimento seja cada vez mais seguro e possa ser melhorado. “A floresta pode ser mais rentável, se for bem gerida, se tiver planos de gestão adequados”.

Capoulas Santos destacou a evolução positiva do setor agrícola, que tem crescido ao dobro do ritmo da restante economia, com excelentes desempenhos económicos, aumento das exportações, dando como exemplo o setor do azeite, em que somos já excedentários. Capoulas Santos referiu que esse bom desempenho do setor deve-se aos agricultores, aos empresários e às organizações de produtores, e à forma como têm sabido aproveitar os fundos comunitários. “É por isso que queremos que o setor continue a ter no futuro um nível de apoio adequado”, disse.

No final da sessão de boas vindas, o Ministro da Agricultura percorreu os stands e teve oportunidade de trocar impressões com os expositores, conhecer novidades, e até provar alguns produtos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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