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Município e Agrupamento de Escolas promoveram palestra sobre “Parentalidade Positiva”

2018-03-21
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

Como educar os filhos? Como comunicar com os filhos numa sociedade dominada pelas redes sociais? Quais os limites que devem ser postos aos filhos? Estas e outras questões foram abordadas na palestra sobre “Parentalidade Positiva”, realizada no passado dia 16, no Centro de Animação Cultural. A oradora convidada foi Magda Gomes Dias, especialista nesta área.

A iniciativa foi promovida pelo Município de Mortágua, em articulação com o Agrupamento de Escolas de Mortágua (Serviço de Psicologia e Orientação), e Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Mortágua.

Magda Gomes possui certificação internacional em Inteligência Emocional, em Educação Positiva e em Coaching. É fundadora da Escola da Parentalidade e Educação Positivas, autora dos livros “Crianças Felizes” e “Berra-me baixo”, do blogue “Mum`s the boss” e do site “Parentalidade Positiva”.

Magda Gomes referiu que a “Parentalidade Positiva” é um tema que está na moda, de que se fala muito, até por causa de um recente e polémico programa da SIC (Super Nanny), no entanto há alguns anos atrás era praticamente desconhecido ou confundido com paternalidade positiva.

Recordou que no passado a estrutura da família assentou num modelo de autoridade-obediência, do marido sobre a esposa, do pai sobre os filhos, o que se refletia também na educação dos filhos, em que se fazia uso (e abuso) da palmada, do castigo, da ameaça. “Os pais de hoje não querem educar os seus filhos com esse tipo de estratégias. Querem ter uma relação mais próxima e afetiva com os filhos. As gerações de hoje querem ter relações de maior significado e valor com os filhos, que façam sentido”, afirmou. Os tempos são outros, há mais igualdade de género, a mãe tem o mesmo papel que o pai na educação dos filhos, o modelo de educar também já não é o da autoridade-obediência.

Esclareceu que Parentalidade Positiva não quer dizer, permissividade, e que é fundamental que os pais coloquem regras, limites, aos filhos, para benefício da própria criança, para sua proteção. “Parentalidade Positiva não é dizer sim a tudo, satisfazer todos os caprichos da criança, fechar os olhos, mas é aproveitar todas as oportunidades que nós temos para ensinar e corrigir a criança”, disse. Mas sem agressividade, seja física ou verbal, que comprovadamente, só prejudica o desenvolvimento da criança.

Segundo Magda Gomes “a parentalidade positiva é uma filosofia que tem por base o respeito mútuo entre pais e filhos”. O respeito é uma noção que se ensina, trabalha-se, orienta-se. É fundamental explicar, contextualizar as situações, para que os filhos percebam porque está mal o que fizeram e corrijam comportamentos menos adequados.

Enumerou cinco pilares fundamentais da Parentalidade Positiva: respeito mútuo, o vínculo (privilegiar a qualidade da relação que criamos, os valores da segurança, proteção, amor, afeto), parentalidade pró-ativa (dar poder de decisão e responsabilidade aos filhos), liderança empática (ser firme sem deixar de ser gentil) e educar sem punir. Quando os quatro primeiros pilares funcionam, o quinto surge naturalmente.

Referiu também três ferramentas que são importantes numa relação parental: a inteligência emocional; que está relacionada com a gestão das nossas emoções, o que sentimos e como reagimos; o aprender a colocar questões aos filhos (além das comuns) e a Comunicação Positiva (falar dos problemas e criar oportunidades mesmo em contextos difíceis).

Para a qualidade da relação parental, salientou, é também fundamental desacelerar, reduzir a intensidade (falar mais baixo, andar mais devagar, arrumar as coisas com calma, dar atenção), criar um ambiente de paz em casa, para pais e filhos poderem conversar e ouvirem-se. Essa é a primeira regra: “pais felizes, filhos felizes”.

Ficou claro que a missão dos pais é educar futuros adultos responsáveis e emocionalmente saudáveis, e que educar não implica necessariamente castigar ou levantar a voz, mas exige sobretudo respeito mútuo e a criação de vínculos positivos na relação parental, que ajudam a promover a autoestima e autodeterminação da criança.

O Presidente da Câmara Municipal, Júlio Norte, agradeceu a presença da palestrante e do público, e referiu que este era um tema pertinente e do maior interesse para os Pais, Famílias, Professores e Educadoras. Júlio Norte destacou as diferenças entre a geração em que cresceu e a atual geração, lembrando que “antigamente resolviam-se os problemas com uma palmada, pensava-se que era assim que se educava um filho, através do castigo. Mas os tempos mudaram, vivemos uma cultura e mentalidade diferentes, existem outras formas de educar, as relações entre pais e filhos são mais complexas”. E alertou para alguns “novos fenómenos” que colocam em causa o valor da família, como o abuso da utilização dos telemóveis e das redes sociais em detrimento do tempo em família. “Em muitas famílias perdeu-se o hábito dos pais e filhos estarem juntos à mesa, nomeadamente na hora de jantar, há pais que já só falam com os filhos por sms e vice-versa”. Isto para dizer que tem de haver um equilibro, ou seja, que é possível aproveitar as vantagens das novas tecnologias sem que tal signifique prejuízo da convivência familiar, das relações de proximidade.


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