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Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Mortágua promoveu ação de sensibilização para a prevenção do cyberbullying

2017-11-14

 

 

Realizou-se no passado dia 10 uma sessão de informação/sensibilização sobre prevenção do cyberbullying. A iniciativa foi promovida pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Mortágua, em colaboração com o Município e o Agrupamento de Escolas, que são entidades parceiras. Antes da apresentação do tema pelo palestrante convidado, a Presidente da CPCJ, Emília Matos, referiu que a escolha deste tema deve-se à sua atualidade e pertinência, e à necessidade da comunidade educativa, os Pais, estarem muito atentos a este fenómeno, de forma a conseguir prevenir e identificar situações de bullying associadas à utilização da Internet.

Durante a manhã e tarde, o público-alvo foram alunos do Agrupamento de Escolas de Mortágua (3º,4º,5º e 6º anos), à noite a sessão foi dirigida ao público em geral. O palestrante convidado foi o Dr. Tito Morais, especialista em riscos na Internet e coautor do livro “Cyberbullying: Um Guia para Pais e Educadores”. Foi fundador do projeto “Miúdos Seguros na Net” e pioneiro da segurança online de crianças e jovens. É membro do Conselho Consultivo da equipa portuguesa “EU Kids online” e integra o grupo “Facebook Safety for Partners”. Esta ação teve como principal objetivo sensibilizar as crianças e os jovens para os perigos que se escondem na Internet, sobretudo nas redes sociais, e alertar para os cuidados e regras que devem ser seguidas para que não ocorram situações muito desagradáveis e porventura perigosas, algumas das quais têm vindo a ser relatadas na Comunicação Social.

O palestrante esclareceu que o cyberbullying se traduz em atos agressivos intencionais, que podem ser verbais, por imagens, vídeos, fotografias, desenhos ou outros meios, feitos com a intenção de provocar dano, magoar alguém. Além disso, apresenta um carácter repetitivo e revela um desequilíbrio de poder, em que o agressor beneficia de uma superioridade em relação à vítima. Tudo isso utilizando as novas tecnologias de informação e comunicação (telemóveis, computadores, plataformas e aplicações). Normalmente esses atos ou tentativas de agressão são praticados a coberto do anonimato, da dissimulação, utilizando nomeadamente falsos perfis, em que na realidade não se conhece quem está do outro lado. E pode revestir várias formas, desde humilhação, insulto, violação da privacidade, ameaça de divulgação de aspetos pessoais, assédio, entre outras.

Diferentemente do bullying, que é digamos mais visível e confinado no espaço e no tempo, no caso do cyberbullying pode ser praticado a qualquer momento, durante todo o dia, semana, mês, ano, até mesmo durante as férias escolares, e a partir de qualquer ponto com acesso à Internet. Além disso, qualquer jovem, pode ser uma potencial vítima, incluindo aqueles que já foram agressores em termos de bullying presencial. Acresce o facto dos alunos cibervítimas, na maioria das vezes, optarem por não contar a ninguém sobre o cyberbullying, contribuindo deste modo, para que muitos dos adultos acabem por não estar conscientes da real incidência e gravidade destes comportamentos.

Por todas estas razões, é fundamental prevenir e tomar algumas precauções, desde logo os jovens não devem fornecer determinandos dados a estranhos, sobretudo fotografias e vídeos, traçando uma linha vermelha que não pode ser ultrapassada, sob pena de se cair em situações que depois são difíceis de controlar.

E perante uma situação de cyberbullying, as crianças e jovens não devem deixar manipular-se, sofrer no silêncio, antes devem falar com os pais, os professores, as autoridades, sempre que estejam a ser atingidos nos seus direitos de personalidade, na sua integridade física, psicológica e emocional. Até porque estas situações afetam depois todo o equilíbrio da pessoa, refletindo-se no seu rendimento escolar, vida familiar e social.

Os Pais devem falar mais com os filhos sobre estas problemáticas e alertá-los para os perigos, que são sérios e reais. O palestrante defendeu que esta temática seja também abordada nos programas escolares, para que os alunos saibam lidar com estas situações e tenham regras de prevenção.

As vítimas podem ainda recorrer a linhas de apoio, contactar a CPCJ, as autoridades policiais, falar com os professores. Existem também redes sociais de bloqueio e denúncia com ligação a páginas de ajuda que ensinam a bloquear e a denunciar conteúdos e utilizadores abusivos, além de páginas na área da segurança e prevenção do bullying. Os atos de cyberbullying configuram tipos de crime, previstos e punidos pelo Código Penal.

O livro que serviu de base à apresentação do tema surgiu com o principal intuito de se assumir como um instrumento para ajudar pais, educadores e outros profissionais a prevenir, identificar, intervir e combater o cyberbullying. É preciso que os jovens percebam que nas redes sociais existe todo o tipo de gente, boa e má.

Por todos estes motivos, mas principalmente porque afeta os jovens em particular e de forma insidiosa, é fundamental sensibilizar e dotar crianças e jovens com competências de navegação segura na Internet, de modo a que algumas situações se possam de alguma forma evitar ou, pelo menos, conter.

 


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