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Município promoveu Ação de Formação sobre prevenção e vigilância da vespa velutina

2017-09-21
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

Numa iniciativa promovida pelo Município de Mortágua / Serviço Municipal de Proteção Civil, realizou-se no passado dia 20 uma ação de formação sobre prevenção, vigilância e controle da vespa velutina, também conhecida por vespa asiática.

A iniciativa contou com uma boa adesão de interessados, cerca de 70 participantes, entre os quais se encontravam vários apicultores do concelho e da região. Encontravam-se também presentes técnicos de Câmaras Municipais de vários concelhos da região, nomeadamente Técnicos de Gabinetes Florestais e de Serviços Municipais de Proteção Civil,  além de Técnicos de Saúde, Técnicos de organizações de apicultores, representantes do SEPNA/GNR, produtores florestais, e demais interessados na temática.

Esta iniciativa serviu para prestar esclarecimentos, sensibilizar, tirar dúvidas, e divulgar o “Plano de Ação de Vigilância e Controlo da Vespa Velutina em Portugal”, que visa prevenir, monitorizar e controlar a propagação desta espécie.

As intervenções estiveram a cargo da Dra. Sofia Quintans, da Direção Geral de Alimentação e Veterinária, da Profª Joana Godinho, do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, do Engº. Paulo Carmo, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, e do Engº. Tiago Moreira, da Federação Nacional dos Apicultores de Portugal.

A ação de formação constou da abordagem de quatro módulos: a vespa velutina; sistema de vigilância; comunicação de suspeitas (plataforma SOS VESPA); e métodos de destruição.

Um dos objetivos desta ação foi sensibilizar e alertar as pessoas para a importância da vigilância passiva, ou seja, saber reconhecer uma suspeita de ninho de vespa velutina e saber identificar e utilizar os canais de comunicação para a sua destruição.

Foram explicadas (com recurso a imagens e até a exemplares mortos de vespas) as caraterística morfológicas da vespa velutina, em termos de tamanho, cores, e feita a comparação com a vespa crabro (europeia), que é comum na nossa paisagem, e que pode gerar alguma confusão nas pessoas. A vespa velutina distingue-se da crabro por ter um abdómen mais escuro, cabeça preta com face laranja/amarelada, o corpo é castanho-escuro ou preto, delimitado por uma faixa fina amarela, as asas são escuras e as patas amarelas no seu extremo. O seu tamanho varia entre os 2,5cm (as obreiras) e os 3 cm (as rainhas). Os ninhos são geralmente volumosos, variando entre os 5-10 cm de diâmetro no caso dos ninhos primários (embrionários) e os 50-80 cm no caso dos ninhos secundários. Possui uma estratégia de reprodução muito agressiva e elevada capacidade de disseminação.

A Comunicação Social deu-lhe o epiteto de “abelha assassina”, o que gerou algum ambiente de pânico, que leva as pessoas a ver em qualquer ninho de vespa ou vespa de maior tamanho, uma potencial colónia de vespa asiática ou um exemplar desta espécie.

É preciso esclarecer que se trata de uma espécie exótica e invasora, oriunda da região asiática, daí também a designação de “vespa asiática”, e que terá sido introduzida na Europa, por via de qualquer meio de transporte, marítimo ou terrestre. Há vários países afetados, nomeadamente França, Espanha e Portugal, tudo levando a crer que a introdução em Portugal terá ocorrido a partir da Galiza.

A espécie adaptou-se ao nosso clima, terá começado por se instalar no norte do País, propagou-se à zona centro, estando a região sul ainda um pouco salvaguardada.

A presença e disseminação desta espécie constitui um problema para a economia nacional, desde logo para o setor da apicultura, uma vez que provoca a morte das colmeias e afeta a reprodução e polinização das abelhas, levando à diminuição da produção de mel e produtos derivados. Além disso, constitui também um problema de segurança e saúde pública, pois trata-se de uma espécie especialmente agressiva no caso de as pessoas aproximarem-se demasiado de um ninho. A vespa velutina não é considerada mais perigosa para seres humanos do que a vespa europeia, mas tem esta particularidade de produzir uma resposta de grupo quando sente alguma ameaça a curta distância.

Os oradores sublinharam a importância de se fazer uma destruição localizada e controlada, feita em segurança, dos ninhos de vespa asiática. Por duas razões: por um lado, há várias espécies autóctones de vespas em Portugal, que sempre aqui viveram, que fazem parte da nossa biodiversidade, e que são insetos polinizadores; por outro lado, uma destruição parcial ou descontrolada irá apenas contribuir para a disseminação das vespas e a criação de novos ninhos.

Por essa razão, o que se recomenda é que as pessoas notifiquem qualquer suspeita, podendo para o efeito aceder à plataforma SOS VESPA, à Linha SOS Ambiente (808200520), ou comunicar ao Serviço Municipal de Proteção Civil, à Junta de Freguesia, ao SEPNA da GNR, que tomarão as diligências necessárias.

Segundo dados da plataforma SOS Vespa, até ao dia 19 de setembro havia 289 ninhos registados no distrito de Viseu, dos quais 190 destruídos (65%).

No concelho de Mortágua já foram detetados e eliminados mais de duas centenas destes ninhos, sendo um problema sério que preocupa os nossos apicultores. É fundamental que as pessoas estejam atentas e comuniquem qualquer suspeita da presença de um ninho de vespa asiática, uma vez que a deteção precoce evita maior propagação, e que se abstenham de qualquer atitude irrefletida, deixando para as entidades competentes a tarefa da sua destruição.


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