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Projeto de investigação junta Município de Mortágua, Instituto Politécnico de Viseu, Instituto Politécnico de Castelo Branco e Pellets Power

2017-08-11
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

O protocolo foi formalmente assinado no passado dia 4, pelos representantes das entidades envolvidas. O projeto de investigação científica e desenvolvimento tecnológico intitulado “Learnin´s Creatin”- Aprendendo Criando, tem como objetivo criar ou encontrar alternativas às matérias-primas usadas para a produção de energia.

Na prática, pretende-se estudar o potencial e a viabilidade de utilização de várias espécies autóctones (agrícolas, florestais, arbustivas) como alternativas ou complemento na produção de pelets, contribuindo ao mesmo tempo para a valorização económica destas espécies.

Em Mortágua está situada a maior unidade do país na produção de pelets, a Pelets Power, que irá servir como campo de ensaio para analisar os resultados obtidos com as experiências.

Neste projeto, além dos parceiros formais, Município de Mortágua, Instituto Politécnico de Viseu, Instituto Politécnico de Castelo Branco, e Pelets Power, colaboram ainda as Universidades de Barcelona, Amesterdão e Dortmund. O Instituto Politécnico de Viseu irá liderar este projeto, cuja gestão será repartida pelos vários parceiros em função das suas competências.

O projeto tem a duração de 18 meses e neste período serão realizados vários estudos e testes, quer em laboratório quer em campos de experimentação e em fábrica (Pelets Power).

Em nome do IPV, João Luís Monney, que é o Investigador responsável do projeto, referiu que “o Município de Mortágua era o parceiro de eleição para implementar este projeto”, pois trata-se de um Município que ao longo das últimas décadas tem sido exemplar no desenvolvimento de politicas relativas ao ordenamento do território, à prevenção florestal, centradas no conhecimento de um valor, de uma atividade económica, a floresta, que tem um peso importante para o concelho, e por essa via, para o país”.

Segundo o responsável, este projeto permite dar um outro valor económico a espécies que até agora estão ao abandono ou subaproveitadas, e que podem ser uma alternativa à monocultura existente nalgumas zonas do país, podendo complementar a produção com base nas espécies tradicionais.

“É um projeto que “valoriza a floresta, os produtos florestais, e uma componente muito importante que é a energia, de que o nosso país carece muito, porque nós importamos cerca de 80% da energia que consumimos”. Esta utilização das fontes alternativas de energia, enfatiza, “contribui bastante para a melhoria da nossa balança comercial, para a redução das importações energéticas”.

O Eng. Luís Lobo, diretor fabril da Pelets Power, referiu que este projeto é o culminar de uma colaboração que já existe desde há algum tempo entre a empresa e o IPV. E salientou as vantagens que o projeto pode trazer para o futuro. “Este projeto é muito importante para nós porque pode levar a um novo caminho, em termos de diversificação das fontes de matéria-prima. O objetivo é encontrar aqui soluções que nos tornem menos dependentes do pinho e estudar a possibilidade de valorizar e utilizar outras espécies, que nos assegurem na mesma um produto de qualidade”. Agregado a este projeto, adianta, está também a otimização energética da unidade industrial.

A Pelets Power funcionará como campo de ensaio em termos de análise e desenvolvimento do produto final. Esta unidade, situada no Pólo Industrial do Freixo, dedica-se à produção de pelets para fins energéticos, sendo a maior unidade industrial existente no país, exportando quase 100% da produção.

A principal fonte de matéria-prima, cerca de 70%, é o pinho, uma espécie que está em franco declínio há vários anos, daí a importância do estudo e experimentação de outras alternativas que possam colmatar essa escassez de pinho no mercado. O eucalipto, nomeadamente a parte da produção que não é aproveitada pelas indústrias de papel e pasta de papel, e as denominadas espécies nativas, invasoras ou exóticas, como as mimosas, acácias, giestas, podem ser uma das soluções.

O Presidente da Câmara Municipal, Júlio Norte, referiu que o Município de Mortágua aceitou com todo o interesse participar neste desafio lançado pelo IPV, e afirmou que “um concelho que tem na floresta a sua maior riqueza, como é o caso de Mortágua, não podia ficar de fora deste projeto”.

Júlio Norte afirmou que a cooperação entre o Município e as Instituições de Ensino Superior era um dos objetivos definidos pelo Executivo Municipal no seu programa, tendo em vista promover a inovação e o desenvolvimento na área da Floresta.

E saudou a iniciativa de Instituições de Ensino Superior, como o IPV, de saírem cada vez mais das suas paredes e colocarem os seus projetos e a sua investigação ao serviço das pessoas e do desenvolvimento da região em que estão inseridas.

Júlio Norte referiu que “a Pelets Power é um parceiro fundamental para a concretização deste projeto”, e destacou a mais-valia que a empresa, implantada desde 2008, trouxe ao concelho e à região em termos de valorização da biomassa florestal. E manifestou a sua confiança no futuro, desejando que este projeto produza bons resultados e marque o início de uma colaboração frutuosa entre as partes envolvidas.

O Projeto tem um investimento elegível de 125 mil euros e conta com o apoio do Portugal 2020 (FEDER) e Fundação para a Ciência e a Tecnologia.


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