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Lançamento do livro “Janelas Imperfeitas”, de Zília Gonçalves

2017-07-17
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

Decorreu no passado dia 15, no Centro de Animação Cultural, o lançamento do livro “Janelas Imperfeitas”, da autoria da mortaguense Zília Gonçalves. Cerca de centena e meia de pessoas marcaram presença no evento, entre as quais se encontravam muitos amigos, colegas de profissão, além de familiares.

A apresentação da obra esteve a cargo da Dra. Aida Batista, Licenciada em História e Pós-Graduada em Estudos Europeus, e com várias obras já publicadas. Desempenhou funções na Universidade de Helsínquia e na Universidade de Toronto, nomeada pelo Instituto Camões. Esteve também presente Susana Freitas, em representação da SANA Editora, que aceitou o desafio de trazer o livro à estampa.

A família quis associar-se a este momento especial. As suas duas netas, Joana e Marta, interpretaram o tema “Imagine”, de John Lennon, e a sua filha mais nova, Lara Belo (Advogada), prestou homenagem à mãe extremosa e dedicada à família e ao trabalho, e afirmou que “este livro tem gravadas nas suas páginas o sonho da nossa mãe, as horas infindáveis de pesquisa, as madrugadas de dislate criativo, o entusiasmo e o prazer da escrita, e uma pressão inspiradora de que as adversidades da vida podem ser transformadas em oportunidades e como mudar o rumo dos acontecimentos depende apenas de nós”.

Duas antigas alunas da Profª Zília leram pequenos excertos do livro. Uma antiga aluna e agora colega de profissão, leu um poema de Bertolt Brecht intitulado “Perguntas de um operário letrado”. Apaixonada pela História e movida pela curiosidade, Zília Gonçalves quis sempre ver mais além do que é a simples transmissão formatada do conhecimento, e a escolha deste poema é disso ilustrativo, porque fala dos “construtores da história” que foram injustamente esquecidos, como os escravos.

É de referir ainda que a ilustração da capa esteve a cargo de Ivone Gonçalves, a filha mais velha da autora, Professora de Educação Visual e Artista Plástica (Pintura).

A Dra. Aida Batista referiu que a obra oferece um rigoroso retrato social do que era o Portugal dos finais do séc. XIX, princípios do séc. XX, caracterizado pela fome, miséria, analfabetismo, e destacou a cuidada investigação dos dados históricos efetuada pela autora, do ponto de vista social, económico, político e religioso, bem como na construção das personagens e recriação dos ambientes em que elas se movem. Destacou ainda a precisão e riqueza lexical do texto, nomeadamente no que toca à descrição das atividades cíclicas da vida rural e ambientes piscatórios da Figueira da Foz.

Zília Gonçalves nasceu e vive em Vale de Açores. É Licenciada em História e foi Professora no Ensino Básico e Secundário durante 38 anos. Desde criança, assim que aprendeu a ler, mergulhava em todas as leituras que lhe chegavam às mãos, e esse hábito foi acompanhando-a ao longo da vida. Muito cedo, foi germinando a ideia de escrever romances, adiando sempre essa sua vontade por manifesta falta de tempo, ocupado com a maternidade e a profissão. Este livro, o primeiro de uma trilogia, marca a estreia nas lides literárias, muito embora a escrita faça parte da vida da autora desde há muitos anos. Colaborou na elaboração da “Monografia do concelho de Mortágua” e publica regularmente textos sobre temas relacionados com o passado do concelho.

A autora dirigiu agradecimentos a todos os presentes na sessão, aos colegas professores, amigos e conhecidos, que fizeram questão de se associar a este momento, sempre marcante, como é o lançamento de um primeiro livro. Dirigiu também agradecimentos ao Presidente da Câmara Municipal e ao Vereador Paulo Oliveira, por todo o apoio prestado.

Zília Gonçalves falou do gosto e da curiosidade que sempre teve pela leitura, desde a infância, e prestou homenagem a todos os que contribuíram para a sua formação, desde os seus professores, a Fundação Calouste Gulbenkian (com as famosas carrinhas que levavam os livros a todo o lado), aos autores que leu e lhe abriram os horizontes do mundo. Sem querer adiantar muito do conteúdo (o melhor é mesmo ler), este romance passa-se entre os finais do século XIX e o início do século XX, e revela ao leitor a vida e a luta de Maria do Rosário, que cedo perdeu o pai e a mãe, arrastados por uma cheia. 

O Presidente da Câmara Municipal, Júlio Norte, felicitou Zília Gonçalves por este momento e falou da amizade que vem desde os tempos da juventude. Júlio Norte destacou as qualidades humanas da autora, a sua forma de ser e de estar na vida, e traçou o retrato de uma “mulher lutadora, determinada, de espírito livre e inconformado, que diz olhos nos olhos o que pensa”. Mas também de uma mulher da cultura, sempre disponível para colaborar nas iniciativas culturais que dizem respeito ao seu concelho, mormente à sua história, património, vivências e tradições. “Estamos perante uma filha da terra que é um exemplo do que é a verdadeira cidadania”, afirmou.

E formulou votos de que “esta experiência seja frutuosa e daqui a pouco tempo estejamos novamente aqui para assistir ao lançamento do segundo livro, que já está na forja”.

Júlio Norte saudou também a presença do numeroso público presente no ato: “Termos uma sala com centena e meia de pessoas, num sábado à tarde, a assistir a um momento cultural como é o lançamento de um livro, é algo muito reconfortante e que nos deve deixar muito felizes”.

No final da apresentação, a autora recebeu cumprimentos dos presentes e autografou os livros adquiridos, seguindo-se um lanche-convívio.

 


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