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Mortágua celebrou 25 de abril com espetáculo “Rumo à Liberdade” e grandioso Fogo-de-Artifício

2017-04-27
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

No poema “As Portas que Abril Abriu”, o poeta Ary dos Santos começa com estas palavras: “Era uma vez um país”…

Era uma vez um país…onde as pessoas não tinham liberdade e onde reinava a proibição. Um país onde “escolher” era um verbo que não estava ao dispor da população. Um país onde não havia eleições livres e quem criticasse o sistema corria o risco de ir parar à prisão, onde tudo o que as pessoas liam, viam ou ouviam era controlado pela Censura. Um país que discriminava as mulheres, reservando-lhes um papel secundário na sociedade. Estas palavras foram lidas e relembradas no início da apresentação do espetáculo “Rumo à Liberdade”, promovido pelo Município, que assinalou os 43 anos do 25 de abril de 1974, o dia que mudou Portugal.

Muitas histórias começam por “era uma vez…” mas o antes do 25 de abril de 1974 não foi uma história de ficção, foi uma realidade que os portugueses viveram e sofreram na pele durante quase meio século. Tudo mudou naquela madrugada de 25 de abril de 1974, quando heróicos militares prepararam e executaram a revolta que os libertou a si mesmos, e com eles um país inteiro. Finalmente o povo português podia respirar e sentir a liberdade, exprimir livremente todos os pensamentos, ideias, sentimentos que estavam aprisionados pelo medo, pela opressão. A poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen eternizou esse dia num dos seus poemas, dizendo que foi a madrugada “onde emergimos da noite e do silêncio”.

O espetáculo teve como matriz principal as músicas que marcaram o 25 de abril e ficaram para sempre associadas a um movimento que escolheu a canção como forma de resistir e lutar contra a Ditadura.

A música foi uma poderosa arma de protesto, revolta, agitação de mentalidades, num regime onde a censura era omnipresente. Os autores contestatários do regime escreviam canções com um sentido metafórico (A Formiga no Carreiro, Os Vampiros, Tourada, são disso exemplo), como forma de ludibriar e ultrapassar os limites impostos pela Censura.

Ricardo Vicente e Rafaela Monteiro deram voz às músicas (reinventadas), acompanhados por Filipe Santos (Guitarra), Joel Oliveira (Baixo), Marco Bento (Teclado), Ivan Rosa (Bateria). Neide Simões e Rita Nobre, acompanhados por outros jovens, reproduziram os slogans e as palavras de ordem que ficaram para sempre associados à Revolução do 25 de abril.

Toni Nobre fez a apresentação do espetáculo e a contextualização das canções, muitas das quais de cariz revolucionário, de intervenção. Na cronologia dos acontecimentos ocorridos naquela madrugada de 1974, foi recordada a ação decisiva dos “Capitães de Abril”, dos militares, a que se juntou o povo anónimo.

O espetáculo abriu com a canção “Grândola, Vila Morena”, composta por Zeca Afonso, que serviu de segunda senha de sinalização da Revolução dos Cravos. No alinhamento não podiam faltar as canções de Zeca Afonso, como “Venham mais Cinco”, “O que faz falta“, “A morte saiu à rua”, “Filhos da Madrugada”, “Índios da meia praia”, “Vampiros”, “Formiga no carreiro”, “Vejam Bem”, “Canção de embalar”. Mas também canções como “Tourada”, de Fernando Tordo, “Quatro quadras soltas”, de Sérgio Godinho, “Charlatão”, de Sérgio Godinho e José Mário Branco, “Pedra Filosofal”, de Manuel Freire, “Trova do vento que passa”, de Adriano Correia de Oliveira.

Foi ainda interpretado o tema “Somos Livres”, original interpretado pela atriz Ermelinda Duarte, um tema que celebrou já a liberdade conquistada. O espetáculo finalizou com o lançamento de cravos para a assistência e a interpretação do tema “E Depois do Adeus”, de Paulo de Carvalho, que serviu de senha para o início da Revolução. Esta canção, transmitida pelos Emissores Associados de Lisboa às 22h55m do dia 24 de abril, foi o efetivo sinal para as tropas se prepararem e estarem a postos. Houve uma razão clara para a escolha deste tema: era uma canção sem conteúdo político, que não levantaria suspeitas ao regime, podendo a Revolução ser cancelada se os líderes do MFA concluíssem que não havia condições efetivas para a sua realização.

O espetáculo juntou centenas de pessoas, de todas as idades, na Praça do Município, que quiseram celebrar “o Dia da Liberdade”, na rua e em festa, como há 43 anos. As celebrações terminaram com um grandioso espetáculo de Fogo-de-Artifício.

O Presidente da Câmara Municipal, Júlio Norte, foi um dos presentes entre o público. “Assistimos a um espetáculo memorável, feito por jovens mortaguenses, e a uma grande festa de celebração da liberdade. Ver estes jovens, muitos deles ainda não eram nascidos na altura do acontecimento, a celebrar o 25 de abril com aqueles que o viveram, é algo de muito importante e que nos deve encher de orgulho”.

Júlio Norte afirma que para o Município é ponto de honra continuar a celebrar a data histórica do 25 de abril, transmitindo aos jovens a mensagem de que os seus pais e avós não conheceram a liberdade que eles hoje felizmente usufruem, e que essa liberdade, conquistada, lhes permite ter hoje a possibilidade de ver, ler, ouvir e fazer coisas que há 43 anos eram proibidas”. E deixa a pergunta: “Seriam os jovens, hoje, capazes de viver com Internet censurada, acesso à informação controlado, como aconteceu no passado?”

Júlio Norte lembra que a liberdade e a democracia são hoje postos em causa noutros países europeus, com a eclosão de fenómenos de extremismo, xenofobia, nacionalismos, devendo ser um motivo de reflexão e alerta.

“Isso evidencia que a democracia é como uma árvore que precisa de ser alimentada, cuidada e vitaminada para que dê bons frutos. Para além do exercício do voto, é fundamental que as pessoas, as comunidades, participem ativamente na vida politica e cívica, porque a democracia consolida-se e fortifica-se na cidadania, na participação cívica, no empenhamento das pessoas nos processos e nas decisões que lhes dizem respeito”, diz.

Júlio Norte sublinha ainda que a democracia não se faz de discursos de ocasião, de palavras ocas e porventura bonitas, mas tem de se traduzir acima de tudo em ações concretas, práticas, decisões, que contribuam para que tenhamos um país melhor, mais justo, mais desenvolvido, mais coeso.

 


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