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Palestra sobre a 1ª Guerra Mundial pelo Coronel Luís Albuquerque

2017-03-16
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

 

A Biblioteca Municipal promoveu, no passado dia 15, à tarde, uma palestra sobre a 1ª Guerra Mundial (1914-1918), em que o orador convidado foi o Coronel Luís Albuquerque, Diretor do Museu Militar de Lisboa. Na parte da manhã, a palestra foi dirigida aos alunos do 9º e 12º anos do Agrupamento de Escolas, no âmbito da disciplina de História e área das Humanidades.

Cerca de três dezenas de pessoas ouviram atentamente a preleção do Coronel Luís Albuquerque, na Biblioteca Municipal, na qual fez uma abordagem do conflito em termos das suas causas, próximas e remotas, protagonistas, características, cenários de guerra, e consequências, além de uma referência particular à participação portuguesa neste evento.

O Coronel Luís Albuquerque começou por explicar o contexto de causas que levaram à eclosão daquele conflito, que se estendeu pela Europa, Ásia, África, com exceção das Américas. Numa Europa em convulsão, com vários Impérios, acabou por ser um episódio, o assassinato do Arquiduque da Áustria, ocorrido no dia 28 de Julho de 1914, em Serajevo, o rastilho para a eclosão de uma guerra à escala global. A partir daqui sucederam-se as declarações mútuas de guerra, tendo de um lado a Alemanha e o Império Austro-Húngaro, e do outro a Rússia, França, a Grã-Bretanha e outros países aliados.

Na sua preleção, o Coronel Luís Albuquerque acentuou as diferenças desta guerra relativamente às guerras napoleónicas que a precederam, havendo uma mudança de paradigma, uma nova era.

Na 1ª Guerra Mundial surgem novas armas, ligeiras e pesadas, e pela primeira vez o uso de armas químicas. São armas com um grau de destruição como então nunca visto. As trincheiras são uma das imagens mais emblemáticas desta guerra, que serviram de proteção mas também de cemitério de milhares de soldados. As condições do terreno, o frio, a chuva, além da falta de mantimentos e apoio médico, eram outras dificuldades com que se deparavam os soldados deslocados para o teatro de guerra. Muitos soldados que sucumbiram no campo de batalha foram enterrados em território estrangeiro, a milhares de quilómetros de casa, muitas vezes sem possibilidade da sua identificação. Essa realidade, contou, levou mais tarde à homenagem ao Soldado Desconhecido.

Além das mortes causadas por disparos das metralhadoras, granadas, gases, houve também muitos soldados que morreram devido a doenças, infeções, gangrenas. Alguns soldados, em desespero, optavam pelo suicídio.

O Coronel Luís Albuquerque falou também da entrada e participação portuguesa neste conflito mundial. Face à ofensiva alemã, tinha invadido a Bélgica e entrado em território francês, o Governo Português decide enviar forças expedicionárias para proteger as colónias de Angola e Moçambique. O governo de Afonso Costa era a favor da entrada de Portugal na guerra, com o objetivo de afirmar o seu poder politico. Curiosamente, o principal oponente à entrada de Portugal na Primeira Guerra Mundial foi um aliado, a Inglaterra. Mas em Fevereiro de 1916 a Inglaterra, ao abrigo da velha aliança luso-britânica (a mais antiga da Europa) decidiu pedir ao Estado Português o apresamento de todos os navios alemães que estavam ancorados na costa portuguesa. Esta atitude justificou a declaração oficial de guerra a Portugal pela Alemanha, a 9 de março de 1916.

Em 1917 as primeiras tropas portuguesas, do Corpo Expedicionário Português, seguiam para a guerra na Europa, em direção à Flandres. No total, mais de cem mil soldados portugueses combateram nas várias frentes de guerra, entre África, Flandres e França. Portugal registou quase 40 mil baixas. Houve quase oito mil mortos e outros tantos feridos, seis mil ficaram desaparecidos e mais de sete mil foram feitos prisioneiros. É conhecida a participação de forças portuguesas na Batalha de la Lys (9 de abril de 1918), onde terão morrido mais de 2000 homens (há autores que apontam menos baixas) e sido feitos entre 6 a 7 mil prisioneiros. Nesta batalha destacou-se em particular um soldado, de seu nome Aníbal Milhais, que mais tarde seria alcunhado de “Soldado Milhões”, pela sua coragem e astúcia. Foi o soldado português mais condecorado da 1ª Guerra Mundial e recebeu a mais alta honraria nacional, a Ordem Militar da Torre e Espada.

Segundo explicou, os soldados portugueses, de um modo geral, não estavam preparados para este tipo de guerra, não possuíam nem vestuário, calçado ou armas, equivalentes às restantes forças, nem conhecimentos táticos. Numa primeira fase tiveram que receber formação e orientação dos ingleses. Lembrou também que Portugal mobilizou dezenas de milhares de tropas para defesa das colónias ultramarinas, que estavam ameaçadas pelos alemães. Curiosamente morreram mais soldados nestas colónias do que na Europa.

Houve também mortaguenses mobilizados para o cenário de guerra. Segundo os registos conhecidos, terão sido 77, havendo três mortes em combate. Algumas pessoas ainda têm em casa fotografias e cartas de antepassados que estiveram nesta guerra. Seria importante que esses documentos fossem disponibilizados à Biblioteca Municipal, para que fossem digitalizados e preservados, dado o seu valor histórico e documental.

Um dos mobilizados foi Augusto Cancella de Abreu (1895-1965), filho de Abel Mattos Abreu, natural de Pala, que foi Juiz de Direito. Integrou o Corpo Expedicionário Português deslocado para França, em 1917, como adjunto de comando de um dos grupos do Corpo de Artilharia Pesada Independente.

 


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