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Município comemora 140 anos do nascimento de Tomás da Fonseca

2017-03-14
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

O Município de Mortágua iniciou no passado dia 10 as comemorações dos 140 anos do nascimento de Tomás da Fonseca (1877-1968), escritor, pedagogo, pensador, político, republicano, democrata. “140 minutos a ler Tomás da Fonseca”, um minuto por cada ano de vida do escritor, assim se designou o tributo ao escritor, promovido pela Biblioteca Municipal.

A homenagem a Tomás da Fonseca teve início na Praça do Município, com a deposição de um ramo de cravos vermelhos junto ao busto ali edificado em sua memória. A iniciativa partiu da Editorial Moura Pinto, que neste dia publicou um jornal de homenagem ao escritor, contendo dados biográficos, excertos de livros, textos de homenagem de vários admiradores, nomeadamente de Raul Rego. Neste jornal são também inseridos os comunicados da denominada comissão Pró-Casa-Biblioteca Tomaz da Fonseca, que em 1969 desenvolveu várias diligências para a concretização deste projeto, suspenso até hoje. Manuel da Costa, presidente da Editorial Moura Pinto, num discurso muito emotivo, afirmou que Tomás da Fonseca sonhou o 25 de Abril, mas não viveu o tempo suficiente para viver esse grande dia, que seria certamente um dia muito feliz. E ouviram-se “vivas” à Liberdade e a Tomás da Fonseca.

Alunos do Agrupamento de Escolas, um por cada turma, utentes dos Lares de 3ª Idade do Concelho, e vários mortaguenses, leram excertos de obras do escritor, como “A Filha de Labão”, “Memórias de um Chefe de Gabinete”, “Agiológico Rústico”, “O Diabo no Espaço e no Tempo”, “Memórias do Cárcere”, “Os Deserdados”, “Livro de Bom Humor para alívio de Tristes”.

Os sobrinhos netos do escritor deixaram o seu testemunho da convivência tida com o seu ascendente, recordando aquela imagem austera de um homem de barbas compridas e grisalhas, que afinal escondia e revelava depois uma grande bondade, generosidade e humanismo. Um dos familiares leu uma comovente carta de homenagem, escrita nos dias de hoje, dirigida ao seu tio-avô.

O Presidente da Câmara Municipal, Júlio Norte, a Diretora do Jardim-Escola João de Deus, Ana Gouveia, o historiador Romero de Magalhães, o Prof. Augusto Monteiro, o Prof. Luís Torgal, autor de uma biografia sobre o escritor, o jornalista Fernando Alves, da TSF, o Padre Mário Oliveira, e a Biblioteca Municipal da Mealhada, foram outras pessoas e entidades que se associaram ao evento através da leitura de textos. O Dr. José Machado Lopes, fez uma interessante leitura encenada do livro “O Púlpito e a Lavoura”.

Neste dia, a TSF deu um particular enfâse à figura de Tomás de Fonseca, tendo transmitido um trabalho jornalístico e entrevista conduzida pelo jornalista Fernando Alves.

O jornalista Fernando Alves foi um dos convidados que aceitou o desafio de dar voz a Tomás da Fonseca. ”É um “profeta da República”, e ao mesmo tempo um visionário, alguém que antecipou e inscreveu o seu nome no início da causa republicana em Portugal. Tem a particularidade de ser uma figura sempre na margem, sempre ao lado dos fracos, dos desprotegidos, daqueles a quem a história derrota”, diz. Além das causas da República, Liberdade, Educação, acrescenta, Tomás das Fonseca era também um defensor da natureza, um militante ambiental, alguém que lavrava campos e… ideias”, ou como escreveu Guerra Junqueiro: “antes de semear evangelhos, semeou trigo, foi lavrador e cavador antes de apóstolo”.

O historiador Romero de Magalhães afirma que Tomás da Fonseca foi “um homem vertical, um republicano impoluto, um grande professor, um exemplo de cidadania e de resistência”. Ao que acrescenta a sua faceta de escritor. “É um escritor notável, encanto-me sempre ao ler as coisas que escrevia e a forma como as escrevia”.

Luís Torgal, autor de várias obras sobre o escritor, referiu que Tomás da Fonseca se bateu por um conjunto de valores que são universais e eternos, como a liberdade de pensamento e de expressão, a igualdade social, a educação inclusiva. “Valores que se estão a perder e em risco”, porquanto as gerações atuais, nomeadamente os jovens, vivem na ilusão de que a liberdade, o Estado Social, são algo adquirido, definitivo, quando pelo contrário exigem uma luta permanente pela sua defesa e conservação. E dá como exemplo o que se passa hoje nos Estados Unidos, e nalguns países europeus, com o crescimento dos partidos extremistas e xenófobos, em que há um retrocesso na liberdade e na democracia.

O Presidente da Câmara Municipal, Júlio Norte, referiu que o Município vai desenvolver um conjunto de iniciativas ao longo do ano com o objetivo de homenagear este nome maior de Mortágua e figura de dimensão nacional. Um passeio literário, com a designação “No trilho de Tomás da Fonseca”, a ter lugar no dia 4 de junho, será a próxima atividade a decorrer. Adiantou ainda que a ADICES (Associação de Desenvolvimento Local) tem em mãos um projeto em torno de figuras marcantes da região com relevo nacional, sendo que no caso de Mortágua a figura escolhida foi Tomás das Fonseca.

  

Segundo Júlio Norte, é necessário “redescobrir” e avivar a memória de Tomás da Fonseca, e contar às novas gerações quem foi este insigne escritor e cidadão exemplar, que usou como armas a palavra, a sabedoria, a coragem cívica e intelectual, combatendo a ignorância (mãe de todas as misérias, dizia), o obscurantismo, o medo, os preconceitos, pugnando pela instrução das pessoas, a justiça social, o progresso civilizacional dos povos. No jornal de homenagem a Tomás da Fonseca, da Editorial Moura Pinto, distribuído neste dia, o Presidente da Câmara deixou estas palavras: “Nunca o debate o amedrentou e menos ainda o confronto de ideias, característica própria dos Homens Maiores, que assinam a liberdade com punho firme. Homem de visão muito além do seu tempo, esteve sempre ciente de que são as mordaças que se impõe ao pensamento, os verdadeiros verdugos da democracia, evolução e emancipação… (…) Anjo figurado de diabo ou demónio angelical, Tomás da Fonseca dedicou a sua intransigência, o seu jeito incómodo (na vida, como na morte), as suas duras batalhas, à criação de melhores condições para a sua terra e para as suas gentes, ao seu progresso, que obriga tanto ao crescimento económico, como ao crescimento de ciências, saberes e talentos. Defendeu vivamente os seus ideais, não usando a sua sapiência como motivo de gozo, ou desculpa, para menorizar e enxovalhar, aqueles, cujas erudições seriam outras… Acutilante e humilde, nunca simplório. Pedagogo, tal como o são todos os Grandes Homens do Povo!”.

Júlio Norte afirma que é preciso valorizar a figura e o legado de Tomás da Fonseca, mantendo-o vivo e intemporal na nossa memória coletiva.

 

 


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